Nao Gosto do que Vejo

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⁠Finalmente meus 40 anos...

Já não é mais a fase dos 20, nem tão pouco dos 30 é a fase tão esperada dos 40 anos...
Acumulei de maneira perfeita, a experiência e a juventude o que me fez dominar a arte, gestão da minha essência, somando vida aos anos que desfrutei e ainda os que tenho neste novo ciclo a desfrutar.
Finalmente o tão esperado momento dos meus 40 anos, onde deixo pegadas por onde caminho, fazendo-se dona dos meus passos.
E com maturidade sinto que piso mais forte, transmitindo segurança para si mesma e conseguindo me conectar com minha estabilidade emocional e pessoal que hipnotiza.
São muitas marcas do passado, é necessário muito amor para curar as feridas e as decepções.
Porém é necessário ser estratégica, tomadas de decisões sábias para lidar com cada momento.
Minhas prioridades não são as mesmas de dez anos atrás, e provavelmente vão mudar daqui a um tempo. A vida é uma constante mudança, e eu demorei para entender isso. Antes eu queria manter minha coerência, sustentar tudo em que eu acreditava. Mas aos 40 anos, compreendi que crenças mudam, que o que parece certo num dia, pode não ser no outro. Está tudo bem mudar de opinião, porque, conforme adquirimos mais conhecimento, essa é a tendência. Minha única prioridade imutável é ser feliz.
Aos meus 40 anos, sejam muito bem-vindos.
Confesso que tinha medo dessa idade e dos efeitos colaterais que ela pudesse trazer, mas decidi que não são números que vão decidir a trajetória dos meus anos. Neste aniversário, resolvi refletir sobre a vida e em como é maravilhosa vivê-la. Não irei me preocupar, apenas viverei um dia de cada vez, como deve ser feito.
Agradeço a mim pela mulher que me tornei, felicidades neste meu novo ciclo.
Meus 40 anos...

"Nesta quadra da história, não admitirei fissuras entre juízo e conduta, pois viver bem é agir conforme o que se é. Reclamarei meu tempo com rigor, ciente de que a vida não retorna e de que apenas o presente está sob meu domínio. Minha bússola será interna, governada pela razão, imune às paixões da aprovação alheia, porque perder o favor externo é indiferente, mas perder a si mesmo é ruína. Assim, permanecerei fiel ao essencial, porque só o que é sólido em valor resiste ao curso inevitável dos dias.”

⁠As mulheres não precisam de um dia no ano para serem lembradas, elas necessitam, nos outros dias, não serem esquecidas.

⁠Mesmo quando os filhos dormem, as mães não cochilam.

Dor que não tem remédio é a dor que você alimenta.

Dor que não passa com o tempo é a dor da idade.

A morte não manda recados porque ela nunca se atrasa.

Na luta pela sobrevivência, a morte não tem adversário.

A melhor maneira de enfrentar a morte é não temer a vida.

Onde a ansiedade fala mais alto, a paz não encontra morada.

A ansiedade não apenas rouba a paz — ela tenta ocupar o lugar que pertence a Deus.

O Poder da Leitura


Não somos apenas o que consumimos, mas o que escolhemos reter e transformar. Cada palavra lida é uma semente: algumas se perdem, outras florescem em ideias, discernimento e sabedoria. Ler não é quantidade, é qualidade.


Textos leves podem entreter por instantes, mas são as leituras que provocam, inspiram e fazem pensar que expandem o cérebro, fortalecem a memória e nos tornam mais interessantes como pessoas.


A leitura é resistência ao superficial, é ponte para mundos novos, é exercício de imaginação e cultivo da consciência. Ler é viver muitas vidas em uma só — e cada vida nos torna mais ricos em conhecimento e mais plenos em humanidade.


Roberto Ikeda escritor

“O inimigo não age no barulho da multidão, mas no silêncio do coração; é ali, a sós, que o verdadeiro combate espiritual acontece.”

“Se não plantar, não haverá colheita; permanecer no confortável demais é aceitar uma vida pequena.”

A consciência não liberta sem antes exigir responsabilidade.

