Nao Conto Detalhes e muito menos
O ano não muda quando o relógio vira, ele muda quando o coração decide.
Decide parar de carregar culpas que já ensinaram, e começa a carregar coragem pra continuar.
O que doeu não foi em vão.
Cada queda afinou a alma,
cada silêncio ensinou a escutar a si mesmo.
A vida não poupou…
mas também não desistiu de você.
Que no novo ano você seja menos duro consigo
e mais fiel aos seus sonhos.
Que aprenda a ir sem culpa,
a ficar sem medo,
e a amar sem se perder.
Não prometa ser perfeito.
Prometa ser verdadeiro.
Porque quem é verdadeiro cai, levanta, chora, recomeça —
e ainda assim segue inteiro.
Que o novo ano não seja mais fácil,
mas que você seja mais forte,
mais consciente,
e em paz com quem você está se tornando.
Nós imperfeitos, encontro perfeito
Não cheguei inteiro, confesso,
trouxe rachaduras antigas no peito,
silêncios que aprenderam a gritar sozinhos e um coração que já apanhou tentando amar.
Você também não veio ilesa, mas quando nossos cacos se tocaram,
não cortaram — se reconheceram.
Foi no tropeço que o destino sorriu,
porque não foi perfeição que nos uniu, foi a coragem de permanecer mesmo frágeis.
Entre erros, aprendemos o ritmo do outro, e no desalinho dos dias descobrimos que o encaixe mora
justamente onde falta um pedaço.
Te amar não apagou meus abismos,
mas me ensinou a atravessá-los com luz.
Te amar não curou tudo,
mas deu sentido às dores que ficaram.
Porque quando você fica,
até o caos aprende a descansar
e o medo perde a voz.
Talvez amar seja isso:
não gostar apenas do que é bonito,
mas escolher o que é real, todos os dias, mesmo quando dói.
Dizem que nem tudo que gosta é amor, não acha?
Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Eu sigo vivendo
Todo mundo diz que já passou,
Que esse amor não era pra ser.
Mas eu ainda acordo pensando em você,
Tentando entender onde foi que eu errei.
Me pedem pra superar, mas não sabem como dói,
Tem ferida aberta que o tempo não fecha.
Eu sigo vivendo, mas você ainda é nós,
Superar você tá mais difícil do que parece.
Não foi falta de vontade, nem falta de tentar,
Foi excesso de sentimento sem lugar pra ficar.
Ficou saudade demais pra pouco final,
E um amor inteiro sem poder amar.
Me pedem pra superar, mas meu peito não vai,
Tem lembrança que insiste em ficar.
Eu tô indo, eu sei…
mas dói demais,
Porque superar você não é só deixar passar.
Quero viver o extraordinário
ao lado de uma mulher
que não tenha medo da palavra seriedade.
Não por falta de leveza,
mas porque já entendeu que
Pamar de verdade é escolher ficar.
Quero alguém que veja meu silêncio
e não tente consertá-lo, apenas caminhe comigo.
Que toque minhas cicatrizes com respeito, sabendo que cada uma delas é prova de que eu senti fundo.
Não busco um amor perfeito,
busco um amor inteiro.
Daqueles que crescem na conversa tardia, no cuidado simples,
no “fica” que não precisa ser dito.
Porque o extraordinário não está no excesso, mas na constância de dois corações maduros.
E se for pra amar, que seja assim:
sem jogos, sem medo, sem fuga
— sério, intenso e verdadeiro.
Quando um homem que nunca foi valorizado encontra uma mulher que nunca foi amada como merecia, não é acaso — é reconhecimento. É o encontro de duas dores que aprenderam a sobreviver em silêncio, carregando no peito histórias que poucos souberam ouvir.
Eles não chegam inteiros, chegam verdadeiros. Trazem cicatrizes visíveis na alma, o coração cauteloso, mas ainda capaz de sentir. Não fingem perfeição, oferecem honestidade e a coragem de tentar outra vez.
