Nao Controlamos o que Sentimos
A felicidade não é uma dívida que os outros têm com você. Ninguém é obrigado a preencher suas lacunas. A chave é valorizar o que já se tem e, acima de tudo, construir sua própria felicidade.
Gratidão e autossuficiência são o caminho.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
Não é sobre correr mais rápido que os outros, é sobre não parar de correr por mim ♥️
Insta: @elidajeronimo
Pois o guarda não empunha a espada apenas para o combate, mas para que o justo repouse em paz sob a sombra de sua vigília; serei a sentinela que não dorme enquanto a cidade descansa.
Pâmela nunca foi metade.
Era decisão, intensidade, excesso.
Cabeça dura, dessas que não recuam,
dessas que ensinam sem pedir licença
onde a gente precisa mudar.
Você sonhava alto demais…
e eu sempre com os pés presos no chão,
vendo o copo meio vazio
enquanto você insistia em transbordar.
Eu via maldade em tudo,
você via beleza onde eu já tinha desistido de procurar.
E talvez por isso a gente tenha se perdido.
Porque você também era fogo
e fogo não sabe ficar parado.
Gostava de flertar com o mundo,
de viver no limite,
de sentir tudo no máximo…
até quebrar o que não podia.
Você quebrou.
Sem grito, sem aviso.
Só quebrou.
Mesmo assim, tem coisa que fica.
A gente na estrada,
Formosa passando pela janela,
e o Salto do Itiquira despencando
como se tudo fosse eterno naquele instante.
E olhando o Salto do Itiquira cair,
eu pensei…
talvez eu nunca tenha sabido saltar.
Sempre fui chão,
enquanto você era queda.
E talvez tenha sido isso
que nos quebrou.
E talvez tenha sido.
Porque mesmo depois de tudo,
mesmo depois de você ter sido
tudo o que me construiu
e o que me destruiu…
ainda tem um pedaço de mim
que lembra de você
como se não soubesse
como deixar de lembrar.
O verdadeiro desafio do autoconhecimento está em olhar para dentro com honestidade. Não apenas para aquilo que gostamos de ver — nossas virtudes, ideais e intenções —, mas também para os medos, defesas, expectativas e identidades que fomos acumulando ao longo da vida.
Na busca espiritual, muitas vezes imaginamos que o caminho é adquirir mais: mais conhecimento, mais técnicas, mais experiências espirituais. No entanto, o movimento mais profundo é o contrário: deixar cair as camadas que encobrem o que já somos.
Esse processo pode ser dolorido porque toca o ego, nossas histórias e a imagem que criamos de nós mesmos.
Requer silêncio interior, humildade e coragem para permanecer diante da verdade sem fugir dela.
Assim, o autoconhecimento não é uma conquista exterior, mas um desvelar gradual da consciência que sempre esteve presente. E, nesse sentido, o caminho espiritual não nos leva a nos tornarmos algo novo — ele nos convida a reconhecer aquilo que sempre fomos em essência.
Não compares a tua vida com a de outra pessoa.
Cada um tem a sua própria história!
Não é que as histórias não devem ser parecidas,
Mas, não se deve correr o risco de termos histórias plagiadas.
É difícil encontrar virtudes no outro quando não conseguimos encontrar em nós. É preciso conhecer para reconhecer...
Não imprimo minhas dores, nem minhas alegrias
Imprimo minhas esperanças, meus sonhos
Minhas vontades escrevo, minhas fantasias transcrevo
Nas letras que encaixo se formam palavras, frases
Como um quebra cabeças cada peça engrena
Um caminho se abre, uma continuidade se faz
Cada coisa dita, escrita, lida, esquecida, recordada
É um pedaço doado do meu coração rasgado
É uma lágrima, um riso, um sereno olhar
Sobre cada letra digitada, sobre cada palavra formada
Uma infinidade de pensamentos colam teimosamente
Na folha em branco que aos poucos vai ganhando cor
Em tons de cinza saltam para o carmesim, e depois para o azul
Nas folhas resignadas que enlaçam as letras posso ver
Desejos que passam e se fartam, mas a vontade não, e o não passar
Faz com que queime, arda e produza...
A vontade faz o parto daquilo que nasce e nunca quer morrer
A força dessa vontade faz cor num mundo cinzento
Faz luz num coração que se abre, faz sentido na vida não sentida
O verbo chama, faz vir à tona, o verbo se faz ...
No silêncio dos sonhos teclados, das ideias pinceladas
Das vontades germinadas, impressões surgem
E delas mais sonhos, mais esperanças e mais amor
Para imprimir nas almas sossegadas a paz que anelam em paz...
As pessoas erram o tempo todo. Mas quando eu erro, parece o fim do mundo. E não é para as pessoas, é para mim mesma. E os erros podem ser perdoados. As atitudes erradas podem ser corrigidas. Quase sempre podemos voltar atrás. Nem que seja só pelo arrependimento.
