Não Engane a Si Mesmo

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Vamos repensar?

Heráclito — “Ninguém entra no mesmo rio duas vezes.”

“Não entramos no mesmo rio duas vezes porque nem o rio nem nós permanecemos iguais. Porém, muitos passam pela vida mudando externamente enquanto permanecem presos internamente às mesmas águas.”

Carlos Eduardo Balcarse

A Pedagogia do Gosto

Ou: por que gostamos do que gostamos antes mesmo de sabermos quem somos?

Você já parou para pensar por que gosta das coisas e das pessoas de que afirma gostar?

Não estou perguntando do que você gosta.

Estou perguntando quem decidiu aquilo que você chama de gosto.

Existe uma diferença abissal entre possuir um gosto e ser possuído por ele.

Talvez a maior ilusão da liberdade seja acreditar que escolhemos aquilo que apenas herdamos.

Antes de escolhermos nossos gostos, eles já nos haviam escolhido.

Eis a tragédia.

A humanidade aprendeu a perguntar “do que você gosta?”, mas esqueceu a única pergunta capaz de desmontar a própria consciência:

“Quem ensinou você a gostar disso?”

Talvez o gosto seja o comportamento mais subestimado da história da humanidade.

Porque ninguém desconfia dele.

Desconfiamos da política.

Da propaganda.

Da religião.

Da mídia.

Da ideologia.

Mas raramente desconfiamos do próprio desejo.

E justamente por isso ele se torna o mecanismo de manipulação mais eficiente já criado.

Afinal…

Quem domina seus desejos nunca precisará dominar você.

Bastará esperar que você caminhe voluntariamente na direção que ele planejou.

É por isso que o senso comum comumente mente.

Ele não mente apenas porque diz coisas falsas.

Ele mente porque faz parecer espontâneo aquilo que foi cuidadosamente aprendido.

Chamamos isso de opinião.

Quando, muitas vezes, é apenas repetição com boa dicção.

Chamamos isso de personalidade.

Quando talvez seja apenas memória social.

Chamamos isso de autenticidade.

Quando frequentemente é apenas imitação bem ensaiada.

Talvez você nunca tenha gostado de muitas das coisas de que diz gostar.

Talvez você apenas tenha aprendido que gostar delas aumentaria suas chances de pertencimento.

O pertencimento tornou-se mais importante que a verdade.

E quando pertencer vale mais do que pensar, pensar torna-se um risco social.

O ser humano não teme apenas ser rejeitado.

Teme descobrir que nunca pertenceu a si mesmo.

Observe uma criança.

Ela pergunta.

Experimenta.

Recusa.

Insiste.

Questiona.

Agora observe um adulto.

Ele confirma.

Repete.

Compartilha.

Defende.

Ataca.

Mas raramente investiga.

A infância possui curiosidade.

A maturidade moderna possui algoritmo.

O algoritmo não cria gostos.

Ele apenas organiza, acelera e recompensa aquilo que você nunca teve coragem de examinar.

Ele transforma tendências em identidade.

Preferências em personalidade.

Consumo em caráter.

E você chama isso de livre-arbítrio.

Talvez nunca tenhamos consumido produtos.

Talvez tenhamos consumido identidades.

Compramos roupas para vestir pertencimento.

Compramos livros para vestir inteligência.

Compramos opiniões para vestir consciência.

Compramos discursos para vestir virtude.

Compramos estilos de vida para esconder a ausência de uma vida própria.

O mercado percebeu aquilo que muitos filósofos ignoraram:

As pessoas compram aquilo que desejam parecer.

Muito antes de comprarem aquilo de que realmente precisam.

Porque o ser humano não consome apenas objetos.

Consome versões imaginárias de si mesmo.

Por isso seguimos pessoas.

Não necessariamente porque admiramos quem elas são.

Mas porque desejamos experimentar quem acreditamos que nos tornaríamos ao imitá-las.

A admiração, muitas vezes, é apenas inveja social sofisticada.

E a inveja, por sua vez, é a confissão silenciosa de uma identidade mal resolvida.

Quem não sabe quem é transforma qualquer referência em destino.

Quem não construiu um interior passa a morar na aprovação alheia.

E quem mora na aprovação dos outros vive despejado de si mesmo.

Talvez seja exatamente por isso que a maioria das pessoas nunca pensa no que pensa.

Porque pensar sobre o pensamento é colocar em julgamento o próprio juiz.

É permitir que a consciência investigue a consciência.

É aceitar que o observador também precise ser observado.

Poucos suportam essa audiência.

Porque ela não acontece diante da sociedade.