Já tocaram o fundo sozinhos e aprenderam a se reerguer sem aplausos. Por isso, quando se encontram, não exigem promessas vazias — oferecem presença, cuidado e a escolha diária de permanecer.
O amor que nasce ali não é frágil. É feito de respeito, parceria e consciência. Não grita, não implora, não machuca. Como um verdadeiro time, sabem que com esse amor não se brinca.
Meu presente é simples
Não te entrego ouro
Nem promessas vazias,
te dou meu tempo,
meu cuidado, meus dias.
Dou-te o silêncio que escuta
teu falar e o abraço que insiste em te amparar.
Meu presente é simples,
mas é inteiro:
um coração sincero, verdadeiro.
Lateja intenso, infinito, feito prece,
cada vez que teu nome aparece.
Te dou meus sonhos para dividir,
meus medos para juntos
enfrentar e seguir.
Dou-te amor sem prazo,
sem medida, daqueles que escolhemficar pela vida.
E se um dia o mundo pesar demais,
lembra: em mim sempre haverá paz.
Porque o maior presente que posso te dar é amar você…
e sempre te amar.
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
Guardo tua voz como trilha sonora antiga, dessas que ainda emocionam,
mas não combinam com o agora.
Não há raiva aqui, só um carinho maduro, que entende que ficar também pode ser ir embora.
Então este é o último episódio
de “nós”, sem promessas,
sem reprise, sem volta.
Aperto o stop com lágrimas
calmas e verdadeiras,
e sigo — levando amor,
mas escolhendo paz.
Vencer com o Bem
Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.
Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.
Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.
Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.
Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.
Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.
Deixa o vento soprar o que não ficou,
Deixa o tempo levar o que não brotou.
Se não floresceu, não era estação,
Se não permaneceu, faltou coração.
Guardei silêncio onde havia querer,
Aprendi que amar também é ceder.
E no espaço vazio que ficou em mim,
Planto esperança
— recomeço, enfim.
P.silva3
Não basta ouvir o som da Tua voz,
Se ela morre antes de virar chão.
A Palavra é semente viva em nós,
Pede mãos, passos e direção.
Há quem escute e se engane no espelho,
Vê a verdade e logo a deixa cair.
Mas Tua voz não é eco passageiro,
É caminho que chama a seguir.
Ensina-nos a viver o que lemos,
A transformar o verbo em ação.
Que o amor seja gesto pequeno,
E a fé, movimento do coração.
Pois ouvir sem viver é silêncio disfarçado,
É fé sem corpo, sem luz, sem raiz.
Queremos ser Palavra encarnada,
Praticantes do amor que Tu dizes.
Ouço Tua voz ecoar no meu interior,
Tua Palavra é viva, é luz, é correção.
Não quero ser apenas mais um ouvinte, Senhor,
Que concorda com os lábios, mas nega com a ação.
Como um espelho que revela quem eu sou,
Tua verdade mostra o que preciso mudar.
Não me deixe esquecer o que em mim Tu tocou,
Ensina-me a viver o que aprendi ao Te escutar.
Eu quero viver o que eu prego,
Ser a Palavra em movimento.
Não só ouvir, mas obedecer,
Que minha fé tenha vida em cada passo que eu der.
Eu não quero me enganar,
Quero a verdade em mim reinar.
Guarda a minha boca, purifica o meu falar,
Que minhas palavras reflitam o Teu amor.
Que minha religião seja vida no agir,
E não aparência sem temor.
Transforma-me por inteiro, Senhor.
Deixa eu partir
Se você não vinha pra ficar,
por que bateu na minha porta?
Por que falou de futuro
sabendo que seu coração era ida?
Não se acende um fogo no escuro
e depois culpa a chama por queimar.
Sentimento não é brincadeira,
nem algo que se aprende a desligar.
Eu tentei ser forte, juro que tentei,
mas amor não aceita meio-termo.