ABISMO
Boa sensação a de estar à beira do abismo, não vou negar: o frio na barriga, a vivificante adrenalina, a curiosidade aguçada e o eminente esforço para discernir o vazio. Se um abismo chama outro abismo, sou decerto abismal e me permiti cair em sua profunda sedução.
Espero que essa atração seja fugaz, pois ,à moda de Nietzsche, se fitarmos o abismo por um longo tempo, o mesmo nos olhará de volta. Se bem que a queda não é o fim, mas a gênese, já que, no início de tudo, havia trevas na face do abismo.
Tem olhares que prendem sem corda, sem esforço, um instante que não solta.
Tem risos que encantam altos, livres, que enchem o ar e deixam eco mesmo quando param.
Tem cheiro que grava teu cheiro de pele e de dia, que entra na pele e fica morando.
E tem você.
Você que carrega os três sem saber, sem querer.
Encanta. Prende.
Fica gravado na mente, nos ossos, no coração sem nome, sem explicação.
E basta.
"Ausencietude"
Torna-se extremamente forçoso asseverar:
Ausência não é sinônimo de vazio.
Quem vai embora
deixa
sempre
um
pedaço.
Ficam vivências,
sentimentos dolorosos,
outros prazerosos,
que marcam de modo indelével
o coração daqueles que ficam
E dos que partem.
Destarte, há plenitude na ausência,
"ausencietude"!
Um mosaico de lembranças,
Amores, dores,
que salpicam nossa tábula rasa
tal qual um quadro de Pollock.
Por isso, saudade não é ausência
Nem mesmo vazio,
Mas sim,
Inexorável presença.
Inteiro...
Eu não estava procurando nada.
A vida seguia. Imperfeita, mas minha.
Então você chegou.
E quando chegou,
o mundo não fez barulho,
fez sentido.
Nada precisou ser preenchido.
Algumas coisas apenas encontraram lugar.
Eu observei.
Não por desinteresse,
mas porque quem já caiu
aprende a respeitar o tempo das coisas.
Havia cuidado no teu jeito.
E o cuidado verdadeiro não invade,
permanece.
Aos poucos, baixei a guarda.
Não por promessa,
mas porque parecia seguro existir ali.
Eu tinha feridas.
Não escondi.
Estou tratando.
As tuas ainda sangravam.
Não por fraqueza,
mas por medo do que cresce,
do que exige futuro.
Eu entendi.
E não te culpei.
Eu errei.
Como erra quem se envolve de verdade.
Mas soube parar,
olhar de novo,
voltar melhor.
Não ofereci um conto bonito.
Ofereci presença.
E isso eu sustentei.
Você me fez acreditar de novo.
Não em finais perfeitos,
mas na possibilidade de caminhar junto.
Por isso me mostrei.
Inteiro.
Sem personagem.
Com falhas, medos, noites mal dormidas
e a coragem de dizer: é aqui que eu fico.
Eu confiei.
E confiança nunca é ingenuidade,
é escolha consciente.
Eu te amei.
E ainda amo.
Não como quem espera algo em troca,
mas como quem respeita o que foi real.
O que é verdadeiro não se apaga quando termina.
Muda de lugar.
Vira memória viva,
não ferida aberta.
Eu sei quem eu fui.
E sei quem sou agora.
Minha felicidade não depende de você.
Mas ao teu lado,
ela teria sido mais calma,
mais casa,
mais chão.
Eu quis ser teu homem.
E, por um tempo,
isso foi verdade para nós dois.
Hoje eu sigo.
Inteiro.
Sem culpa.
Sem ruído.
Com amor onde ele cabe
e dignidade suficiente
para não negar o que senti.
Tempo não faz nada sozinho. Ele não cura, não resolve, não transforma. Ele apenas passa. Quem decide o que nasce dele é você. O tempo só produz resultado quando é atravessado com consciência. Dor ignorada vira peso. Dor enfrentada vira força. Não é o relógio que amadurece alguém, é a forma como cada um encara o que viveu. Há quem espere o tempo agir e há quem age dentro do tempo. No fim, ele só amplia aquilo que você escolhe alimentar. Se você ressignifica, cresce. Se você remoer, endurece. O tempo é neutro. A postura é tudo.
Amor é Para os Loucos
Amor não é para os sábios.
É para os loucos.
O sábio calcula.
O louco entrega.
Só o louco dá tudo sem garantias.
Só o louco suporta a dor da incerteza
e a fragilidade do sentimento
sem transformar o coração em defesa.
Amar é um salto no vazio
onde a lógica não alcança.
É expor o peito ao risco
sabendo que pode doer.
É aceitar o caos
que nasce junto com a paixão
e, ainda assim, permanecer.
Dois sábios se preservam.
Dois loucos se escolhem.
E no amor,
é melhor dois loucos ardendo juntos
do que dois sábios intactos
e vazios.
