Nao Conto Detalhes e muito menos

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É mãe (Liliany De Almeida), acontece que eu não consigo ver nada melhor do que esse texto para, no dia de hoje, transmitir tudo que sinto por você...Acontece que hoje, com meus vinte de dois anos, jovem, muito jovem é claro, vejo nesse texto algo muito além. Hoje vejo com outros olhos o que há onze anos atrás eu escrevi num pedacinho de papel, no chapeuzinho vermelho. Você foi a primeira a me ensinar a amar, a respeitar, a dar valor à vida, aos amigos, aos familiares. Toda vez que dividiu suas angustias, medos, e principalmente felicidade.Todas as vezes que estava do meu lado quando eu passava pelas mesmas coisas e ultimamente estamos passando ainda mais, pela Arquitetura.
Oamor de mãe, pra mim é a coisamais singular que existe no mundo, o amor acolhedor, o amor que ensina, que provoca risos, lágrimas, que faz com que eu me sinta especial, protegido. Nos seus braços eu sinto o verdadeiro amor, aquele que não existe em quase lugar algum.
Saiba de uma coisa; eu te amo, e muito. Amo mais que conseguiria amar qualquer outra coisa, qualquer outro alguém. A ligação que temos, é forte demais. É o mesmo sangue, a mesma carne, a mesma profissão (hahaha).
Agora, espero que toda vez que lembrares daqueles meus textinhos com desenho, daquelas mal escritas, cheio de garranchoveja o seu significado com outros olhos. Sei que não existem palavras suficientes pra descrever tudo que sinto por você, e mesmo que houvesse, ainda assim não seriam suficientes. Nosso amor é transcendente, está acima de tudo aqui. Espero que com essas palavras tenha conseguido te mostrar apenas uma fração de tudo que por ti sinto, de tudo que sou agradecido. Escrever issosignificam para mim muito mais do que te dar qualquer outro presente, pois isto aqui, vem do coração, vem com sinceridade, vem com amor. Feliz dia das mães. :)

“Medo”

Eu tenho medo.
De entregar-me ao sentimento
De ver você, e não resistir,
Medo de se entregar ao meu desejo.
Tenho medo de dormir!
Dormir e com você sonhar,
Sonhar com seu beijo.
E com este beijo, me entregar.
E entregando-me, venha me ferir,
Me ferido, me tire o desejo.
Desejo pela vida.
Medo de se tornar seu brinquedo.
Que me deixe sem saída.

23/07/2010

Meu erro foi te amar, foi pensar.
Foi querer te dominar
Mas o domínio, não foi total.
Os meus erros foram eternos,
Não posso, não quero,
Não terei, mas a chance...

E os planos e os sonhos?
Tudo se foi como um pequeno rascunho... amassado
Jogado em uma lareira acessa que em um simples segundo,
Virou cinza.
Mas isso não importa, pois tudo um dia vira cinza.
O que importa e se chama foi bela

Mas vale uma verdade dita com sinceridade
Mesmo que possa causar um magoa profunda
Do que contar mil mentiras sem conclusão
E além de tudo cair em contradição

Por que tudo isso, por mim?
Por meus erros? Isso não importa.
Meu coração é forte, e consegue se reconstruir.
A cicatriz irá ficar, a lembrança irá ficar.
A magoa ira ficar, mas tudo passa.
Tudo sempre irá passar

Depois de um rigoroso inverso
Sempre a um novo verão
Com o sol quente e noites enluaradas
E um novo coração
Recuperado de tanta ingratidão.