Acontece diante da própria verdade.

É muito mais confortável defender uma ideia do que investigar por que precisamos tanto dela.

É muito mais fácil amar um símbolo do que descobrir por que necessitamos desesperadamente dele.

O problema nunca foi gostar.

O problema é nunca ter interrogado o gosto.

Todo gosto não investigado torna-se uma crença disfarçada.

Toda crença não investigada transforma-se em identidade.

Toda identidade não investigada converte-se em prisão.

E a pior prisão é aquela cuja chave carregamos no bolso sem jamais suspeitar de sua existência.

Talvez seja por isso que existam pessoas que mudam de opinião com facilidade.

E outras que defendem opiniões como quem defende a própria sobrevivência.

Porque, para elas, abandonar uma ideia significaria perder quem acreditam ser.

Mas quem depende de uma ideia para existir nunca encontrou a própria identidade.

Encontrou apenas um abrigo psicológico.

Existe uma pergunta que considero mais importante do que todas as outras.

Não é:

“Do que você gosta?”

Nem:

“Quem você ama?”

Muito menos:

“No que você acredita?”

A pergunta é outra.

“Quem seria você se nunca tivesse sido ensinado a gostar do que gosta, admirar quem admira e acreditar no que acredita?”

Se essa pergunta lhe causa desconforto, talvez ela esteja mais próxima da verdade do que todas as respostas que você colecionou até hoje.

Porque a consciência não nasce quando encontramos respostas.

Ela nasce quando finalmente aprendemos a desconfiar das perguntas que nunca fizemos.

E talvez a maior evidência de maturidade não seja pensar diferente da maioria.

Seja pensar diferente de si mesmo, sempre que a verdade exigir.

Meu lema é este:

Quem não pensa no que pensa jamais saberá por que gosta do que gosta; e quem não descobre a origem do próprio gosto dificilmente descobrirá a origem de si mesmo.

Porque o gosto molda escolhas.

As escolhas moldam hábitos.

Os hábitos moldam o caráter.

O caráter molda o destino.

E tudo isso pode ter começado com uma única pergunta que você nunca fez:

“Isso realmente nasceu em mim… ou apenas encontrou em mim um lugar para morar?”

NINGUÉM PODERÁ
TE DEFENDER
DE VOCÊ MESMO.

NEM DEUS!

“Saber não é o mesmo que usar aquilo que se sabe no instante da decisão.”

“Pensar livremente exige liberdade até mesmo daquilo que pensamos.”

Carlos Eduardo Balcarse

COMO SABER QUANTO PESO DAR À OPINIÃO DE ALGUÉM?

Nem toda opinião merece o mesmo peso.

Mas também não deveríamos avaliar uma ideia apenas pelo prestígio de quem a pronuncia.

Especialistas podem saber mais.

Pessoas próximas podem conhecer melhor nosso contexto.

Experiências pessoais podem oferecer pistas.

E nenhuma dessas coisas transforma automaticamente uma opinião em verdade.

A pergunta madura não é simplesmente:

“Em quem devo acreditar?”

É:

“Quanto peso esta pessoa merece exercer sobre esta decisão específica e por quê?”

Autonomia não significa ignorar influências.

Significa aprender a regulá-las.

Porque pensar por si mesmo não é pensar sozinho.

É impedir que alguém pense definitivamente em nosso lugar.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

LEMBRAR NÃO É O MESMO QUE CONTINUAR ACREDITANDO

A memória recupera.

Mas recuperar uma informação não significa provar que ela continua correta.

Talvez um dos maiores problemas do conhecimento esteja justamente aí: confundimos aquilo que conseguimos lembrar com aquilo que ainda merece ser utilizado.

Aprendemos alguma coisa. Guardamos. Recordamos. E, quase automaticamente, concedemos novamente autoridade ao conteúdo recuperado.

Mas por quê?

Uma lembrança pode ser fiel ao que aprendemos e, ainda assim, carregar uma informação falsa, ultrapassada, incompleta ou inadequada para a situação atual.

A memória pode funcionar perfeitamente e o conhecimento recuperado estar errado.

Essa diferença é fundamental.

Lembrar é recuperar um conteúdo. Acreditar é conceder peso a ele. Utilizá-lo é uma decisão posterior.

É nesse intervalo que o discernimento se torna necessário.

Quando uma informação retorna à consciência, talvez a pergunta não devesse ser apenas:

“Eu me lembro disso?”

Mas também:

“Quanto daquilo que lembro ainda merece decidir o que penso?”

A evocação não precisa terminar em autorização.

Podemos recuperar uma ideia sem obedecê-la.

