Nao estou Sozinha
Não me indago sobre alguns fatos.
Eles quando surgem... são a minha realidade.
Posso até ter contribuído com eles ou não.
Foco a solução para o demasiado sofrimento ou até para saber conviver com a alegria que, também, passa.
Vivo e não me permito ser, apenas, um sobrevivente.
Podemos ser severos, mas amoráveis.
A verdade não solicita rudeza nas palavras.
A doçura da abordagem convence muito mais.
O amor é o amor.
Não podemos sofrer amando.
Amor é entrega.
É completude.
É soma e divisão....inserção e elevação da pessoa amada.
Amor é amor que se quer e
quanto mais se vive mais se quer viver.
Vociferam anúncios de um dia que não chega.
A saudade desperta outros sentimentos indescritíveis.
Falar ou silenciar?
Neste momento, não consigo definir.
Vivo e não me satisfaz viver com os restos e, tampouco, com as metades aoresentadas como inteiras.
O menor gesto é o significado do que somos.
Inclusive, o silêncio que mais grita em minha alma.
Aí então você cresce, e seus hábitos mudam. Você passa a não ser a princesa da mamãe ou a pequena do papai. As razões das suas lágrimas se tornam diferentes, e um sorriso? Ah, nossa. Esse continua ali, sempre. Mais não como antes, não tão verdadeiro. Você também vai aprendendo a superar obstáculos na vida que antes pareciam insuperáveis. Aprende, com muito sacrifício que a vida, apesar de tudo, continua.
Espreito um sinal que anuncia um sorriso.
Olho pela porta e você não surge anunciando o meu abraço.
Abraço-me com a sua saudade, mas te confesso que queria o seu corpo suspirando em desejos.
Olho.
Fito um outro espaço.
Tudo revela e retrata os seus olhos sorrindo para mim.
O amor é o aconchego e a certeza de um dia melhor.
As falências ou equívocos da vida ida não podem ressoar em nossas almas impedindo outro amanhecer.
Que eu consiga ser o amor sempre e em todos os movimentos da minha vida...mesmo quando não perceber e sentir que o meu amor não seja a essência para seguir na caminhada compartilhada.
O amor não cega... ele clarifica.
Alivia.
Transporta.
Suporta.
Anuncia e chega com o lenitivo que buscamos para esta caminhada.
Vou arrumando o seu desarrumado jeito de me amar.
Talvez eu não consiga e tenha que preferir conviver com a minha alma afogada na insistência vencida de se sentir amada.
Vou requerer meu coração novamente.
Não o sangre mais.
As punhaladas assumiram a forma da mudez dos seus gestos e
os olhos combalidos desabafam com a lágrima que grita.
Caminho sem tréguas.
O novo dia é um outro mundo.
Sou e não me permito, apenas, estar.
Sigo.
Olho e, não raramente, esfrego os olhos para aliviar os ciscos depositados.
Sangram-me a alma, mas ela se revitaliza com o incessante caminhar.
O mundo é o reflexo daquilo que semeei nos estribilhos dos meus acenos.
Nasci por um gesto caritativo do Criador.
De resto... sou o que sou nesta lide permanente de causar algo além das simples aparências humanas.
Não sei o que pensa sobre tudo e, sobretudo, em nós.
O mundo excêntrico pode ser o fato, mas é natureza do agora e, por isso, vivamos intensamente como se tivéssemos uma única oportunidade de vivermos esta alegria. Joquei fora as algemas do medo.
Abri a minhas asas e, agora, te convido a voar comigo.
Não se demore tanto.
Não se demore.
Demore-se a não querer flanar comigo eternamente.
Não me limito ao limite da (in)exatidão da expressão.
Olho e os olhos percebem a intenção da sua fala anunciando retirada.
Eu não quero muito, eu só quero que em uma noite de sábado, você apareça na minha casa, apenas olhe pra mim, sorria e diga que estava com saudades. Não precisava trazer nada, só você mesmo. Eu só quero que você me chame no msn , assim que eu entrar, e que diga o quão eu faço diferença pra você ali. Eu quero que você me chame de apelidos carinhosos, os mais bobos que sejam, como “minha bb” “meu anjo” “meu amor” , isso faz com que eu me sinta sua, e de mais ninguém. E só deus sabe o quanto é bom sentir isso. Eu não quero muito, eu só quero você.
