Nao Controlamos o que Sentimos

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O pensamento que se aprofunda não produz certezas — dissolve a urgência por elas. À medida que a interrogação se sustenta sem colapso ansioso, o ego aprende a tolerar a incerteza sem convocá-la como ameaça. Bion chamou de capacidade negativa — tomando o termo de Keats — a aptidão de permanecer em dúvida e mistério sem irritável alcance por fato e razão. Não é ignorância: é diferenciação madura entre o que exige solução e o que exige presença. A inteligência não se mede pelas respostas acumuladas, mas pela serenidade com que o sujeito habita o que ainda não se resolveu — e talvez nunca se resolva.

Há estados de suspensão que o ego não governa — intervalos em que o aparato psíquico parece recuar de si mesmo, desacelerar sua produção sintomática, poupar energia de defesa. A clínica os reconhece não como patologia, mas como autorregulação: o psiquismo que cessa antes de romper, que retrai antes de dissociar, que descansa para não entrar em colapso. É o organismo fazendo o trabalho que o ruído da vida cotidiana impediu. Quando a engrenagem retorna, volta com mais fluência — não porque foi reparada de fora, mas porque o silêncio fez o que nenhuma intervenção externa conseguiria substituir.

A solidão não é ausência de mundo — é excesso de interior não elaborado. O sujeito que a habita não encontrou ainda como processar as vozes internas que nunca foram silenciadas, apenas adiadas: os objetos internos em conflito, as identificações mal integradas, as lembranças que nunca encontraram repouso narrativo. Nesses espaços, o psiquismo vira vigia de suas próprias sombras, organiza ausências, pendura representações de afetos que talvez nunca tenham existido com a intensidade que a memória lhes atribui. O cárcere não é construído pelo externo — é sustentado pela dificuldade de atravessar a própria porta, que muitas vezes só exige que o sujeito cesse de guardar o que poderia ser, finalmente, largado.

O amor-próprio genuíno não tem estrutura narcísica — tem estrutura de luto. É o processo árduo de descer ao que foi negado: as partes cindidas, as representações de si rejeitadas, as feridas que o ego preferiu encapsular a integrar. Não se trata de buscar perfeição, que é formação reativa; trata-se de integração — recolher os fragmentos com lucidez suficiente para suportá-los sem os romantizar nem os negar. Quando esse trabalho avança, emerge o que a clínica reconhece como capacidade de estar consigo: a aptidão de olhar para o próprio interior com verdade e, mesmo assim, não fugir — não por resignação, mas por reconhecimento de que aquilo que se é, ainda que incompleto, ainda que ferido, merece permanecer.

A identidade não é substância fixa — é processo. O que a experiência clínica confirma é que o sujeito não é um, mas vários: versões que se sucedem, se contradizem e se sobrepõem, moldadas por perdas, insights e reconfigurações que não cessam enquanto há vida. A sensação de continuidade é uma construção narrativa — necessária para a coesão psíquica, mas não correspondente a uma realidade ontológica estável. O ser que acredita ser sempre o mesmo não examinou ainda a extensão das pequenas mortes que atravessou para chegar até aqui. A identidade é fluxo: série de nascimentos e despedidas que o ego organiza em ficção de unidade para que o cotidiano se torne habitável.

Não foram as espadas nem os canhões que derrubaram nações e impérios, mas, antes deles, a língua — o verbo que persuade, divide, incendeia ou apazigua. A guerra começa na palavra e apenas se materializa no aço; o restante são consequências de discursos que moldaram vontades. A língua é o instrumento mais poderoso e perigoso do humano, porque é por ela que se constrói ou se destrói o mundo — e é por isso que, antes dos soldados, existem diplomatas.

O smartphone já não é ferramenta — tornou-se espelho opaco. Não reflete o que se é; absorve o olhar e o devolve fragmentado, filtrado, condicionado. Diante dele, o sujeito não se reconhece — se projeta, se edita, se consome. E, nesse ciclo silencioso, quanto mais se busca ver, menos se enxerga: porque o espelho que absorve não revela — captura.

O corpo humano não é mera estrutura biológica eficiente, mas um universo íntimo em fluxo contínuo — uma catedral de complexidade que a própria razão, ao tentar compreendê-lo, revela seus limites. Cada função aparente oculta camadas de interação que escapam ao controle pleno, como se a vida operasse num grau de inteligência anterior à explicação. E, nesse paradoxo, o homem habita aquilo que ainda não é capaz de decifrar por inteiro — sendo, ao mesmo tempo, autor e estrangeiro de si.

