Nao Controlamos o que Sentimos
Não me encaixo em quem vive de superfície
sou inteira demais para conversas rasas
e isso sempre incomoda quem só sabe ir até a borda
não me falta ajuste
me sobra profundidade
quem é raso me chama de demais
porque não sabe lidar com o que transborda
mas eu não diminuo
só para caber no conforto de ninguém
Não aceito versões menores de mim
me expando para viver
não me diminuo para caber
há em mim um tanto de inteiro que não negocia
com espaços rasos ou afetos estreitos
quem insiste em me limitar
só encontra distância
porque eu não fui feita para encaixar
fui feita para ser
inteira
Há um tipo de força que não depende de ninguém para existir
ela nasce quando você para de se abandonar para caber em lugares que não te sustentam
não é sobre endurecer o coração
é sobre parar de confundir presença com permanência
nem tudo o que te toca merece te atravessar por inteiro
nem tudo o que chega merece ficar
eu aprendi a me reconhecer antes de ser reconhecida
a me segurar antes de qualquer mão
a me escolher antes de qualquer validação
e isso muda a forma como tudo te alcança
o que não tem verdade escorrega
o que não tem raiz não te derruba
o que não te enxerga inteiro não te desmonta
porque quando existe eixo por dentro
o mundo perde o poder de te fragmentar
Quem precisa de ilusão não escolhe o que desperta, escolhe o que distrai.
Sempre há um palhaço pronto para sustentar qualquer espetáculo. Não importa quem seja, importa que o circo continue de pé.
No fim, o ídolo é só a peça que impede tudo de desmoronar.
E quando a cortina ameaça cair, ninguém pergunta se aquilo ainda faz sentido. Só ajustam a luz, aumentam o som e fingem que está tudo sob controle.
Porque encarar o vazio exige mais coragem do que a maioria está disposta a reunir. É mais fácil aplaudir o personagem do que reconhecer a própria ausência de direção.
O problema nunca foi o espetáculo. Foi a necessidade dele.
Sem ele, sobra o silêncio. E no silêncio, não há roteiro, não há aplauso, não há distração que sustente a mentira.
Só resta o que é. E isso, para quem vive de ilusão, costuma ser insuportável.
“Quando não paramos para respirar e observar, ficamos presos a padrões repetitivos de pensamento e comportamento que nos desgastam e nos impedem de evoluir.”
- Trecho do livro O Centro é Você: como se reencontrar no meio da confusão do mundo
Ser autoral não é apenas criar algo novo.
É assumir a responsabilidade pela própria história.
É decidir conscientemente.
É sustentar escolhas mesmo quando ninguém aplaude.
Homem não chora
Homem não chora?
Dizem que homem não chora!
Mas o homem de verdade
é aquele que não consegue
conter as suas lágrimas...
A força do homem
não está nos seus músculos,
nem em derrubar um leão no soco.
A força do homem está
no seu abraço apertado,
em ser um porto seguro
na tempestade da vida...
A riqueza de um homem
não está no seu carro,
nem em tudo o que ele pode comprar.
A riqueza do homem está
nas suas escolhas e no seu agir.
Para ele, não importa o preço;
importam os valores
que o dinheiro jamais comprará.
A beleza de um homem
não está na sua aparência,
não está na superfície.
Ela reside na sua profundidade;
está na sua verdade.
Agora que meus pais
Se foram
Eu os sobrevivi
Não há mais ninguém
Para cuidar de mim
Eu não estou ficando mais jovem
E vivo um dia de cada vez
Não há mais ninguém
Para cuidar de mim
Exceto eu
Alienação Intelectual não é pior do que a Estagnação Espiritual, visto que o espírito humano se mistura com más e santas intenções da alma em experimentar sempre os atrativos e delícias da terra.
A iluminação é permanente porque não a produzimos; apenas a descobrimos.
Somente quando o pensamento termina, existe a verdade. Não há o fim do pensamento pela compulsão, pela disciplina, por qualquer forma de resistência. (...) É a verdade que liberta, não o esforço para ser livre.
A vida não desmorona de uma vez. Ela se desgasta aos poucos.
No “depois eu resolvo”.
No “mais pra frente eu decido”.
É assim que o tempo perde o prazo.
E cada coisa que você empurra
para amanhã vai cobrar um preço depois.
A vida não muda com grandes discursos, ela muda no “agora eu faço”.
