Nao Entendemos nada mas Continuamos Insistindo
Agora somos eu e você...amanhã já não sei o que fazer sobre esse breve estado de "nós". Ainda não aprendi a sentir sem me deixar levar.
Maria Eduarda
É Escorpião.
Não brinca de ser intensa... Ela é.
A mentira nela não passa impune,
é faísca em palha seca.
O olhar fecha, a boca cala,
e quem mentiu sente o peso do próprio erro
sem que ela precise levantar a voz.
Diva da ansiedade....
mente acelerada, coração em vigília.
Às vezes mal interpreta, reage antes,
mas quando decide quebrar tudo
não é descontrole ..
é estratégia.
Ela não explode à toa,
explode para encerrar.
Dona do silêncio.
E o silêncio dela não é ausência,
é cálculo.
É água funda.
É escorpião recolhendo o ferrão
até achar o ponto exato.
Age na calma.
Mas a calma dela é vulcão adormecido.
Terra que sustenta.
Fogo que consome.
Contradição viva ...
abraça e queima no mesmo gesto.
Ela sente demais.
Ama demais.
Odeia com a mesma medida.
Não sabe ser rasa.
Ou mergulha
ou atravessa.
Num segundo está em guerra,
no outro já decidiu o destino.
Porque Escorpião não hesita quando entende.
Ela observa, registra, aprende....
e quando resolve,
resolve inteiro.
Maria Eduarda não ameaça.
Ela cumpre.
Não fala o que fará...
faz.
É tempestade com propósito.
É lealdade feroz.
É intensidade que assusta quem vive pela metade.
E quem a chama de exagero
nunca teve coragem
de encarar a própria verdade.
A vida me fez derramar muitas lágrimas, mas não conseguiu cancelar o meu sorriso.
A vida partiu meu coração, mas ela não conseguiu sugar a minha alma.
A vida me roubou muita esperança, mas não conseguiu roubar meus sonhos.
A vida, ao longo dos anos, pode me fazer aparecer rugas no rosto, mas não conseguirá fazer com que meu coração envelheça.
Prometo amar você incondicionalmente, todos os dias da minha vida. Não importa o que o futuro nos reserve, saiba que o meu amor por você nunca irá desvanecer. Ele permanecerá forte e verdadeiro, como uma chama eterna que nunca se apaga.
Ass CICERO LYRA
Quem não sabe o que quer perde o que tem e as vezes descobre tarde demais que perdeu o que maís queria nunca desista do seus objetivos seja no amor ou pessoal seja firme e nunca indecisa
Ass CICERO LYRA
Ariel
Meus olhos brilham
não de luz, mas de naufrágio.
Ao te ver, tudo em mim afunda como os móveis pesados no fundo da minha memória.
As lembranças afogam-me com mãos familiares,
Elas sabem exatamente
onde apertam.
Ainda te amo depois de tudo,
Depois do seu silêncio,
Depois do corte seco do tempo entre nós.
Ariel,
Seu nome é um relâmpago preso
na minha língua.
Eu o digo e sangro.
Eu o calo e morro um pouco.
O amor não me salvou ele me deixou mais vivo
do que eu suportava.
Amar-te foi um excesso,
Uma febre que recusou cura, um corpo pedindo fim não por ódio à vida, mas por ter sentido demais.
Sinto tua falta
como quem sente falta de um órgão vital.
Respiro,
mas é um ensaio malfeito.
Se morrer fosse apenas dormir dentro de ti, eu já teria fechado os olhos
Há muito tempo.
Escrevo apenas sobre aquilo que não consigo superar e sobre a forma, muitas vezes destrutiva, com que lido com isso. Não escrevo para ser famoso; escrevo para escapar do caos que existe dentro de mim, para não enlouquecer por completo. A loucura e o vazio me habitam, e a escrita é minha tentativa incessante de sobreviver a eles e de resistir ao caos que insiste em me consumir.