Todo mundo tem um anjo.
Um guardião que nos protege.
Não podemos saber
que forma vão tomar.
Um dia, um velho.
No outro, uma garotinha.
Mas não deixe as aparências enganá-lo.
Eles podem ser tão cruéis como qualquer dragão.
Podem não estar aqui pra lutar nossas batalhas,
Mas, sussurram em nosso coração.
Lembrando que somos nós.
Que cada um de nós que tem o poder
sobre o mundo que criamos.
Podemos negar que nossos anjos existam...
Nos convencer de que não podem ser reais...
Mas eles aparecem de qualquer maneira.
Em lugares estranhos.
Em tempos estranhos.
Podem falar através de qualquer personagem que possamos imaginar.
Gritarão através de demônios se precisarem...
Nos chamando...
Nos desafiando a lutar.
Você vê, sua luta pela sobrevivência...
Começa agora mesmo.
Você não quer ser julgada?
Não será.
Acha que não é forte o bastante? Você é.
Está com medo? Não fique.
Você tem todas as armas que precisa. Agora, lute!
Quem honra aqueles que amamos
pela vida que vivemos?
Quem envia monstros para nos matar
E, ao mesmo tempo,
canta que nunca vamos morrer
Quem nos ensina o que é real
e como rir das mentiras
Quem decide quem vai viver
ou morrer se defendendo?
Quem nos acorrenta e quem tem a chave
que pode nos libertar? É você.
Você tem todas as armas que precisa.
Agora lute!

Sucker Punch

Nota: Sucker Punch (2011)

Longe

Não passa um carro sequer
Todo comércio fechou
Não tem satélite algum transmitindo
notícias de onde eu estou
Nenhum email chegou
Nem o correio virá
E eu entre quatro paredes sem porta
ou janela pro tempo passar
Dizem que a vida é assim
Cinco sentidos em mim
Dentro de um corpo fechado
no vácuo de um quarto no espaço sem fim

O destino, isso a que damos o nome de destino, como todas as coisas deste mundo, não conhece a linha reta. O nosso grande engano, devido ao costume que temos de tudo explicar retrospectivamente em função de um resultado final, portanto conhecido, é imaginar o destino como uma flecha apontada diretamente a um alvo que, por assim dizer, a estivesse esperando desde o princípio, sem se mover. Ora, pelo contrário, o destino hesita muitíssimo, tem dúvidas, leva tempo a decidir-se.

Imprevisibilidade da Vida, por Saramago

Hoje descobri que desperdicei muitas chances... Talvez Deus tenha me dado, ou talvez não tenha sido ele. Mas, o caso é que eu tive muitas chances e possibilidades, mas, não aproveitei... Pessoas me alertaram, mas, não ouvi...
Peço desculpas, se por acaso alguém eu decepcionei, ou deixei algo de falar...
Não sei dizer se foi o medo ou vergonha, timidez ou falta de atenção!
Só sei que as desperdicei...
Acho que me sinto um pouco reprimido, e, as vezes a timidez me controla, essa sensação só pára quando começo a escrever. Então vou dizer o que realmente eu penso quando escrevo:
Sou poeta reprimido, no escuro, escondido, não sou querido, nem um pouco entendido, de certos assuntos eu não sei, as rimas que faço não seguem lei. Pacientemente espero, para escrever um poema, penso, mas, dificil é encontrar um tema.
Minha mente eu expandi e não segui um dilema, meu cérebro pensa, e repensa, mas, se fragmenta as palavras só se unem no papel, então eu acho que os pensamentos vêm do céu.
Apesar disso tudo ainda acho que não sou compreendido, mesmo que eles tenham lido e entendido, as simples palavras, que simplesmente não estão expostas na minha cara, eles me olham, mas, não conseguem compreender, a dor que sinto quando tento escrever.
Dizem que este é um talento de um grande e verdadeiro poeta, mas, não sei se entrei na porta certa, meu caminho ainda quero encontrar, sendo um poeta escondido, só no simples ato de pensar!
Agora vou seguir a minha própria filosofia de vida: "O futuro pertence às pessoas que acreditam na beleza dos sonhos, então não deixarei o medo de errar me impedi de sonhar".
Sei que será difícil ou quase impossível recuperar, mas, se alguém quiser estou aqui onde sempre estive, mas, agora tentando viver sem medo ou vergonha, falta de atenção ou timidez...!

Esclarecendo que no dia 2 de Abril,não comemoramos o Autismo,mas tentamos mostrar a importância de saber mais sobre ele ,e assim termos viva em nós(mães de autistas ou autistas) a esperança de dias brandos,sem vulcões coloridos em erupção.Sem canções de notas confusas que trazem a confusão e ao mesmo tempo a empolgação ...
Não é dia de festa,porque ainda que amamos nossos anjos com toda nossa força,não desejamos que eles viessem à este mundo com outro mundo dentro deles...Mas os amamos,nos doamos,desabamos em lágrimas quando ninguém vê...ninguém escuta,ninguém sabe,mas eles sentem tudo que sentimos.E é a convivência com eles,que nos torna especiais e fortes,a ponto de não desfalecermos nunca,mas acreditarmos sempre, que ainda haverá calmaria nesse mar bravio ...

