Nao Controlamos o que Sentimos
Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.
Do batuque do Terno de Reis
da Praça da Ponte -
Não apagou da memória,
nas minhas veias correm
o mesmo sangue do Pau-Brasil,
e de mim não há quem
apague a minha história,
Ao meu povo pertence
a condução do destino e a glória.
Não há um único dia que cada
passo meu não capture o seu ar,
Na tua respiração e pulsação -
elegeste o meu perpétuo lugar.
O amor entre o zênite, o nadir,
o horizonte e a esfera celeste,
Sou o que vive a sentir e fruir-
falta coragem para prosseguir.
Em todos os quatro hemisférios
que sustentam os mistérios -
sou alta existência resguardada.
Não há um só instante que não
renda devoção a cada nova virada
da estação de maneira apaixonada.
Dois mundos distantes e dois corações que se ligam em ressonância. Um amor que não entende as regras e não as cumpre.
Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.
E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.
Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
As leis são necessárias, mas educar afetivamente homens e mulheres para a convivência não violenta é a urgência da Nação. Para melhorar a convivência é preciso mudar a cultura, e isso começa pelo pensamento!
A máxima 'Sagrada é a hora de parar' deveria ser ensinada a homens e mulheres. Se um não para, o outro deve parar, para não haver agressão. A mídia, a cultura e a educação têm o poder de influenciar, se quiserem.
Não há um só dia
que não tenha saído
procurando por ti,
Como quem ainda
sai para se abrigar
sob a amável Braúna,
que constrói e cura.
A Árvore-da-chuva
está sob perigo,
Sob refúgio deveria
ser sempre mantida,
assim como o amor
no abrigo da poesia.
O romantismo que
une, pacifica e inspira
a cada amanhecer,
Tem se encontrado
a cada dia mais raro,
O meu tenho mantido
preservado para ser
o teu sereno amparo.
O amor não exige
de nós hierarquia.
Onde há encaixe,
serei o seu tijolo;
se fores o tijolo,
serei o seu encaixe.
Se for de verdade,
construção e sintaxe:
entre nós tudo vale.
Não existe florada igual
ao do poético ceibal
sob o Hemisfério Austral
na beiradinha do rio
dos pássaros coloridos.
Deveria ser proibido
olhar com outros olhos
que não os teus olhos
tão infinitos e lindos
para a beleza do Uruguai.
Porque os teus olhos
são o meu principal motivo
para olhar para frente
com o que há de mais romântico,
e não pensar nunca mais
sequer dar um passo atrás.
Política e geopolítica não podem servir de pretexto para um tiranizar o outro individualmente. Não faz nenhum sentido discussões intermináveis entre nós que somos da base da pirâmide sem nenhum poder real de decisão.
Pouco a pouco os sinais
e as cartas que não foram
enviadas estão sendo
colocadas todas na mesa,
Não é apenas um simples
interesse com certeza.
No Hemisfério Sul é só
o primeiro dia de agosto,
Do sabor da grumixama
quero partilhar o gosto
aos beijos, a chama,
e tudo o que nos ufana.
Próprio do tempo invernal
olhamos para dentro,
em total enamoramento
o andor, o ritmo e o desejo
estão em transbordamento,
Não falta muito para viver
a nossa real história de amor.
A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.
Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.
Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.
Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.
Teu corpo, que cobiço,
e que ainda não tenho,
põe um doce suplício
no ritmo de Kaseko,
em agitação máxima,
alucinante e contagiante,
diante do Rio Suriname.
Capaz de fazer o desejo
virar orgulho e assunto
na primeira página em Paramaribo,
por fina ironia do destino.
Sob uma palmeira-real,
fazemos juras de amor
neste continente austral;
nunca conheci alguém
capaz de fazer algo igual.
Não é a primeira vez, e nem será a última,
que peço para olhar para o nosso céu.
Estar com os olhos atentos é preciso,
onde não nos foi ensinado a nos conhecer
e nos manter, em nome daquilo
que importa, indestrutivelmente unidos.
Não é a primeira vez, e nem será a última,
que falo que Condor só voa com Condor
e que desejo mostrar a América do Sul profunda.
Quem conhece a profundidade
e a extensão da Elevação do Rio Grande
sabe que somente ao Brasil pertence;
mas isso é assunto para hora entre a gente.
Não é a primeira vez, e nem será a última,
que falo que as Malvinas são argentinas.
E porque de fato elas são, estou aqui
para recordar os Yaghan e Kawésqar,
enquanto uns não fazem questão de lembrar;
porque negam que a Argentina nasceu
graças à vontade do povo que quis se libertar.
Não é um peso levar
para o mesmo caminho
o seu melhor amigo,
É só ele que nunca
vai te abandonar,
Não importa o quanto
tempo for durar.
O meu coração é coração de palmeira
quando se trata de revolução.
Queira ou não, a primeira revolução
se começa com a barriga cheia.
Não importa o tempo e o quanto,
a vida de cada um tenha mudado,
Se no presente ainda é cobrado,
para nenhum de nós é passado.
Aqui quem vos fala é a poesia brasileira:
- Seja na dispensa ou na mesa,
voltem a plantar a palmeira Juçara!
Se a vida está cara, é porque foi
deixado para trás a alimentação originária,
e que até hoje ninguém se atentara.
A comunicação não-violenta tem que se tornar um exercício constante na Internet. Eu me esforço aqui e no mundo real, porque sei da importância do peso das palavras.