A verdadeira liberdade não está em escolher por escolher, mas em decidir em sintonia com a alma.

Quem não se conhece acredita no olhar do outro.
A alma fala — mas é preciso silenciar para escutá-la.

“A paz não acontece quando tudo se resolve,
mas quando nada mais precisa ser resolvido.”

Liberdade vigiada


Minha voz não nasceu para o silêncio
Mas tentam calá-la
Com leis que servem ao poder
Com dogmas que não aceitam perguntas
Com costumes que se erguem
Como muros
Entre o direito de existir e eu.


Dizem
Não fale
Não questione
Não ouse
Não seja atrevida!


O medo é a corrente mais afiada
A prisão mais invisível
Usam-no como chicote
Fazendo de cada gesto de coragem
Um risco de punição.


Mas a palavra não se apaga.


Ela encontra frestas
Escapa pelas brechas do tempo
Grita em olhares
Se escreve nas ruas
Se levanta na boca de quem resiste.
Liberdade de expressão
Não é concessão de governantes
Nem favor de religião
Nem migalha de convenção social.


É direito de ser humano
De pensar
De discordar
De criar
De recriar
De questionar
De expandir
De viver sem algemas no pensamento.


Revoltante é saber que
A história repete seus cárceres
Vozes queimadas em fogueiras
Enterradas em ditaduras
Tantas hoje esmagadas
Em nome de ordem
De fé
De mercado.


Mas eu insisto em dizer
A liberdade é chama que não morre
Quanto mais tentam sufocá-la
Mais se espalha no ar
Mais vontade tem de se soltar
Mais cria coragem
Para chegar a outras mentes
Que criarão a mesma coragem
E gritarão.


E quem hoje se julga dono da verdade
Há de perceber
Cedo ou tarde
Que nenhuma força
Cala para sempre
A voz da humanidade.

Entre a caneta e o silêncio


Como professora, caminho...
não sobre chão firme,
mas sobre cacos de expectativas
e pós de esperança.


Cobram de mim o impossível:
números que sorriam para relatórios,
metas que brilhem nos gráficos,
resultados que não cabem no peito,
mas são expostas em planilhas frias.


Na sala de aula,
ecoam não vozes curiosas,
nem sussurros
em busca de saber,
mas do peso do desinteresse.


Olhares vagos,
mãos cansadas antes mesmo de escrever,
corações distraídos pela promessa fácil
de um benefício que paga a presença,
mas não compra o desejo de aprender.


O apoio?
Palavra bonita nos discursos,
mas ausente no cotidiano.


As leis que um dia protegeram
vão se dissolvendo
como tinta velha sob a chuva.


E o que sobra?
Um palco de cobranças
e a plateia da indiferença.


As famílias,
cansadas, omissas ou descrentes,
entregam seus filhos e filhas
como se fossem um pacote:
"Está aqui. Ensine. Cuide. Resolva. Eduque."


Os governos, contadores de cifras,
olham para o professor e veem um custo,
não um pilar, muito menos investimento.
“Os professores ganham muito,
incham a folha,
têm muitos direitos,
férias duas vezes ao ano,
piso salarial,
gratificações, recompensas,
rateios...
ganham apenas por quatro horas de trabalho


E ninguém vê as horas
roubadas de nossas famílias,
de nosso lazer,
de nossa saúde.


Querem índices
querem estatísticas,
querem provas,
querem resultados sorridentes,
mesmo que as almas chorem.


A carreira…
longa estrada de títulos caros
para salários curtos,
onde a gratificação é um remendo
que nunca vira tecido inteiro.


Trabalhar muito, viver pouco.


E o docente,
esse resistente,
esse malabarista de sonhos,
continua ali,
mesmo quando o respeito já não chega,
mesmo quando a violência não é só física,
mas se infiltra como veneno lento
no corpo e na mente.


Um dia, perguntaremos:
O que fizemos da educação?
Transformamos o mestre em operário de metas,
a sala de aula em linha de produção,
o saber em moeda barata.


E, talvez tarde demais,
descobriremos que sem professor
não há futuro que se escreva.