MULHER NÃO É OBJETO - POR (FdePaula P Costa)
Mulher não é vassoura pra usar quando quiser.

Mulher não é tapete pra você limpar o seu pé..

Mulher não é geladeira pra você deixar trancada.
E vir procurar ela quando quer água gelada

Mulher não é botijão pra ta casada com o fogão..

Não é seu guardanapo pra você limpar a mão.

Muito menos sua cachaça de provar e jogar no chão.

Mulher não é sua cama pra você deitar e rolar..

Então respeita ela e para de lhe maltratar

Não é um endereço pra você apontar o dedo, e dizer que é perigoso só pra ela sentir medo..

Não é saco de pancada pra você ficar treinando.

Ou você se acha o tal enquanto ela está chorando..

Não é sua sandália pra você ficar pisando...

E nem seu mega fone pra você ficar gritando....

Mulher é joia rara eu acho bom ficar esperto, trata ela como dama e não como objeto..

Mulher não é quebra mola pra você passar por cima..

E nem montanha russa pra te dar adrenalina...

Não é o seu parquinho pra você se divertir..

E não é obrigada a ter que sorrir pra ti..

Não é liquidação pra ti pegar e sair correndo...

Também não é buzão pra dar sinal, e cair pra dentro..

Não é ventilador pra tá girando ao seu redor...

Se não ta dando certo deixa ela e fique só.

Você não pode agredir-la e faça disso uma lembrança..

Tô cansado de ver corpo de mulher em ambulância...

Quebrada, violentada, agredida, esquartejada

Por um bando de canalhas que pra mim não valem nada.⁠⁠⁠⁠..

"Se não posso conter um sorriso, deixo que ele “escorra” pelo meu rosto. Permito que usufrua de todos os músculos da minha face. Aceito que encontre abrigo nos extremos das bochechas, e se apegue a cada cantinho que alcança.
Se sorrir é o melhor “remédio”, que eu nunca fique sã!" —

Hoje quando acordei eu decidi não vou sofrer, mais não.
Eu não tenho medo de perder o meu coração pra você.
Tantos dias sofri sem saber o porquê.

Eu quero ver flores no campo.
Os raios do sol.
Eu quero que passem as nuvens negras.
Eu quero você nos meus olhos na luz da manhã.
Eu quero o reflexo do nosso amor.

Hoje quando acordei eu prometi quero viver mais.
Já te olho sem ter que sofrer pra me entregar a você.
Tantos dias perdi sem saber o porquê.

Eu quero ver flores no campo.
Os raios do sol.
Eu quero que passem as nuvens negras;
Eu quero você nos meus olhos na luz da manhã.
Eu quero o reflexo do nosso amor.

Eu te quero como tem que ser.
Eu te espero não vou mais sofrer.
Eu te quero como tem que ser.
Tantos dias eu perdi.
Tantas noites sem saber o porquê.

Com o tempo talvez eu vá embora, porém, peço
que não chore, não deixe escorrer pelo rosto
lágrimas de tristeza. Sorria mesmo que isso pareça
dificil, na verdade, sorrir é o que os
sensatos fariam nessa situação.
Com o tempo você descobrirá, o quanto era
bom tudo que eu tentava mostrar-te, contudo, você sempre
tão nas nuvens, não percebia. Não percebia que apenas,
o que de eu tentava fazer, era com que você me amasse
do fundo do coração.
Palavras não eram, e ainda não são, apenas disfarces,
disfarces de desaforos, desabafos e desilusão, desilusão
com atitudes e escolhas que pareciam erradas, mais
erradas mesmos eram as conclusões que eram tomadas.
Com o tempo, talvez, eu não tenha mais tempo,
de bajular e galantear, talvez eu não tenha mais tempo
a perder. Talvez eu não tenha mais forças, talvez eu não
tenha mais esperanças, de que um dia algo de bom possa
ainda acontecer.
Quando, com o tempo, eu for embora, de verdade,
quero que você se acabe de chorar, pois seria muita ignôrancia,
de novo, desprezar oportunidades tão raras, de poder
ser feliz. Apenas porque acha que deve seguir suas intuições
naturais, e nem sabe de verdade que não há nada de
natural em se amar alguém.