Podemos reconhecer uma crença sem reafirmá-la.

Podemos preservar uma lembrança e retirar dela o direito de continuar comandando nossas conclusões.

Chamo essa possibilidade de desautorização com preservação mnêmica: o conteúdo permanece disponível na memória, mas seu peso funcional pode ser reduzido quando evidências, contexto ou conhecimento posterior justificarem essa mudança.

Daí surge outra distinção importante: autoridade funcional não é a existência da informação na memória, mas o peso que permitimos que essa informação tenha sobre nossos julgamentos posteriores.

Nem tudo aquilo que permanece em nós precisa continuar governando-nos.

Talvez aprender não seja apenas adquirir conhecimentos.

Às vezes, aprender é reaprender quanto poder concedemos ao que já aprendemos.

Porque a memória pode recuperar o passado.

O discernimento precisa decidir se o passado ainda merece autoridade sobre o presente.

Carlos Eduardo Balcarse

Texto derivado da matriz conceitual desenvolvida no artigo “Da evocação à desautorização: regulação discernitiva do conteúdo recuperado no processo educacional”, publicado na Revista JRG de Estudos Acadêmicos, 2026. DOI: 10.55892/jrg.v9i21.3800.

Palavras-chave: memória, aprendizagem, evocação, recuperação da memória, crenças, revisão do conhecimento, pensamento crítico, metacognição, discernimento, desautorização, autoridade funcional, educação, mudança de crenças, conhecimento, informação.

“Sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente”

Uma emoção pode ser verdadeira como experiência sem ser verdadeira como conclusão.

Posso sentir medo sem estar diante de um perigo proporcional. Posso sentir culpa sem ser culpado. Posso sentir raiva sem transformar a raiva em agressão. Posso sentir entusiasmo sem permitir que o entusiasmo decida por mim.

A questão não é apenas o que sentimos, mas quanto poder concedemos ao que sentimos.

Entre emoção e ação existe uma diferença que merece atenção: intensidade emocional não é autoridade funcional.

Uma emoção pode ser intensa e receber pouco peso na decisão. Outra pode ser discreta e oferecer uma informação decisiva. Sentir não obriga a obedecer. Mas discernir também não significa ignorar, reprimir ou diminuir emoções.

Discernir é perguntar: o que esta emoção informa? Quanto dela pertence aos fatos? Quanto peso ela merece no meu julgamento? Deve influenciar minha decisão? Deve orientar meu comportamento?

Essa diferença está no centro do conceito de Autorização Funcional Emocional (AFE): o peso concedido a uma emoção específica, em um episódio específico, para influenciar informação, julgamento, decisão e comportamento.

A Calibração Discernitiva Emocional (CDE) descreve a hipótese de examinar e ajustar esse peso diante de evidências, contexto, metas, valores, riscos e consequências.

Por isso:

Sentir é experimentar. Autorizar é conceder poder de influência.

E talvez parte da autonomia emocional comece justamente quando aprendemos a não confundir uma coisa com a outra.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador

Texto relacionado ao artigo científico:

Discernimento na regulação da relação entre emoção e ação: autorização funcional, calibração discernitiva e agenda de validação.
Revista JRG de Estudos Acadêmicos, Ano 9, Vol. IX, n. 21, jul.–dez. 2026, e093805.
DOI: 10.55892/jrg.v9i21.3805
ARK: 59865/jrg.v9i21.3805
Publicado em 06 de outubro de 2026.

Sentir intensamente não significa decidir intensamente

O celular vibra.

Antes mesmo de sabermos o que aconteceu, nossa atenção já foi capturada.

Uma mensagem chega. Uma publicação provoca indignação. Um comentário desperta raiva. Uma imagem produz medo. Uma notícia gera ansiedade. Um vídeo nos entusiasma. Uma notificação cria a sensação de que alguma coisa precisa ser vista imediatamente.

Poucos segundos depois, podemos estar respondendo, compartilhando, comprando, discutindo ou tomando uma decisão.

Entre aquilo que sentimos e aquilo que fazemos existe um intervalo.

Talvez uma das disputas mais importantes da vida contemporânea aconteça justamente dentro dele.

A economia da atenção também disputa nossa reação

As plataformas digitais não competem apenas pelo tempo que permanecemos diante de uma tela.

Competem pela nossa atenção.

Notificações, recomendações, vídeos curtos, métricas de aprovação, conteúdos personalizados e sequências praticamente infinitas de estímulos fazem parte de ambientes construídos para manter interação.

Isso não significa que toda influência digital seja nociva, tampouco que as pessoas sejam passivamente controladas por algoritmos.