Lítio
Hoje estou cansado
não do mundo,
mas da ausência que mastiga meus ossos.
Lítio,
eu amo minha tristeza
como quem acaricia um animal ferido
sabendo que ele pode morder.
Ela é azul-elétrica,
arde na língua,
lateja atrás dos olhos
como um céu prestes a desabar.
Sinto-me exausto.
Há pregos invisíveis nas minhas pálpebras.
A cama é um campo de batalha
onde minha mente marcha
sem trégua,
sem bandeira branca.
Dê-me forças
não as heroicas,
não as que salvam cidades
apenas as pequenas:
levantar da água escura da manhã,
respirar sem afundar,
calar o zumbido de abelhas metálicas
que constroem colmeias na minha cabeça.
Estou atormentado
por uma mente que não dorme,
que escreve cartas de ameaça
no verso dos meus sonhos.
E ainda assim, Lítio,
há algo perversamente doce
em sobreviver a cada noite.
Como se a tristeza
fosse a única prova
de que ainda estou vivo.
A Iguaria do Abismo
Provei do cálice sem aviso,
como quem aceita um veneno por engano.
Não era morte o que ali estava,
mas uma mutação que não aceita plano.
Fui invadido por essa substância estranha
que agora corre onde antes era apenas sangue.
Dizem ser lenda, chamam de platônico,
falam que o que sinto é fumaça ou ficção.
Mas como pode ser nada, se pesa tanto?
Como pode ser vento, se me aperta a mão?
É real como a lâmina, como o corte vivo,
que se deixado ao relento, faz sangrar o chão.
Carregarei esse gosto para além do tempo,
em bagagens que a carne não pode segurar.
É um nó cego feito de seda e de espinho,
que não me solta, nem me deixa desatar.
Pois na doçura que cura e no amargo que fere,
descobri a verdade que o mundo ignora:
a vida, sem provar desse perigoso banquete,
seria apenas um relógio contando a hora.
Que sabor teria a existência, afinal,
sem essa iguaria que nos devora?
ELEGIA 1938
Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.
Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.
À noite, se neblina, abrem guardas-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.
Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer.
Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina
e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.
Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.
Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro século a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição
porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
- Carlos Drummond de Andrade
Epigrama
Bom é ser árvore, vento:
sua grandeza inconsciente.
E não pensar, não temer.
Ser, apenas. Altamente.
Permanecer uno e sempre
só e alheio à própria sorte.
Com o mesmo rosto tranqüilo
diante da vida ou da morte.
- Marly de Oliveira
Alguns perseguem grandes sonhos e se perdem no caminho; outros não sonham, e se perdem sem tentar. Mas Deus nos chama a buscar o que é eterno, para que, ao viver, encontremos o verdadeiro propósito em Seu amor.
A paz não é um fato natural, você tem que lutar muito para alcançar. mas basta um segundo para perdê-la.
Daí-me força e fortalece a minha fé para a cumprir a sua vontade Paí.
R&F Perazza .'.
Não Devemos nos Preocupar Com:
Pessoas invejosas.
Pessoas que falam mau de todos.
Pessoas ignorantes,
Pessoas que se acham donos da razão.
"O perigo não está em gostar ao ponto de se perder profundamente de amor e paixão por alguém que já provou e demonstrou que quer ficar, nos amar, somar e caminhar junto.
O perigo está, sim, em se perder por alguém que já demonstrou que não nos ama, não soma e não quer ficar."
— Malaquias da Viola (Autor)
"A arte da cultura, nos versos que o tempo não apaga,
vivem Mestres e Mestras raízes,
mãos que moldam a arte da palavra, da dança e dos saberes,
guardiões da cultura popular, tradição espelho de um povo feliz,
donos desses países.
Entre os ritos e os cânticos, tece saberes que os livros não trazem,
é oralidade pura desse chão."
— (Mestre Malaquias da Viola)
