Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra

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Não há bem que se torne em mal, se antes não for o mal travestido de bem.

🎹 Cada 1 Por Si 🇵🇹
É O QUE ELES QUEREM

Olha à tua volta… ninguém te vai segurar.
Aqui não há heróis, não há finais de cinema.
Cada um por si, mano…
Ou corres pelo pão, ou ficas preso no sistema.

Cada um por si, mas eu nunca me escondi,
Na rua aprendi que a verdade tem cicatri’.
Eles vendem ilusões, eu cuspo realidade,
Falo cru, falo sério, não negocio a verdade.

Poder compra silêncio, mas não compra consciência,
Rappers querem likes, eu quero resistência.
Falam alto no Insta, mas na rua não têm voz,
Aqui cada verso pesa, cada barra é por nós.

[Refrão]

Cada um por si, mas eu não sigo a manada,
Tenho rima afiada, cada barra é facada.
Se o mundo me fecha portas, eu parto a entrada,
Cada um por si, mas a verdade não é calada.

Não confio no sistema, tudo truque, tudo cena,
Quem sobe pisa em muitos, quem cai já não tem pena.
Tanta fome na esquina, tanto luxo na TV,
Dizem todos somos livres, mas não vejo isso acontecer.

A rua é a escola, o cimento é professor,
Quem não luta cai cedo, quem resiste tem valor.
Cada passo é batalha, cada dia é decisão,
Ou tu corres pelo sonho, ou ficas preso ao chão.

[Refrão]

Cada um por si, mas eu não sigo a manada,
Tenho rima afiada, cada barra é facada.
Se o mundo me fecha portas, eu parto a entrada,
Cada um por si, mas a verdade não é calada.

Cada um por si… é assim que eles querem,
Mas quem levanta a voz nunca cai, nunca ferem.




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Não há iniciação mais profunda do que transformar a dor em sabedoria e o ego em fraternidade.

⁠Eu prefiro que me vejam sem rótulos, que não olhem para mim e tirem uma conclusão. E há vários rótulos que inventaram a meu respeito. Mas eu não me guio por rótulos que criam sobre ninguém. Eu presto atenção na pessoa. O rótulo é chato, o rótulo já determina por baixo.

Ney Matogrosso
Hailer, Marcelo. Ney Matogrosso: "Se eu dependesse do streaming, estaria na miséria". Fórum, 3 abr. 2025.
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⁠Há dores que não pedem licença —
chegam, viram tudo do avesso, e nos obrigam a reencontrar partes que estavam esquecidas.
Dores que esvaziam para depois preencher com mais verdade.
Que quebram… mas, no caco, revelam uma nova força.

Tem dor que não é castigo —
é recomeço disfarçado.
É o modo da vida nos lembrar do que importa,
nos afastar do que pesa,
nos conduzir pra dentro,
onde mora o que ninguém pode tirar.

Algumas dores não nos destroem.
Nos transformam.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Você não chegou aqui por acaso.
Mesmo quando tudo parece confuso,
há um cuidado invisível costurando os dias.

Essa casa, esse trabalho, essa fase —
tudo tem um porquê que só mais adiante se revela.

Às vezes, Deus nos planta onde a gente não entende…
mas é ali que Ele começa a florescer algo que só mais tarde fará sentido.

Confia.
Você está exatamente onde precisa estar para o que vem depois.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠A vida, às vezes, me atravessa com cortes que não se veem — mas doem fundo.
Ainda assim, há um sussurro suave no meio do caos, dizendo: “isso também vai passar”.
Porque há um Deus que recolhe os meus cacos com ternura…
e vai, delicadamente, me refazendo.
Não de volta ao que eu era.
Mas ao que eu posso ser — depois de tudo.

— Edna de Andrade

⁠E se a vida for um jogo?

Talvez não te tenhas dado conta, mas já estás em campo há algum tempo.
Fizeste as jogadas certas? Ou ficaste apenas na defesa, esperando o apito final?
Atacaste quando tiveste oportunidade, ou deixaste o medo segurar os teus passos?
Controlaste o tempo… ou simplesmente deixaste o tempo controlar-te?

E afinal… que tipo de jogo é este?
Coletivo ou individual?
Porque, se for coletivo, e tu estiveres a jogar sozinho, talvez já estejas a perder —
Não porque te falte talento, mas porque te falta visão de equipa.

No intervalo, paraste para refletir?
Percebeste que não és o único em campo?
Ou continuas a seguir o plano inicial, mesmo quando o jogo já mudou?