O problema é mais interessante.

Quanto mais estímulos disputam nossa atenção, mais importante se torna compreender o que fazemos com aquilo que consegue capturá-la.

Porque prestar atenção em alguma coisa não significa que essa coisa mereça determinar nossa próxima ação.

Intensidade não é autoridade

Sentir é parte da experiência humana.

Raiva pode sinalizar uma injustiça. Medo pode indicar perigo. Ansiedade pode antecipar uma ameaça. Entusiasmo pode mobilizar. Tristeza pode revelar perda. Desejo pode orientar aproximação.

O erro não está em sentir.

O problema começa quando confundimos a intensidade de uma experiência com a autoridade que ela deve exercer sobre uma decisão.

Quanto mais forte eu sinto, mais verdadeiro é aquilo que penso?

Quanto maior a urgência que experimento, mais urgente é realmente agir?

Quanto mais indignado estou, maior deve ser a velocidade da minha resposta?

Não necessariamente.

Uma emoção pode ser intensa e informativamente relevante.

Pode ser intensa e pouco útil para determinada decisão.

Pode ainda conter informação importante sem, por isso, justificar sozinha aquilo que faremos em seguida.

É justamente por isso que sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente.

Entre sentir e agir existe uma decisão que quase nunca enxergamos

Costumamos descrever determinados comportamentos dizendo:

“Fiquei com raiva e respondi.”

“Fiquei ansioso e cliquei.”

“Fiquei com medo e compartilhei.”

“Fiquei empolgado e comprei.”

A linguagem aproxima emoção e comportamento de tal maneira que o segundo parece consequência inevitável do primeiro.

Mas entre ambos pode existir uma operação decisiva.

A emoção ocorreu.

Isso não está em discussão.

A questão seguinte é outra:

Quanto poder aquela emoção receberá sobre aquilo que faremos?

Essa pergunta ocupa lugar importante nas pesquisas que venho desenvolvendo sobre discernimento e sobre a regulação da relação entre emoção e ação.

Da regulação emocional à autorização funcional

No artigo em que examinei especificamente essa relação, trabalhei com uma distinção que considero fundamental: intensidade emocional, valor informacional, tendência de ação, autorização funcional e ação realizada não precisam ser tratados como se fossem a mesma coisa.

Uma emoção pode existir sem ser eliminada.

Pode continuar intensa.

Pode possuir significado.

Pode até apontar para algo verdadeiro.

E, ainda assim, sua presença não precisa determinar sozinha a decisão subsequente.

É nesse espaço que proponho investigar a Autorização Funcional Emocional (AFE): não simplesmente o quanto alguém sente, mas o peso funcional que concede à emoção na orientação do julgamento e da ação.

Da mesma discussão emerge a Distância Intensidade–Autorização (DIA), concebida para investigar a possível diferença entre a intensidade experimentada e a autoridade funcional concedida àquela experiência.

São proposições que exigem validação empírica. Seu valor científico dependerá justamente da capacidade de serem operacionalizadas, confrontadas com explicações concorrentes e submetidas a teste.

Mas a pergunta que as origina já está presente na vida cotidiana:

Tudo aquilo que sentimos precisa receber poder proporcional sobre aquilo que fazemos?

O algoritmo pode escolher o estímulo. Não precisa escolher a resposta.

Essa questão se torna especialmente importante em ambientes digitais.

Um sistema pode selecionar o conteúdo que aparecerá na tela.

Pode aprender quais assuntos aumentam nossa probabilidade de interação.

Pode apresentar algo no momento exato em que estamos disponíveis para vê-lo.

Pode conseguir nossa atenção.

Mas existe uma diferença fundamental entre capturar atenção e possuir autoridade legítima sobre uma decisão.

Essa diferença recoloca o sujeito dentro do processo.

A discussão deixa de ser apenas “o que as plataformas estão fazendo conosco?” e passa a incluir outra pergunta:

O que fazemos com aquilo que as plataformas conseguem provocar em nós?

Não se trata de responsabilizar exclusivamente o indivíduo por sistemas tecnológicos complexos. Tampouco de absolver plataformas de responsabilidades éticas, sociais ou regulatórias.

Trata-se de reconhecer que a proteção da autonomia também exige capacidades internas de avaliação e regulação.

Preste atenção na atenção que você está prestando

A atenção parece anteceder muitas das decisões que posteriormente atribuímos apenas à vontade.

Aquilo que captura nossa atenção aumenta sua presença psicológica.

Aquilo que permanece presente pode adquirir importância.

E aquilo que parece importante pode começar a disputar autoridade sobre nossas escolhas.

