Nao Controlamos o que Sentimos

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Marcamos um encontro,
Mas na hora H, não fui,
o que pesou foi maior do que a minha necessidade de se reaproximar.

Os erros podem ser repetitivos,
O ciclo pode ser o mesmo,
O resultado não vai mudar,
Reclamar não será uma opção.

Vinte anos atrás...




O teu rosto não sai da minha cabeça, principalmente quando tocam aquelas músicas cheias de magia atemporal,


Chego as vezes a sentir o teu cheiro no ar de tanto pensar naquilo que vivemos com tanta intensidade,


No intervalo da escola quando nos achávamos pelos corredores era tão bom,


Tudo era tão simples e real, parecia até um sonho,


Quando você teve que partir com a sua família para outro estado eu não consegui segurar as lágrimas e a saudade por muitos anos, cheguei a implorar a Deus pelo meu coração ser entregue com a tua volta, mas fiquei sem respostas,


O gosto dos teus beijos ainda me visitam, as nossas mãos juntas quando estou de olhos fechados me intrigam, fomos embora um do outro por coisas da vida, mas o sentimento que eu vive com você nunca deixou de me abraçar.

Dia 27




Dia 27/10/ 2002. Não foi só uma data, foi o acontecimento de uma vida.


Tudo muda quando encontramos o nosso céu, a sensação de se sentir vivo fica mais divertida, o prazer nas coisas simples ganha valor incomparável, sendo assim o status de felicidade é revelado.


Olhar para trás e ver como tem sido bom acreditar na história de "um beijo e mais tarde eu te ligo", só me da mais esperança no que a de vir e saudade do tempo que já passou.

Tuas lágrimas




Na hora do teu adeus as tuas lágrimas não mentiram ao me prometerem tua volta,


Se o problema era "esquecer", este verbo não resistiu e morreu,


Como conseguir dormir com um corpo delirando e esquentando a cama?


Poderia ser diferente, mas não foi,


Ficar sozinho num quarto incomoda quem já se reconhece como dois.

Receba ou se permita...




Uma alma faminta não aceita movimentos rasos,


Tentar entender tudo nos detalhes nos faz envelhecer muito rápido, talvez um pouco de dúvidas seja o efêmero que precisamos,


E quando se sentir perdido será bom continuar caminhando olhando para frente sabendo que quem age se permite ao extraordinário, e quem aceita apenas recebe o que lhe é dado.

Perdido por você...


Naveguei entre as nuvens e não vi você,


Caminhei sobre o mar e não vi você,


Continuei a vagar dentro de um labirinto abrindo portas e mais portas e não te encontrei,


Foi quando a lua sorriu e através das estrelas me indicou o caminho até você.

Tentar não se apaixonar por um corpo quente é uma penitência imoral.

Teu feitiço


Teu feitiço me dominou, tomou-me pelos braços e agora eu não quero mais me libertar,


Os passos emaranhados e as sombras daquilo que pulsava causaram encantamento, ao mesmo tempo que deixavam um rastro de medo no radar do silêncio,


Resta-me apreciar o teu veneno e me acostumar com tuas carícias sem saber aonde vai dá.

Enlaçado


Hipnotizado pelo encanto da lua, o sol insiste em não nascer,


Enquanto eu me embriago com as tuas historias aos pés da fogueira a madrugada vêm decidida a ser fria e impiedosa,


Em cada olhar teu eu encontrei respostas e me coloquei como solução,


Depois de duas horas e meia de conversa percebi que havia caído perdidamente em teu abraço mortal da sedução,


Logo, vi que tinhas enlaçado o meu cavalo e desmontado a minha sela, ali foi o ponto máximo do nosso sim.

Deixa acontecer, o que passou, passou e não temos motivos para ficar lamentando.

Não adianta fugir daquilo que já é seu,
um dia a porta vai se abrir e você terá que encarar a situação.

Não sou...




Nas palavras escondidas no caderno fechado o silêncio foi a terapia, foi um afago,


No reservado me sentia só e pensativo, no meio da multidão me sentia só e perdido,


O saber atiça a curiosidade de saber mais, o saber também pode assustar, ferir, causar, ele pode ser malicioso,


O corvo guarda rancor, mágoas, ele é vingativo, no seu olhar da pra ver a maldade sem controle mesmo décadas a frente,


Mas, eu não sou um corvo.

Um pro outro...




Jurei para as estrelas que não iria te esquecer,


No silêncio da noite a saudade cresce, as lembranças vão e vêm,


Existe algo no ar da madrugada quando estou sozinho pensando em nós,


Por vezes nas noites de domingo o tempo fica mais lento, tudo parece se mover diferente, as imaginações são profundas e isso me atinge,


Nós fomos feitos um pro outro e eu sei que depois das nuvens densas vêm um arco-íris e é lá que seremos felizes outra vez.

Não menti...


Não é normal se sentir pequeno sabendo do tamanho do amor que se carrega,


Ninguém sabe das feridas, ninguém cuidou das minhas noites de insônia, quantos dias perdi tentando secar o meu choro,


Caminhei debaixo do sol forte por um grande período, até encontrar uma grande árvore e dela aproveitei da sua sombra, ganhei frutos, bebi do seu mel e me senti iluminado ao observar uma plantação sem fim de rosas,


O que imaginei um dia viver, hoje tenho em abundância e extrapolar sem limites não é uma opção, é a minha decisão,


O destino não mente.

