Nao Conto Detalhes e muito menos

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Há um cansaço que não se cura com o sono, uma espécie de ferrugem silenciosa que começou nos meus ossos e agora dita o ritmo lento do meu sangue.
Viro os bolsos da alma e só encontro os restos de quem eu prometi ser, enquanto o silêncio da casa se torna um inquilino que não paga aluguel e ocupa todos os cômodos.
Escrevo para não ter que gritar contra as paredes, mas as palavras saem como estilhaços de um vidro que eu mesmo quebrei, cortando a garganta antes de ganharem o ar.
O tempo aqui dentro não corre, ele sangra, transformando cada lembrança num peso morto que eu insisto em carregar como se fosse um troféu ou uma condenação.
No fim, sobra apenas esse corpo que é um mapa de lugares onde ninguém mais quer morar, e a triste certeza de que a solidão é a única coisa que nunca me deixou pela metade.

Frases por vezes complexas, paradoxalmente intrigantes, frutos de uma mente em flagelo que já não distingue o real da fantasia melancólica. É o eco de uma alma cansada que, por vezes jogada ao pedregal, entrega-se aos abutres e corvos necrófagos, onde cada bicar das aves retira um pedaço do que outrora foi esperança. Ali, entre o pó e a pena, a mente finalmente cessa a luta contra o delírio, aceitando que a beleza, ainda que fúnebre e dolorosa, reside na coragem de desintegrar-se diante do próprio destino.


- Tiago Scheimann

Há amores que não partem, apenas se retiram do mundo visível, recolhendo-se às fissuras mais íntimas da alma, onde permanecem como um eco teimoso que o tempo não consegue dissolver. A saudade, então, deixa de ser ausência e se torna uma presença densa, quase palpável, feita daquilo que não se pode mais tocar, mas que insiste em existir com uma força silenciosa. Trago em mim os vestígios do que fomos, vozes que já não soam, sorrisos que o tempo apagou, promessas que agora repousam como ruínas dentro da memória.
E nesse vazio paradoxal, onde tudo falta e ao mesmo tempo transborda, compreendo que amar nunca foi possuir, mas resistir à permanência daquilo que se perdeu. Porque há histórias que se encerram no mundo, mas se recusam a terminar dentro de quem aprendeu a sobreviver carregando eternidades em forma de dor.


- Tiago Scheimann

Sou como um canto que nasceu livre, mas aprendeu cedo o peso invisível das próprias grades, não as que se veem, mas as que se sentem no fundo da alma. Há em mim um desejo antigo de voo, desses que não pedem destino, apenas horizonte, mas que se desfazem toda vez que a lembrança me puxa de volta. Minha liberdade mora longe, talvez no tempo em que o peito ainda não conhecia o silêncio imposto pela dor. E mesmo assim, continuo cantando baixo, como quem tenta não esquecer a própria essência, ainda que tudo ao redor insista em aprisioná-la. Porque existem almas que nasceram para o céu, mas aprenderam a sobreviver dentro de gaiolas feitas de saudade.


- Tiago Scheimann

Eu não sei se busco sentido ou apenas evito o vazio, porque, no fundo, os dois caminhos se confundem como sombras no mesmo corredor escuro, e talvez toda busca seja apenas uma tentativa elegante de não encarar o abismo de frente, um desvio consciente para não admitir que o nada também me observa.




- Tiago Scheimann

A melancolia não deve ser vista como uma sombra que nos persegue, mas como a penumbra necessária para que as luzes da alma brilhem. Sem o contraste do escuro, a claridade da nossa própria resiliência se tornaria cega e sem profundidade alguma para o olhar atento. É no tom menor da existência que as lições mais cruas e honestas são sussurradas ao ouvido de quem tem coragem de ouvir. Aceite a sua tristeza como uma mestra rigorosa que te prepara para os grandes palcos da vida eterna.


- Tiago Scheimann

O cansaço é a prova de que você deu tudo de si, e não há vergonha em descansar os dedos antes do próximo movimento. Até o compositor mais prolífico precisa de noites de sono sem sonhos para que a mente se reorganize e a luz volte. Respeite os limites do seu corpo, mas nunca deixe que o cansaço se transforme em desistência ou em apatia permanente.