Por isso, uma educação para a vida digital talvez precise ensinar mais do que segurança na internet, limitação de tempo de tela ou identificação de conteúdo nocivo.

Precisamos aprender a perceber quando atenção está sendo transformada em urgência, quando urgência está sendo confundida com importância e quando intensidade está sendo convertida automaticamente em autorização.

Esse percurso aproxima economia da atenção, comportamento digital, regulação emocional, tomada de decisão, autonomia cognitiva e discernimento.

O intervalo que preserva a autoria

Não escolhemos tudo aquilo que sentimos.

Também não escolhemos tudo aquilo que aparece diante de nós.

Não controlamos integralmente aquilo que chama nossa atenção, as lembranças que retornam ou as reações que determinados acontecimentos produzem.

Mas a ausência de controle absoluto sobre aquilo que ocorre não significa ausência de participação sobre aquilo que fazemos com o que ocorreu.

É nesse intervalo que situo uma parte importante do discernimento.

Não para deixar de sentir.

Não para transformar emoção em inimiga.

Não para produzir indiferença.

Mas para impedir uma equivalência perigosa:

“se senti, devo agir.”

A autonomia não começa quando deixamos de ser influenciados. Isso seria impossível.

Ela começa quando conseguimos examinar quanto peso cada influência merece receber.

Em uma época construída para disputar nossa atenção, talvez uma das formas mais importantes de liberdade seja justamente esta:

Não entregar automaticamente nossa ação a tudo aquilo que conseguiu provocar nossa reação.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador

⁠Use o mesmo esforço que você gera para corporação que trabalha, transformando metas em objetivos.


Empregue em suas metas de vida pessoal.


Se você evoluir, a ponto de se tornar uma corporação, não impeça o fluxo, intensifique-o.


Colha os frutos de seu trabalho.

Ajude os outros;
É um princípio de vida.


Ajude a você mesmo;
É uma questão de bom senso.⁠

Informação não é o mesmo que conhecimento, assim como inteligência não é o mesmo que sabedoria.

Quem tem Deus por companhia, mesmo só e aparentando fragilidade, nunca se sentirá solitário ou desprotegido.

SER HUMANO É ESTRANHO
Age como o diabo gosta e ao mesmo tempo implora por bênçãos a Deus...⁠

Não espere que as pessoas lhe deem mais do que você mesmo é capaz de oferecer.

Os que ousam pensar em tudo ao mesmo tempo costumam ser chamados de loucos.

Existe uma bandeira que o ser humano jamais deixará de reconhecer mesmo que seja na solitude. Ela caminha com uma velocidade incomparável aos olhos humanos .
Possue frequência , luz , força , beleza , fascínio , se distingui e o universo coopera com a verdade.
A bandeira da paz , da justiça , do bem , do amor , da lealdade , porque é a mesma bandeira levantada por Jesus Cristo um dia .
Simone Vercosa .

Flor da minha ilusão


No mesmo instante que eu te conheci,
no jardim daquela praça,
um pé de planta percebi,
que uma Flor desabrochava...


Me deu um sorriso,
senti pulsar o meu coração,
a cidade parecia um paraíso,
quando toquei sua mão...


Hoje passo na mesma praça,
observo o mesmo pé se planta com emoção,
só vejo folhas mais nada
e meus olhos se perdem na multidão...


Momentos bons passam rápido demais,
mas aqueles guardei na recordação,
aquele instante de paz,
com a Flor da Minha ilusão!

Um apenas


Ser ou não ser apenas um, se mesmo a dois me sinto um...


Um apenas, sem atenção e o amor devido, como se fosse possível dever sentimentos...


E, se fosse possível, estarias tu a me dever, afinal, num relacionamento, seria natural não ser apenas um... Seria natural ser apenas nós dois!

FORJADOS NA TEMPESTADE


Mesmo quando o céu desaba em nuvens escuras
E o temporal tenta desacelerar os teus passos,
Ssurge no peito a garra das almas puras,
Que transformam as dores em novos abraços.
A chuva que cai não vem para te derrubar,
Ela lava o caminho e fortalece a raiz!
É no meio do vento que aprendes a lutar,
Determinado a construir o teu próprio país.
Pois a noite mais escura precede o alvorecer,
E nenhum tempestuoso ciclo dura para sempre.
O sol vai raiar com o poder de vencer,
Abençoando a coragem que levas à frente!
Vencer os obstáculos é tomar a decisão:
Avançar sem medo, brilhar na tempestade,
Pois quem traz a luz dentro do coração
Conquista o mundo e faz do sonho realidade!