Nao Controlamos o que Sentimos

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Quando o ódio acampa,
não se esqueça que para tudo
sempre existe esperança.


Deus nos ergue das profundezas
e da condição aberrante
existencial de criatura,
creio n'Ele de maneira profunda.


Repudio existencialmente
a máxima literária que um dia
foi escrita por uma pluma sofrida:


"El corazón humano es un ángel caído".


Mary Shelley, lado a lado,
com a morte teve convívio,
e com ela escreveu o seu destino.

Não existem músicas ou jazz
que me interessam mais
do que os sussurros de meia-noite
capazes de pacificar terras inteiras:


Sempre que saem da sua linda boca,
que esquentam a minha nuca fria,
e que me fazem absoluta e louca.


[Quem dera se verdade fosse,
mas é devaneio místico e poesia].

Nasci orgulhosamente
nesta terra austral,
Não nego que carrego
na minha amorosa alma
de tudo um pouco
das caravanas ancestrais:
as bibliotecas perdidas
e os percursos mais
antigos da Rota da Seda.


Quando a tua alma gentil
encontrou e roçou na minha,
No dilúculo da existência,
percebi que eu comecei
a ser realmente lida;
Senti, sem dificuldades,
que a gente se combina.


Na doce viração entre
a aurora matutina
e a aurora vespertina,
passei a desejar fazer
parte da sua vida linda;
E venho percebendo
que tens cobiçado a fazer
parte da minha vida,
Há sinais claro que
somos, enfim, além da poesia.

Não tenho medo de pensar e nem de errar. Tenho medo de não ter olhar atento para me corrigir, e ter compromisso com o erro sem com que eu perceba.

Fazendo da palavra a joalheria,
não busco o atalho do desejo;
E sim, insisto ser todo o universo
para recebê-lo potente e íntegro.


Não nos temos no momento,
mas me vejo sendo o teu riso,
o seu lidar com todas as artes
com domínio e pedestrianismo.


Enquanto não me tens mesmo,
sou a maior fonte de endorfina,
Tornei-me a sua grã liberação
com toda a calmante poesia.


Como afelandra em flor e raízes
imortais na amada Mata Atlântica,
não sou apenas enfeite ou pista,
assumo que sou a protagonista.


Porque descobri ser a alma da tua,
e a recíproca tem sido verdadeira;
Habitamos a transcendescência
com apego e sem interferência.

Não fui a única testemunha,
sob o sol e sob a chuva,
que vi os 50 gols do Vini JR.


Enquanto a vitória estava ali,
a um palmo, para se agarrar,
no primeiro tempo,
o pênalti foi espatifado no ar —
mas no final a honra foi salva
ao menos com um gol do Neymar.


As lições desejáveis que ficam
são que, além de aprender a remar,
é preciso aprender a domar
a atenção, para não se dispersar.


Quem persiste em se achar,
perderá, inevitavelmente na vida,
a oportunidade de golear.

Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.


Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.


Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.


Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.

É Dia dos Namorados,
não me sinto solitária,
melhor só do que mal
acompanhada,
Não posso ser leviana
comigo mesma,
Não me permito viver
sem usar a cabeça.

Tenho atitude afrodisíaca de sobra,
não me levo por nenhuma onda,
não permito-me invadir, e nem ser invadida,
Não quero iludir, nem permito ser iludida:
sempre que faltar amor, coloco poesia.


A calma não tem a ver com fraqueza,
e sim, a paciência da espera por você
que a vida não me trouxe ainda;
Se não for espontaneamente,
não permaneço nenhum dia;
viver mais um Dia dos Namorados
à sua espera não me desanima.


Se é para fazer parte de ti, que seja
o amor lei, grei, festa e poema,
sob qualquer coisa que aconteça;
O peso que a maioria não aguenta,
sabendo dividir, vira academia,
assim se é um para o outro a alegria.


Sempre que entre nós silêncio houver,
que não haja o que temer, e sim tudo
o que o coração se inspire em acolher.
Não somos tentativa, e sim o próprio padrão,
para você ser meu homem, e eu sua mulher;
porque mesmo perto do inverno, nada esfria.


Sem permissão, a gente se pertence,
privilégio para o mútuo desfrute,
sem precisar jamais que a gente lute,
com convicção a gente se merece.
Onde quer que se encontre, floresce
com as variações das orquídeas cymbidium,
ignorando o que dizem ser o fim do mundo.

Não presto culto aos discursos e personalidades de choque. Às vezes sou um pouco firme quando as circunstâncias exigem, mas priorizo a racionalidade e a temperatura estável em todas as circunstâncias.

Sempre que não houver escuta, haverá ruído. Não é debate se uma das partes semeia desonestidade intelectual começa. O conveniente quando houver desonestidade intelectual é sempre colocar um ponto final para não a ver distorção e conflito.

Em plena florada invernal
do camboim-da-serra
nesta bela terra austral,
que o frio não encerra
o calor do meu coração.