Quando você ficou pela metade,
levou inteiro tudo o que era meu.
Agora recolho o que sobrou de mim
e peço silêncio pra poder seguir.
Se não era amor,
me solte da dor,
me deixa em paz,
deixa eu partir.
Se a fé não te confronta,
ela não é viva.
Se o Reino não fere,
virou narrativa.
Deus não implora atenção,
fecha a porta à indecisão.
Graça não é anestesia,
é cirurgia sem aplauso.
Cura o que dói arrancando,
não negocia o caos.
Quem chama cruz de exagero
nunca morreu por dentro.
O chamado não pede plateia,
pede entrega e silêncio.
Ou tudo se rende ao fogo,
ou vira gesto encenado no tempo.
Não há meio-Reino,
nem trono dividido.
Quando a porta se fecha,
não é castigo, é verdade:
fé que adia obediência
já escolheu a metade.
E Deus segue sendo Deus,
mesmo quando você não entra.
A mesa está exposta
A mesa está exposta,
o pão não pergunta quem vem,
o convite atravessa a noite
e chama quem ainda acredita.
Os primeiros recusaram,
tinham campos, horários e certezas,
mas o Reino não espera desculpas
nem se fecha por rejeição.
Então chegam os feridos da estrada,
os invisíveis, os que não foram chamados,
sentam-se sem títulos,
apenas com fome.
E ainda há lugar,
sempre haverá lugar,
porque a graça não se esgota
e a mesa não se recolhe.
Chama do Destino
Nasceu pequena,
quase um sussurro,
entre o acaso e o querer não dito.
Uma centelha tímida no escuro,
como se o destino respirasse comigo.
Cresceu no tempo,
ardendo em silêncio,
iluminando caminhos
que eu temia pisar.
Queimou dúvidas,
aqueceu ausências,
fez do medo apenas cinza no ar.
Mesmo quando o vento tentou apagar, ela dançou,
firme, contra a noite.
Pois há chamas que
não pedem permissão:
existem para arder,
custe o que custar.
E sigo, marcado por essa luz antiga,
sabendo que não fui eu quem escolheu.
Foi a chama do destino que me encontrou e, ao tocar meu peito, escreveu quem sou.
Caminhada
O chão não prometia facilidade,
ainda assim, eu fui.
Os pés cansaram cedo,
pediram pausa,
não rendição.
Parei à beira da estrada,
bebi água morna,
olhei pro nada
até o nada responder
com um canto manso.
A noite veio longa,
o sabiá insistia,
e o sertão, em silêncio,
seguia bonito
sem pedir prova.
Peguei o violão
e cantei com o passarinho.
Era amor queimando baixo,
chama viva
no meio do caminho.
Quando cheguei,
não havia aplauso —
havia braços.
Abracei minha família
e agradeci pela caminhada.
Ô pátria amada
Ô pátria amada
Não deixaremos morrer
Ô pátria amada
Sempre vamos
lutar por você
A cada dia que passa
A nação está em chamas
Não é o fogo que traz vida
É o fogo que espalha a morte
Precisa renascer das cinzas
Enquanto muitos ainda destroem
Tu és braseiro
Brasa viva,
pátria amada
Ainda há sementes no chão
Ainda há mãos que sabem cuidar
Do meio da fumaça nasce o amanhã
E a esperança não deixou de brotar
Ainda há um amanhã sendo gestado
No coração de quem não desistiu
A mesa ainda está posta.
Não porque fomos dignos,
mas porque a graça chegou antes
e preparou lugar no deserto.
A mesa ainda está posta.
Pão partido lembra o corpo entregue,
o cálice anuncia aliança
que não depende do nosso acerto.
A mesa ainda está posta.
No meio, a cruz não acusa —
ela explica o amor
que escolheu ficar.
A mesa ainda está posta.
Senta sem medo. Aqui,
a graça não pergunta o passado,
apenas chama pelo nome.
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