Nao Controlamos o que Sentimos
Você pode ser aquele que toca a vida ou o que é levado por ela. Pode ser quem está com o remo ou o que deixa o rio levar.
Autor ou personagem?
Como tem sido a sua vida?
Exigimos dos outros, muitas vezes, aquilo que nem nós chegamos a oferecer, seja por pensamentos, palavras ou atos.
Vou te dizer uma coisa importante sobre os mortos, os "fantasmas". Tenha medo dos vivos, em especial dos quietos, que se esgueiram, pois estes tem acesso real a você.
Sem ELE somos barcos sem leme e timão, nos arremessando nas margens e batendo nas pedras até afundar.
Somos todos crianças, pedras cheias de arestas se batendo numa caixa em movimento contínuo, até nos arredondarmos.
O controle sobre os nossos desejos primitivos, básicos, estabelece a disciplina, um salto na consciência, que nos faz sair da caverna de Platão e jamais ser o mesmo.
Quando vou chegando a mais uma nova decisão, depois de questionar e refletir bastante, "meto o louco" mesmo, blindo-a e vão ficando APENAS as pessoas que RESPEITAM, sem precisar concordar.
Esperança e Otimismo compõem o sangue que corre nas minhas veias e artérias, abastecidos da mais pura, consistente e insistente fé raciocinada
A vida é um rio que segue de diversas formas, com trechos lentos ou rápidos, com águas barrentas ou limpas, as vezes parece interrompido e nos obriga a encontrar o mar, nosso destino lindo e vasto.
Como abri mão das expectativas, das várias ilusões (segurança, etc) e comparações sejam quais fossem, as decepções, ansiedades, medos e outras primas nefastas raramente me visitam sem ligar antes.
Quando "ameaçamos" fazer mudanças, todo um aparato emocional entra em alerta para evitá-la e assim manter tudo como está. Quanto maior a mudança, maior a resistência e como afirmou Kant, o indivíduo só é realmente livre se faz aquilo que é preciso e que fatalmente NÃO é o que quer.
Minhas "raízes" tiveram de descer a grandes profundidades com escuridão, umidade e frio para que eu me tornasse essa "árvore" larga e alta que sou e de onde vejo tudo.
Dor
Passa-se um dia e outro dia
À espera que passe a Dor,
E a Dor não passa, e porfia,
Porque trás dia, outro dia
Que traz Dor inda maior;
Porque embora a Dor aflita
Calasse há muito seus ais,
Ainda, fundo, palpita
Uma outra Dor que não grita:
A Dor do que não dói mais.
(in "Dispersos e Inéditos")
O progresso sempre envolve riscos; você não pode infiltrar-se na segunda base com o seu pé na primeira.
Aqueles que podem fazem. Os que não podem ensinam. E os que não podem nem uma coisa nem outra, administram.