Talvez estejas agora no segundo tempo da vida.
Já devias ter percebido a natureza do jogo…
Mas se ainda não percebeste, corre o risco de te perderes.
E o mais triste não é perder —
É nem saber ao certo o que se está a jogar.

Não há religião superior à verdade.

Helena Blavatsky
A doutrina secreta, v. 1 (1973).

⁠🌙 “O Homem-Coelho e a Parede”

Encostado no silêncio,
há um corpo de terno,
mas a cabeça…
não mente.

Não é máscara,
nem disfarce.
É pele,
é essência —
um coelho de olhos fundos,
que carrega no peito
um mundo inteiro
feito de medo e ternura.

Do olho direito
escorre uma lágrima só.
Tão pequena,
mas pesada como tudo aquilo
que nunca se disse.

É cansaço de ser forte,
de vestir armaduras,
de caber em molduras
que nunca foram suas.

A parede não é prisão,
é espelho.
Reflete quem se é
quando ninguém está olhando:
frágil, sensível,
bonito em sua própria contradição.

E talvez, meu amor,
a vida seja isso —
um convite delicado
para sermos, enfim,
inteiros.
Sem fugas,
sem máscaras,
sem medo de que,
até na lágrima,
existe beleza.

⁠“Há sentimentos que não têm nome, mas têm raiz na eternidade. São feitos de silêncio, de presença invisível e de um amor que a alma reconhece mesmo sem entender. É assim que a fé começa — onde as palavras não chegam, mas o coração permanece.”
Roberto Ikeda

Citação do Livro: Tobias: O Elo Invisível - por Roberto Ikeda
Capítulo 18.

⁠Como se decide que não se quer mais uma amizade? Como se joga fora pessoas que conhece há anos?

Grady Hendrix
O exorcismo da minha melhor amiga. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2021.

⁠Há uma força silenciosa crescendo
onde seus olhos ainda não alcançam.
Enquanto você descansa,
Deus prepara o solo, cuida da raiz,
fortalece o que ninguém vê.

Tem dia que não pede pressa,
mas pede entrega.
Um suspiro fundo, um coração quieto
e a certeza:
o que hoje parece pausa
amanhã floresce promessa.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠E assim se passaram 10 anos...

Pois é, aqui estamos nós, quem diria, não é mesmo? Há exatos 10 anos, no dia 30 de dezembro de 2014, me preparava para deixar Imbariê, Duque de Caxias, Rio de Janeiro, e iniciar uma nova etapa da minha vida em Rio Doce, Olinda. Durante o ano de 2014, trabalhei intensamente na praça de Imbariê, despedindo-me das minhas clientes. A cada mês, adquiria um novo item para a casa: geladeira, fogão, máquina de lavar. As entregas desses produtos eram feitas diretamente em Olinda, na casa da minha prima, aqui em Rio Doce.

Nasci em São Paulo, na zona leste, na maternidade Leonor Mendes de Barros, mas foi uma passagem rápida. Antes mesmo de completar um aninho de vida, já estava novamente em Olinda. E foi aqui que passei toda a minha infância, até os 14 anos, vivendo a experiência única de crescer no Nordeste. Foi aqui que aprendi a me conectar com as raízes nordestinas, com as pessoas e com a cultura local, que ficaram no meu coração para sempre.

Cheguei a Olinda em 2014 com a casa praticamente toda comprada, tudo planejado minuciosamente para montar o lar assim que chegasse. Tinha acabado de vender minha casa e possuía recursos para adquirir um kitnet ao chegar aqui. As expectativas eram grandes. O principal motivo que me levou a decidir morar em Olinda foi a praia. Sempre desejei viver próximo ao mar, apreciar o amanhecer e o entardecer, viver a vida à beira-mar. Esse sonho, que não consegui realizar durante tantos anos, foi finalmente concretizado aqui.

A vida em São Paulo era uma correria constante: metrô, ônibus, trabalho estressante. Mas foi um grande aprendizado; chego a sentir saudade dos momentos vividos naquela cidade. Olinda, com seu ritmo tranquilo e sua energia calorosa, me ofereceu o oposto: um lugar onde pude respirar mais livremente. Sempre fui um paulistano com alma nordestina, e quando cheguei aqui, senti que finalmente encontrava o meu lugar. Olinda, conhecida como cidade dormitório, oferecia uma vida mais simples, mais calma, mais conectada com a natureza. Aqui, fui acolhido por uma cultura cheia de cores e sons, que, no fundo, sempre senti que fazia parte de mim.