A contradição em que se vive é uma loucura discreta: corre-se para não perder tempo e, na pressa, entrega-se o próprio tempo ao que nada acrescenta. A urgência devora a atenção, e a atenção, dispersa, já não escolhe — apenas reage. Assim, o que se ganha em eficiência se perde em sentido. E o tempo, tratado como recurso a ser poupado, escapa justamente onde mais se tentou segurá-lo.

O que se extingue não é o corpo — o corpo resiste, adapta-se, insiste. O que se esvazia é a alma: não em colapso visível, mas em silêncio, sem febre, sem diagnóstico. Vai-se apagando nos intervalos não vividos, nas escolhas que negam o essencial, na repetição sem presença. E quando se percebe, já não há dor que alerte — apenas uma ausência que se instalou onde antes havia vida.

Pesadelos não são apenas sonhos desagradáveis — são lembranças que não encontraram um lugar habitável na memória. Permanecem deslocadas, sem forma, sem repouso, e por isso retornam na noite, quando a vigilância cede. Não buscam assustar, mas ser reconhecidas. E, enquanto não encontram linguagem ou sentido, insistem — não como ficção, mas como aquilo que ainda não foi integrado à própria história, como parte inevitável dos erros e acertos que constituem o ser.

O homem não sofre porque perdeu a si mesmo. Sofre porque passou a vida inteira fugindo do Primevo que jamais deixou de habitá-lo. Quanto mais se afasta dessa origem silenciosa, mais tenta preencher o vazio com identidades, crenças, conquistas e distrações. Mas nada consegue ocupar o lugar daquilo que nunca foi embora.

Erguido sobre o peso do indizível, o silêncio de Baalbek não é a ausência de Júpiter, mas a sombra mística que o tempo projeta ao secularizar a absoluta ruína em pedra.
Reno Fioraso

O maior erro do Homem não é esquecer que vai morrer, mas viver como se nunca fosse prestar contas.

O dom do profissional de saúde não é apenas cuidar, mas suportar o processo de cura de alguém, mesmo quando ele se arrasta entre dor e incerteza.⁠

A CERTEZA DE TE AMAR
Posso dizer com toda certeza que não é difícil te amar. Difícil seria encontrar palavras capazes de explicar a intensidade do que sinto por você. O meu coração te escolheu de um jeito que não consigo controlar, e a cada dia esse amor cresce ainda mais. Você se tornou parte dos meus sonhos, dos meus pensamentos e da minha vida. Não importa o que aconteça, amar você sempre será a decisão mais bonita que o meu coração já tomou. Se um dia me perguntarem o que é o amor, vou apenas pensar em você, porque foi em você que encontrei o verdadeiro significado de amar. Eu te amo de uma forma que o tempo não diminui, a distância não apaga e as dificuldades jamais serão capazes de destruir. Só sei dizer que te amo muito, te amo mais do que você possa imaginar!

Não conseguiria sustentar uma verdade pois sempre estou à deriva de uma.

"Não podemos aliviar todos os sofrimentos do mundo, mas podemos evitar aumentar o peso que o outro já carrega."

O homem das cavernas

O homem das cavernas
Está no seu carro , tem celular,
E usa ia , e não sabe onde se encontrar

O Homens das cavernas
Só que dominar e mandar
Mas não sabe de ética
Sua vidinha patética
Em pleno século 21
Ele só pensa em um

O homens das cavernas
Só sabe a técnica
Ele é uma comédia
É uma profissão
Sem noção
Se acha mais que seus
Irmãos

O homem das cavernas
Só quer ser o animal
Mais forte, se confunde
O que foi sorte
É um sem Norte
Deseja até a morte
Do seu irmão
É só um bundão

O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu

O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu

O Homens das cavernas
Se acha evoluído
Mas é só um caído
Sua ignorância e estupidez
Vem tudo de uma vez
Deus se arrependeu
Esse homem só perdeu

Treinar pessoas não é um custo, é um investimento. Um profissional capacitado gera mais qualidade, produtividade, segurança e inovação. O verdadeiro risco para uma empresa não é perder um talento bem preparado, mas manter por anos alguém sem o conhecimento necessário para crescer e contribuir.