Mesmo muito de longe
os teus sinais reconheço,
Nunca será pedir demais
que além da companhia,
desejo a sua presença
com absoluta energia;
Amar é o topo da crença
que fortalece e enargeia.




O domínio e o talento
sobre o que há de mais
selvagem e inato dentro,
que no tempo e o vento
não podem fazer doma.




Somados à plena sincronia
envolvente e terratenente
entre o tangível, o intangível,
a dopamina e a adrenalina,
não somos nenhuma fantasia.




A presença e o pensamento
perceptíveis ao meu redor,
Tu mantém com todo o fulgor
forte e vivo a chama do amor
para não perder o encantamento.

Caiam sobre nós as pétalas
da chuva-de-ouro nativa,
Não podemos negar
que do pensamento um
do outro a gente habita,
Nós temos o tom certo
que afina o coração um
do outro do jeito que ninguém
nesta terra sequer imagina,
Estamos certos que não
tem nada a ver com fantasia.


Não há jogo da conquista,
porque o mundo é nosso!
Tudo em nós nos alinha
com grandeza magnífica.


Estão reservados o seu ser,
o seu querer e a vontade
que sussurrada irá dizer
"Que o seu equilíbrio magnífico
está em vir a me pertencer";
Eu sei que sou com todas
as grandezas a sua mulher.


Não é preciso o inverno cessar,
porque sabemos o que queremos,
Sem subterfúgios e sem adereços,
só pertencemos a nós mesmos.

Não te quero como dependente,


desejo-te como território livre,


tão livre que escolha ficar ou ir,


e que só possa morar o amor


até quando pensar em desistir.






Tal qual as petúnias-nativas


nas encostas serranas do sul a escalar,


e pelos campos de planalto


a me espalhar, pouco a pouco,


em ti tenho feito o meu lugar.






O solstício de inverno dança


hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,


Rendo-te a sagração inaugural,


por perceber a aproximação primal,


é inexplicável sentir pairar o inevitável.






Imparável diariamente tem sido


ler os olhos e os detalhes bonitos,


em todos tenho-me reconhecido,


e em vez de sentir inquietação:


sinto tudo muito mais tranquilo.

Amar a sua melhor versão e a pior,
e a sua versão que não conheço,
e, mesmo assim, querer continuar.
Porque em ti como eterna viajante,
não pretendo nenhum pouco parar,
mesmo nascendo diariamente.


A tua existência está a convidar,
por ela não tenho conseguido,
não me permito sossegar,
e nem pretendo jamais parar;
mesmo quando não for tempo
de itaúba em florescimento.


Não precisarei criar subterfúgios,
porque tua alma é feita de liberdade
de ave assim como a minha,
Dos ruídos do mundo elegemos
o que é o melhor porque fica;
sinto que o nosso dia se aproxima.


Viver para os cânones da poesia
não me causam empolgação,
simplesmente tocar o seu coração
é a minha bonita obstinação,
Sonho inspirar os amores eternos
que depois de nós dois virão.

Que não há alma?


Existe a nossa - que é única.


Insensatos! Eu a vi: é de luz...


Nos teus olhos - inequívoca.






Com relação à minha luz:


(Assoma às tuas pupilas


quando me olhas tu.)






Quem me disse foi


o poeta Rubén Darío, e não tu!






(As "Rimas XII" são dele e minhas.)

Não confunda depressão com tristeza por não conseguir agradar aos pais, aos amigos e à sociedade.
Não confunda depressão com a vontade de não fazer nada.
Não confunda depressão com a falta de aceitação de si mesmo.
Não confunda depressão com a invenção de problemas.
Não confunda depressão com a criação de pensamentos negativos.
Não confunda depressão com o sentimento de culpa por algo que não tem razão para ser.
Não confunda depressão com preguiça.
Não confunda depressão com a insatisfação em trabalhar em algo que não se deseja.
Não confunda depressão com o medo do que os outros pensam ou acham.
Não confunda depressão com o abandono de si mesmo.
Não confunda depressão com angústias mal resolvidas.
Não confunda depressão com o sentimento de piedade.

Não confunda depressão com tristezas que vêm e vão naturalmente na vida.

Se eu gosto mesmo de fazer uma coisa, ninguém vai me desanimar.

Mas se eu não gosto, e estou fazendo só porque os outros querem, qualquer pessoa pode me desanimar.

É assim que a vida funciona:

O que a gente sente no coração é forte e ninguém estraga.

O que a gente faz por obrigação é fraco e qualquer problema já acaba com a nossa vontade.

No fim, só o que a gente realmente quer é que dá força pra gente continuar.

Doce de Imbu vou fazer,


Só para te receber


de um jeito que você


não vai esquecer,


Por mim você vai


inteiro se derreter,


De outro sabor que


não for o meu bem


brasileiro você não


nem pensar mais querer.

Não existem intrusos quando o assunto são os Direitos Humanos.