Nos últimos 10 anos, ao longo de tudo que vivi, conheci poucas, mas pessoas altamente significativas para minha vida. Pessoas que, até hoje, têm sido a minha família. Agradeço do fundo do coração pelas dificuldades que enfrentei aqui e, principalmente, pelas pessoas que estiveram ao meu lado durante esse processo. Essas pessoas se tornaram parte de mim, e com elas aprendi a ser autêntico, a me entregar e a construir minha história com humildade. Não posso deixar de agradecer a elas, pois sem elas, não teria chegado até aqui. Obrigado! Obrigado! Obrigado! Sou grato por tudo, pela paciência, pelo apoio e pela amizade. Cada passo dado foi possível graças a essas pessoas maravilhosas, e sou eternamente grato.

Cheguei em Olinda na madrugada do dia 31 de dezembro de 2014, cheio de expectativas e felicidade por essa nova fase. No entanto, ironicamente, George e Valdir se esqueceram de me buscar no aeroporto. E lá estava eu, mais uma vez, vivenciando a experiência de viver sozinho... Felizmente, a tia Lúcia me salvou, acordando-os para que fossem me buscar.

Os primeiros anos em Olinda foram de adaptação e descobertas, mas a verdadeira conexão com a cidade aconteceu quando encontrei meu lugar à beira-mar. No início da minha trajetória aqui, busquei vários trabalhos e foi então que me encontrei na orla, vendendo coco verde gelado. Foi sensacional! Eu estava na praia de Barro Novo, em Zé Pequeno, e vivi ali por oito anos, vendendo cocada, refrescando turistas e moradores, e sentindo a vibração única daquele paraíso nordestino. Trabalhar à beira-mar, com o som das ondas ao fundo, foi simplesmente maravilhoso. Viver fazendo o que gosto, em plena paisagem de Olinda, foi um presente.

Hoje, já não trabalho mais à beira-mar; a idade, o tempo e a saúde já não me permitem mais, mas continuo fazendo da praia meu porto seguro para descanso, reflexão e passeios. Mesmo sem as vendas de coco verde, continuo sentindo a energia boa da orla de Olinda em meu coração.

Hoje, ao completar 10 anos em Olinda, reflito sobre toda minha jornada. Embora não seja mais festeiro, sempre sonhei com uma festa de aniversário à beira-mar. Tentamos, há 10 anos, organizar uma festa havaiana para os meus 50 anos, à beira-mar, com muitos frutos coloridos, sem álcool, uma celebração lúcida de amor e agradecimento por estar exatamente onde sempre deveria ter estado. Mas naquele dia choveu, e a festa dos meus 50 anos acabou sendo realizada na garagem da casa da Geórgia. Sensacional!

Essa viagem no tempo da minha vida, de Olinda para o Rio de Janeiro, depois para São Paulo, para o mundo, e finalmente de volta ao Rio de Janeiro e, por fim, a Olinda, me fizeram refletir que jamais deveria ter saído daqui. Hoje, vivendo aqui em Olinda, percebo que o lugar especial não é apenas a cidade, mas a capacidade de encontrar em mim mesmo a paz e a conexão que sempre busquei.

Olinda, 30 de dezembro de 2024.

#fernandokabral13

Não há mal algum
em dar um lustro na autoestima,
desde que
o brilho do orgulho
não aflore!

31/10/2015

Não há
como alcançar
um sonho
sem atravessar
o caminho!

19/11/2015

Não há luta de egos
entre o Sol e a Lua,
mas respeito de limites!

19/11/2015

⁠Há momentos em que sinto tanta felicidade que não cabe em mim.

Em outros instantes, uma tristeza de meio mundo.

Emoções que não pertencem a mim.

⁠Em Deus não há medo, a fé é a substância essencial do milagre!

Experimente não pertencer.
Não se moldar, não se encaixar, não viver para agradar.
Há uma paz profunda nisso, uma leveza que só sente quem se escolhe.
“Por que tu tem cara de brava?”
“Por que não sorri nas fotos?”
Porque sim.
Porque é meu querer — e ele é tão forte que já me levou a conquistar mundos que um dia pareciam impossíveis.
Liberta-te.
Sê quem tu é, de verdade — sem rótulos, sem roteiro, sem a obrigação de caber no desenho de ninguém.
Mas sê também responsável pelo caminho que escolhe.
E segue leve, inteira, tua.