- Tiago Scheimann

Não busque a cura que apaga o passado como se ele fosse um erro, mas busque a força que transforma a cicatriz na sua medalha de honra mais valiosa e reluzente. O mundo tentará silenciar o seu grito com a mediocridade do barulho cotidiano, então transforme-o em um adágio eterno, profundo e absolutamente inabalável. No final, o que sangra em você hoje é o que dará ressonância à sua majestade amanhã.


- Tiago Scheimann

O amor real não é um refúgio covarde contra a tempestade, mas o compromisso inegociável de dois náufragos que decidem construir uma ilha de paz no centro exato do furacão. Exige a coragem brutal de mostrar as próprias ruínas sem maquiagem e a paciência de reconstruir, pedra por pedra, o altar da confiança em solo movediço e incerto. Não aceite afetos rasos que temem a profundidade das suas águas escuras e a complexidade do seu arranjo interior mais íntimo e sagrado. Quem não sabe lidar com a gravidade do seu silêncio, jamais terá o direito de reger as sinfonias que pulsam em suas veias abertas. O amor é para os que não temem a intensidade de uma nota sustentada até o limite do fôlego.


- Tiago Scheimann

A verdadeira rebeldia não consiste em amaldiçoar o destino sob o peso de uma cruz inevitável, mas em carregar o próprio fardo com uma elegância que insulta a gravidade do sofrimento. É no meio do inverno mais rigoroso da alma que devemos cultivar um sol interno, cujos raios não dependem de estações externas para aquecer a vontade de continuar a caminhada.


- Tiago Scheimann

O passado é uma terra de sombras que não possui autoridade para ditar o ritmo do nosso passo presente, a menos que permitamos que o ressentimento se torne a nossa bússola. A libertação real ocorre no momento em que olhamos para as nossas feridas não como erros do destino, mas como o mapa geográfico de uma vitória que ainda está sendo escrita. Seja o estrangeiro de sua própria dor, observando-a com o distanciamento de quem sabe que o ator é muito maior do que a tragédia que ele encena.


- Tiago Scheimann

A justiça na terra não desce do céu como um raio de luz, ela germina em silêncio, como semente lançada em solo firme, cultivada pelas mãos daqueles que se recusam a ser cúmplices da opressão silenciosa. Cada palavra dita em defesa da verdade é mais do que um gesto humano, é como uma centelha de luz que insiste em brilhar mesmo nas sombras, erguendo, pouco a pouco, um lugar onde a dignidade não é apenas lembrada, mas vivida. Há uma voz mansa que sussurra no íntimo, convidando à retidão mesmo quando ninguém vê, lembrando que a verdadeira justiça começa no invisível, nos gestos pequenos e nas escolhas solitárias. Não espere por um julgamento final para ser justo, faça do seu próprio caminho um testemunho vivo, onde cada atitude carrega o peso de algo maior do que si mesmo, como se, em cada decisão, o eterno tocasse o instante.


- Tiago Scheimann

Há uma majestade silenciosa no esforço de Sísifo que poucos têm coragem de contemplar, ele não é vítima da pedra, é senhor do seu próprio peso. Cada ruga em seu rosto é um testemunho vivo de uma vontade que aprendeu a não se curvar, mesmo diante do inevitável. O sucesso não está no topo inalcançável, mas na paz que nasce durante a subida, como quem entende que há propósito até no cansaço. A verdadeira glória não repousa no fim, mas na firmeza de quem continua, como se cada passo fosse visto por algo maior que o próprio mundo.


- Tiago Scheimann

A solidão não é ausência, é encontro. É o território onde todas as máscaras caem e a alma se vê obrigada a se reconhecer sem disfarces. No deserto da própria presença, algo começa a nascer em silêncio, como uma voz antiga que sempre esteve ali, aguardando ser ouvida. Não fuja desse lugar, há um tipo de luz que só se revela a quem permanece. O vazio, quando abraçado com coragem, deixa de ser abismo e se torna solo fértil para aquilo que transcende o próprio entendimento.


