Nao Controlamos o que Sentimos

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A fé contemporânea não naufragou no mar da dúvida; ela foi sufocada no balcão de negócios de deuses terceirizados, onde o dízimo virou investimento, o púlpito virou palanque e o crime virou segredo institucional.

Um vício não se tira, ele precisa ser trocado por outro

É, a vida é um adversária peso pesado que atingida com força não cai e apenas pode ser vencida por pontos no último round.

Eu não nasci pra amar e nem ser amada e sim para ajudar aqueles que nasceram para amar e serem amados. Ensinar aqueles que querem amar, porém só não sabem como

Uma mente curiosa não consegue se aquietar.

Existem homens que não assumem a mulher mas, se sentem incomodados quando outro faz isso.

Muitas vezes as coisas não são para ser tocadas e sim sentidas, compreendidas.

Hoje é o dia da tua mudança de vida.
Não porque o universo irá te salvar. Não porque alguma força invisível fará o trabalho por ti. Mas porque existe um momento em que o ser desperta… e percebe que passou tempo demais vivendo abaixo do próprio potencial.


Não é sobre ajoelhar-se diante do medo. É sobre consciência. Sobre enxergar as correntes invisíveis que limitam tua mente, tua coragem e tua capacidade de conquistar aquilo que deseja. A luz do conhecimento, a chama da rebeldia contra a ignorância e a prisão mental criada pelo conformismo.


Muitos esperam sinais. Poucos entendem que o sinal sempre foi interno. Está no desconforto que te impede de aceitar uma vida pequena. Está naquela voz silenciosa que diz que tu nasceste para mais.


Toda transformação exige destruição. A antiga versão de ti precisa morrer: os hábitos fracos, o medo da opinião alheia, a necessidade de aprovação, a procrastinação e a submissão aos limites impostos pelos outros.


Hoje pode ser o início da tua ascensão.
O dia em que tu decides assumir o controle da própria existência.
Porque ninguém virá te libertar.
A chave sempre esteve nas tuas mãos.

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

Sufocou a língua para não lê as palavras
que entende que não lhe possa chegar por
tal coração, o mugango mudo do orgulho
rouba seu rosto do assunto e as palavras
encontra tal língua sempre de porta fechada...
Se a língua não conversa com os olhos
palavras não entram na casa e o ouvir não
se arruma para a festa do coração...
O rosto de quem ama reflete à presença
do amado. Ouvir é um lugar onde a
língua encontra sempre aberta a porta
do coração então palavras cumprem sua
função — beber da realidade do lê
que desce do monte.


(Leonardo Mesquita)

A palavra pinta a coisa
A coisa não cabe na palavra
A coisa foge pro verso — universo na mente
A coisa de sair da palavra, ser a moldura
Peguimentar a tela
Abastecer a palavra com imaginação
Com investigação própria
A coisa não se prende no verso
No volante do verso
A gente se pega
Lê de verdade é parar na coisa;
Não se pega a palavra
Sem por a mão na massa

Brasil: país da impunidade.
Não é de graça a dificuldade
de si pensar em clemência
para os envolvidos do 8 de
janeiro, por parte da mídia.

Não sabia colocar palavras num poema
até que leão rugiu balançando as letras
numa cena de caça da linguagem; e o Léo escreveu, ah rapaz, essa poesia e
muito mais!

Um poema




Não tem tamanho
Não ocupa espaço
Porém fica no olhar
Uma folha de papel molhada pode apagar
Ajuda dá opinião
Mexe na emoção
É uma arma carregada de balas intelectuais
Dessas tantas perdidas na poeira das prateleiras...
Já foi o melhor amigo de gerações
É o melhor amigo da educação
Ele alegra o homem com imaginação
Não morde e quando morde
é palavra no contexto exato
Deixando alguém mais esperto
Ele tem o que nele não cabe
É apenas uma chave
Junta as pistas de um fato
É os cisnes dos patos
Pro alfabeto não passa nem perto do patinho feito
Para as letras ele tem o charme
Se é um poema não me fala de algo alheio
Ele é eu no meio...




Leonardo Mesquita

Concha




Lá longe não se sabe onde
A ideia pega salga e sopra
Vem rolando o manto azul
Num vai e vem e alguém
num barco pesca
Passa e deixa
Segue o manto que banha tudo
Sobe e baixa
Cheio de peixes lá no fundo
Olha o tanto que dá pra escutar
Será concha será letra será
O uuuuuh do vento
E o sentimento na areia
Sai no banho não sai não sai a palavra mar
Vem o manto banhado tudo
E o som no último verso a quebrar






Leonardo Mesquita

Dos animais o jabuti é um bem poeta
ele não tem pressa em sua natureza
e isso lo completa; o poeta chegara na palavra certa, a natureza das letras sem pressa sem pressa
já o poema já o jabuti
o poeta e a meta...
e o leitor é quem completa

Um poema bom mesmo
não fica na frase
cai na boca, se prende na mente
freia a gente
reaviva marcas, tem a bala de prata...
nisso a gente se amarra
se armar e, atirar na calma
sem perder o alvo
com a palavra certa
parar o leitor no poema da gente...

Um rio tem curso e não diploma
um poema, mesmo, tem discurso
para, só, emocionar não funciona
tem o ponto da surpresa
a força do pensamento e a
claridade da beleza
os braços do argumento
e pontos profundos
tem o peixe para o anzol do outro
e um banho de dopamina
o ah! ah! ah! de raciocínio
no decorrer do discurso
derrubando barreiras
tirando a palavra poema
do preço de peixes baratos
e vendendo-a ao valor do mar aberto
esperto é o pescador
que um peixe esperado assim
morda a isca




Leonardo Mesquita

Sabe aqueles donos irresponsáveis
— "pode entrar ele não morde" ai: au-au — aí cachorro — "ele mordeu"; assim é o dono da fofoca pode entrar...




Leonardo Mesquita