Perdi


Naquele momento eu não me interessei, não dei a importância que ela merecia,


mal sabia o quanto eu iria me arrepender pelo resto da vida.

Do nada, tudo!


E quando eu pensei que eu não era um nada,


Ela veio sorrindo e disse:


Não existe uma pessoa mais preciosa neste mundo, jamais encontrarei alguém igual a você.

Se um dia as pessoas que eu quero bem se forem, eu não me esquecerei. Quando me afastei o quanto pude, houve uma hora tranquila em que, ao me inclinar sobre uma flor, ouvi tua voz. Não me digas que não, porque te ouvi falar. Falaste daquela flor no parapeito da janela.
— Lembras-te do que disseste?
— Primeiro, dize-me o que julgaste ter ouvido.
Tendo encontrado a flor e afugentado uma abelha, inclinei a cabeça e, segurando-lhe a haste, escutei. Julguei ter captado uma palavra.
— Qual era? Chamaste-me pelo nome?
— Ou disseste apenas: "Vem"?
Ouvi ao debruçar-me. Talvez tudo tivesse nascido apenas em meu pensamento; talvez nenhuma voz houvesse atravessado o silêncio. Ainda assim, respondi ao chamado.
— Pois bem, então eu vim.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo. Publicamente demonstram tristeza, mas no íntimo não se sabe. Rosnavam contra ti todos os dias a tua passagem. E agora te acabaste. Louvam-te e deixam-te à margem.
Os outros, que te choraram em silêncio e em verdade — o rapaz em mocidade, o humilhado, o desprezado, o ferido, e o pobre — aqueles que jamais deveriam esquecer, já não se lembram mais.
Onde estão os que te amavam? Sob que nome agora se abrigaram? Onde repousam os exércitos de perdidos que um dia choraram sobre tua face?
Seus nomes são uma centena de heróis de alto brilho; numa centena de brancas águias tornaram-se os filhos de teus filhos. O fervor com que um dia sonhaste é o mesmo que lhes consome as asas. A valentia que incendiava tua alma permanecia a serviço do homem.
Dorme sossegada, águia esquecida. Lá o tempo é contigo, e o barro também age. Dorme, ó bravo coração, ó sábia criatura que acendeu a chama.
Porque viver na humanidade é muito mais do que viver num nome.
Viver na humanidade é muito mais do que viver num nome. Há um pássaro entre as colinas e as folhas são pequenos peixes amarelos nadando no rio. O pássaro faz rasantes e ofusca o rumor das folhas do vento. Viver na humanidade é muito mais do que viver um nome. Voa grande águia.

Eis que faço a minha confissão. Ó meu caro amigo, bem sabes que minha loucura tem asas e não cabe na casa. Escrevo versos contidos, hinos à natureza e ao amor, mas minha mente tem mil voltas e arduamente tento educar minha insanidade que quer gritar obscenidades e clamar pela justiça e a liberdade com sons histéricos e canções insandecidadas de minhas mãos já conhecidadas. Mas tranco minha loucura com grades de ferro e espero que ela morra de inanição. Se eu pudesse falar tudo que eu penso, não restaria pó sobre pó, porque eu sou mais do eu mesma e meu ser não conhece o limite do céu. Escrevo versos educados, mas minha boca quer comer o mundo e regugitar outro planeta. Sim, sou louca, e não posso me ofender com a verdade se meus dedos digitam acorrentados. Não quero assustar o mundo, nem acordar os passarinhos, mas vivo enclausurada em mim mesma, calculando os meus passos e não há margaridas nem begôneas que me contenha. Tenho palavras na boca que não podem ser ditas. Como eu seria livre se eu pudesse me expressar realmente quem sou. Mas não quero que me joguem novamente no calabouço, esse pouco ar que eu respiro me é sagrado e meus poemas são falseados se eu quero extrapolar todos os limites, mas respiro longamente e me limito. Sei que eu nunca poderei ser eu mesma, que a educação sempre calará minha garganta. Mas do amor eu sinto eu não minto, essa é a única verdade dos meus versos cabaleantes, adornados por palavras que desconheço, porque minha sinceridade é do tamanho da minha loucura e seu amor foi a única sanidade que me restou. Não espero ver sua face novamente, bastam-me as lembranças e já tenho metade do céu. Quem ousaria declarar sua insanidade assim tão cruamente? Vivo em uma linha tênue entre a razão e a loucura, mas se te amo há tanto tempo, bem sei que meu amor é verdade e sobrevive heroicamente sobre minha oscilação. Já não me importa mais quem sou, se tristemente vivo o que esperam de mim. E eu queria gritar no sol da tarde até acordar as estrelas e difamar o universo. Morre minha loucura na minha constante educação. E você continua como esperança em forma de canção. Que Deus ouça minha oração.

"Não espere que a vida comece quando os problemas terminarem. A vida nunca fez esse acordo com ninguém. Ela acontece enquanto enfrentamos as lutas, suportamos as perdas, alimentamos a esperança e seguimos em frente. Os problemas passam. O tempo também. Por isso, viva."