Eu já não sei como é o seu cheiro mas
Se eu sentir novamente tenho certeza
que lembrarei.
Eu já não lembro mais como é o seu abraço
mas se colocarem uma faixa sobre os meus
olhos e te abraçar tenho certeza que lembrarei
sinto sua falta
te amo eternamente Débora cristina
06/12
06/06

"Tenho alma de borboleta mesmo.
Gosto de ficar no meu mundinho,
Não me force a sair dele.
Isso me mataria.
Minhas asas me dão liberdade de ir para onde quiser,
Minha metamorfose me colore.
Abra sua mão, eu pousarei,
Feche sua mão, eu passarei longe.
Me feche em sua mão e eu morrerei para sempre..."

Saudades...
Da época de criança, das brincadeiras inocentes, que hoje já não são tão inocentes assim. Das tardes em que eu passava fazendo exatamente nada, que hoje já são tão movimentadas. Saudade de quando eu era ingênua, de quando eu não entendia nada, das épocas que eu só ouvia, e não precisava dar minha opinião, por isso não era criticada. Saudade de quando todos faziam as minhas vontades, que eu era a princesinha da casa. Saudade...
Saudade de quando eu acreditava em papai Noel, coelhinho da páscoa e príncipe encantado.
Pensa que eu tinha certeza que existiam príncipes, a, e não eram príncipes comuns, eles chegavam em um cavalo branco e eram perfeitos e eu tinha certeza que era mentira que eles viravam sapo, mas com a vida a gente aprende a acreditar, ou não acreditar.
Na verdade, a gente aprende a ouvir, a entender, a viver.

Eu não abri mão de um sonho por medo de sonhar.
Eu abri mão... pois quando ele se tornou realidade, a minha realidade não conseguiu este sonho carregar.
Vou lembrar dele como um sonho, daqueles do qual não se quer acordar.
Minha realidade é bem diferente, mais não me impedirá de continuar a sonhar.
Seja sonho ou realidade, o fato é que NUNCA deixarei de te amar (...)

Repressão significa viver uma vida que não é o seu destino. Repressão é fazer coisas que você nunca quis fazer. Repressão é ser uma pessoa que você não é. É uma forma de se autodestruir.

Repressão é suicídio, um suicídio lento, é claro, mas certamente um lento envenenamento.

Expressão é vida, repressão é suicídio. Não viva uma vida reprimida, do contrário você não viverá. Viva uma vida de expressão, criatividade, alegria. Viva de forma como a existência desejou que você vivesse: da forma natural.

Ouça seus instintos, ouça seu corpo, seu coração, sua inteligência. Dependa apenas de si mesmo, vá aonde quer que sua espontaneidade o leve, assim você nunca estará perdido.

E, seguindo espontaneamente sua vida natural, um dia você acabará chegando às portas do divino.

Penso às vezes que, quando eu estiver pronto, embora não
tenha a menor idéia de como possa ser estar-pronto, um dia, um dia
comum, um dia qualquer, um dia igual hoje, vou encontrar você claro e
calmo sentado no Bar, à minha espera. Na mesa à sua frente, um copo
de vinho que você vai erguer no ar feito uma saudação, até que eu me
aproxime sem que você desapareça, para que eu possa então te abraçar