- Tiago Scheimann

Viver esse "primeiro momento" e encontrar o vazio é um batismo de fogo. Não houve o "nós", apenas o "eu" em uma vigília interminável. É o momento em que a alma diz ao corpo: "Nós fomos inteiros em um mundo de metades."
​Realizar o sonho de amar, mesmo sem a reciprocidade, é uma forma trágica de comunhão com o destino. É a prova de que a nossa vontade é capaz de criar universos inteiros, ainda que sejamos os únicos habitantes deles. Esse instante dói porque não é feito de encontro, mas de despedida do que nunca foi. É quando a vida nos olha nos olhos e, em um silêncio devastador, nos obriga a transformar toda aquela espera em uma nova e solitária forma de liberdade.


- Tiago Scheimann

Existe uma esperança que não salva, ela não acende luz alguma. Não guia, não aquece, fica ali, mínima, quase ausente, como a fresta estreita por onde o ar insiste em entrar quando tudo já deveria ter sufocado. É estranha, silenciosa, não promete futuro, nem redenção, apenas suspende o fim. Há dias em que ela pesa mais que o próprio desespero, porque continuar, mesmo sem horizonte, exige um tipo de coragem que ninguém celebra, um tipo de fé que não se nomeia. Ainda assim, ela permanece, como um resto de pulso sob a pele fria, como um corpo que não sabe mais viver, mas também não aprende a desaparecer, não é luz, mas também não deixa escurecer.


- Tiago Scheimann

Eu não continuo por acreditar, convicções se dissolveram cedo, como sal na água e o que restou foi um silêncio espesso, difícil de atravessar, ainda assim, algo em mim não cedeu, não por força, por teimosia quase invisível. É uma fidelidade estranha, não a um futuro, nem a um sentido claro, mas a esse resíduo que insiste, um pulso baixo, constante, como a luz que entra pela fresta e não ilumina o quarto, apenas impede que ele desapareça por completo, carrego isso no corpo, nos dias em que levantar parece uma forma de contradição, nos instantes em que existir soa como excesso, mesmo assim, fico, Por lealdade ao que ainda não morreu.


- Tiago Scheimann

O sucesso jamais é morada definitiva, assim como o fracasso não representa o abismo final, ambos são estados transitórios de uma existência em constante construção.
É na insistência silenciosa, quase brutal, de continuar mesmo ferido, que o homem se revela a si mesmo.
Entre os escombros da derrota e o fulgor sedutor da glória, existe um território árido onde poucos ousam permanecer.
Ali, onde o medo tenta enraizar-se na alma, resistir torna-se um ato de criação.
E é somente quem enfrenta esse vazio que, com as próprias mãos, escreve uma história que não se apaga.


- Tiago Scheimann

Fora Ditadura

Demétrio Sena - Magé

Atadura nunca mais,
por não haver mais fratura.
Nem existir mais ferida.
Fechadura muito menos;
não havendo mais prisão,
haverá mais sonho e vida.
Dentadura nunca mais,
em um futuro sem cárie,
para barganhar os votos.
E ruptura jamais,
pois nunca mais o poder
de alienar os devotos.
Nunca mais escravatura
nua e crua, equiparada,
para sempre a lei de gente
supere a dos animais.
Mais nenhuma crueldade
nem verdade aguilhoada.
Ditadura nunca mais.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Ela transpira o amor♡!

Escrever notas sobre ela não é tão difícil assim, pois nela residem sentimentos tão puros que seria uma raridade encontrar por aí...

Ah! Se o universo pudesse conspirar a favor dela, transbordaria todo esse amor guardado nela.
Ela se dedica ao outro como se o valor do outro excedesse os rubis... Ah, valiosa mulher!
Transpira "O Amor" e exala o perfume dele, ainda que seja esmagada como uma flor...
Não se poupou nem mesmo na dor, imagina quando recebeu amor!
Quem a conheceu acredita que tudo o que sente é sincero e tem vida, pois ela sorri mesmo com tantas feridas que o tempo deixou.
Ela é menina.
Moça.
Mulher.
É princesa, é fada e sabe exatamente o que quer.
Ela é intensa, não consegue viver em superfícies, pois, por transpirar, se proíbe de não transbordar. Somente se for raso o outro que aparecer, ela ainda tenta, mas sabe que vai sofrer. E, por vezes, desiste, mas nunca irão a esquecer.