Nao Controlamos o que Sentimos
Poesia Desalinhada
Te encontrei quando meu coração já não seguia um caminho certo. Você chegou como um vento leve, bagunçando meus pensamentos e colocando esperança onde antes havia silêncio.
Desde então, cada sorriso seu se tornou um motivo para eu acreditar que o amor também nasce no inesperado.
Meu coração é uma poesia desalinhada:
Às vezes tropeça nas palavras, outras vezes se perde no brilho dos teus olhos. Mesmo sem rimas perfeitas, cada verso carrega a verdade de um sentimento que cresce a cada instante, como uma canção que insiste em permanecer.
Se um dia o tempo tentar apagar nossos passos, ainda assim levarei você em cada lembrança. Porque existem amores que não precisam ser perfeitos para serem eternos; basta que sejam sinceros. E, no meio do meu caos, você sempre será o verso mais bonito da minha poesia.
Dois Mundos
Na curva de uma conversa,
O destino foi sincero,
Não levantou promessas,
Nem pintou um céu inteiro.
Disse apenas que existem
Caminhos que se cruzam,
Mas seguem rumos diferentes,
Mesmo quando os corações
Se recusam.
Você falou de prioridades,
De sonhos já amadurecidos,
De uma vida escrita por capítulos
Que eu ainda não tinha vivido.
Eu falei da distância,
Do silêncio e da cidade em movimento,
mas entendi que o verdadeiro espaço Entre nós não era medido
Em quilômetros,
E sim em momentos.
Ainda assim,
Guardo com carinho o pouco
Que o tempo nos deu.
Porque algumas pessoas chegam não para ficar,
Mas para ensinar que o amor também Sabe respeitar um "não".
E se um dia nossos mundos voltarem a Se encontrar, que seja sem Arrependimentos, apenas com gratidão Por aquela conversa que, mesmo Encerrando uma possibilidade, deixou Para trás uma lembrança de gratidão
O que as novas gerações em pleno século XXI, ainda não entenderam direito, por conta até do sistema sociopolítico que informa errado, é que a verdadeira liberdade cobra uma maior responsabilidade perante as escolhas. De certa forma a maioria dos jovens de hoje, vivem sem existirem, sem optar dignamente pela maturidade e autoridade devendo assim ficarem subtendentes e compostos só aos seus grupos.
Tem resultados que não acontecem imediatamente.
Por isso não é aconselhável contar o final.
Deixe que ele surpreenda a todos.
"O passado não se altera. O futuro não se antecipa. O presente, porém, pode ser dignificado. É nas escolhas de cada dia, como a honestidade, coragem, gentileza e dever cumprido, que se edifica uma vida memorável. O legado não é obra de um único grande feito, mas da soma silenciosa de pequenas atitudes."
Capítulo XXXIX
LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
– Camille Entre Véus.
Era sempre noite onde Camille existia agora.
Não uma noite vulgar, com estrelas e promessas, mas uma noite de veludo pesado, onde o tempo se desmanchava em arabescos de angústia. Ela caminhava sobre corredores que não tinham chão, por entre espelhos que não devolviam seu reflexo. Tudo era silêncio e cintilação opaca. Tudo era espera.
E ela esperava por ele.
Joseph.
Ele ainda escrevia. Ela sentia o tremor do papel quando seu nome era desenhado nas entrelinhas. O calor úmido de seus olhos, a respiração suspensa quando ele ousava descrevê-la. E cada letra lançada por ele sobre o papel feria-a como se a inscrevesse num mundo onde ela não mais podia existir por inteiro. Era como ser costurada por agulhas de vento, reconstruída em palavras que a reanimavam e a exilavam ao mesmo tempo.
“Joseph,” ela sussurrou, mas sua voz não saía do limbo.
Nem eco, nem ruído. Apenas uma presença que implorava para ser sentida.
Ela vagava, prisioneira de uma imagem que ele esculpira dela, tão bela quanto incorreta. Ele nunca a viu como ela realmente era. E, mesmo assim, foi o único que a amou até a febre da loucura. O único que lhe ofereceu um lugar fora do mundo, mesmo que esse lugar fosse sua própria ruína.
Camille não chorava. As lágrimas, naquele plano, vinham em forma de luz que vacilava, de memórias que se refaziam por segundos e depois se estilhaçavam como porcelanas finas. Seu rosto era um campo de auroras interrompidas, e seu corpo parecia feito de lembranças densas demais para permanecerem na terra.
Ela sabia: a cada nova página escrita por Joseph, parte de si retornava…
…e parte de si era despedaçada de novo.
Quis chamá-lo, dizer-lhe que parasse, que deixasse o luto se calar. Mas também desejava ardentemente que ele continuasse, pois só nas mãos dele ela ainda era algo mais do que um eco.
E então ela o viu.
Através de uma fresta entre véus e véus, o poeta diante do túmulo, a mão trêmula, o olhar perdido como um menino que perdeu sua morada. O filósofo do abismo observava ao longe, mas não intervia.
Camille compreendeu, então, o que a prendia:
ela era a morada de Joseph, mas ele nunca soube sair.
E se ela voltasse por completo, ele não sobreviveria à verdade de sua presença.
Ela virou o rosto, como quem teme o próprio reflexo. A eternidade se dobrava em sua espinha como um véu demasiado pesado para carregar. Ainda assim, ela quis… quis ver mais uma vez o que ele escreveria.
Mas o capítulo acabou ali.
E ao virar a página, o papel estava em branco.
Não nasci pra caber em definições, muito menos em espaços pequenos. Vivo fora da curva e longe de qualquer caixa. Sou intensidade pura, ou sou tudo ou prefiro ser nada.
A mesma graça que você afirma que o salvou, se não o conduz à santificação, à oração, ao testemunho de vida e à obediência zelosa aos mandamentos de Cristo — essa graça não é a graça de Deus.
Não existe maior e melhor fortuna que uma família unida. A união nos faz viver mais felizes.
O coração do discípulo não se satisfaz apenas com as dádivas do Criador, pois aprendeu a repousar na plenitude do próprio Criador.
"Um abraço sincero é uma forma de comunicação não verbal que traduz um afeto desinteressado. Contudo, para que esse gesto alcance plenamente seu propósito, é preciso que encontre acolhida em quem o recebe. Respeitar os limites do outro não diminui a beleza desse gesto de afeto; ao contrário, faz dele uma expressão ainda mais autêntica de consideração, empatia e humanidade."
Sei que falta alguns pedaços em mim, mas os que sobraram que não puderam levar, eu guardei para quem souber cuidar.