TALVEZ EU NÃO SEJA DO TIPO NAMORÁVEL

Cansei de jogar a culpa nos outros, a verdade é que eu não sou uma pessoa fácil. Demoro para ser cativado, tenho dificuldades para perdoar mentiras e minha sinceridade quase sempre afasta as pessoas de mim. Quando as pessoas falam “eu te amo” na primeira semana eu fico com o pé atrás pensando: “de duas uma, ou ta falando isso só para ver se eu vou dizer se também amo, ou de fato não deve dar o mesmo valor que dou para um eu te amo”, enfim... Ando meio cético no terreno dos sentimentos e tenho desenvolvido o péssimo hábito defensivo de querer descobrir primeiro o defeito das pessoas, na tentativa frustrada de depois não ser surpreendido. E sabe o que eu descobri com tudo isso? O óbvio: que ninguém é perfeito, que todo mundo tem defeitos e que se procurarmos motivos para não ficar com alguém, sempre vamos encontrar vários. E em meio a qualidades e defeitos de pessoas que eu mal conheço, eu me pergunto: “Será que eu conseguiria conviver com isso a longo prazo?”, “Será que com o tempo essa pessoa vai continuar a sorrir quando eu contar as minhas piadas sem graça?” “Será que se eu não ligar, ela vai me ligar?”, “E se eu ligar? Como eu vou saber se ela teria me ligado?”,”Como poderei saber se sou ou não indiferente pra ela?”. No fundo, eu sei que todo esse questionário se resume a uma palavra: medo. É o velho medo de sofrer... Existe uma frase do Paulo Coelho (eu nunca pensei que um dia fosse citar Paulo Coelho, mas esta frase é realmente muito sábia), que diz: “O medo de sofrer é pior que o próprio sofrimento”. E mesmo sabendo disso, a gente continua a temer. Afinal, é natural ter medo de andar em labirintos, depois que se descobre que existem armadilhas nele. Antes disso a gente anda no labirinto e mesmo não sabendo para onde estamos indo, não nos sentimos perdidos. Engraçado essas coisa, né?! E levando em consideração as minhas feridas abertas, meu traumas, medos e fantasmas eu cheguei a conclusão que talvez eu não seja do tipo namorável, mesmo que uma outra parte de mim discorde, a parte racional é a quem escreve agora. E eu queria poder dar voz a minha outra parte, aquela que só quer um pretexto para por meu lado romântico em prática, mas isso me torna tão vulnerável... Sabe, a gente se abre, a gente acredita, a gente sonha e depois quando as coisas não dão certo, damos um jeito de nos culpar por isso. Mas é besteira esse lance de se culpar por acreditar, porque agora vejo que bem pior do que se culpar por ter acreditado em algo que não deu certo é não conseguir acreditar mais em nada. É... Talvez eu não seja do tipo namorável, talvez eu deva dar um tempo das pessoas, ou admitir que eu sou um solteiro convicto. Mas a verdade é que eu não sou, e por mais que eu queira convencer meu lado racional disso eu não consigo. Porque quando meu Eu racional diz “talvez eu não seja do tipo namorável” o meu Eu emocional responde em um lonnnnnnnnngo e pesado silêncio, e mesmo sem proferir uma única palavra, neste silêncio impossível de ignorar, é como se ele dissesse: “hey, eu ainda estou aqui viu?!”. Talvez eu não seja do tipo namorável, mas talvez eu seja mais do que aquilo que o meu racional diz. Talvez eu seja até um sonhador, um bipolar, um lunático, um romântico, talvez eu seja a minha ultima esperança.

SAUDADES DE NÃO SEI O QUÊ

Pensei bem e decidi: vou largar a barra da saia da mamãe. Deixar pra trás a cama sempre arrumada, as roupas limpas, o leite no pires. Não quero mais ganhar presentes sem merecer, nem afagos a qualquer hora do dia. Me cansei dessa vida de filho único. Estou com saudades de não sei o quê; só sei que é de coisa que não vivi. Não quero mais gastar meus dias entre livros. Não quero mais perder a noção do tempo imerso num mundo que não é o meu. Preciso descobrir o que existe do outro lado; sentir o perigo perto. Quero sentir medo. Quero sentir paixão; sentir o sangue pulsando agitado da ponta dos pés às orelhas.

Quero a prova de que tudo o que ouço é verdade. Quero experimentar novos sabores… azedos demais, salgados demais, amargos… Preciso de um corte no dedo que cicatrize sem curativo. Preciso esperar no ponto por um ônibus que não vai chegar nunca; e vou olhar para o relógio mil vezes enquanto isso. E quando todas essas coisas já forem rotina para mim vou correr na chuva, chorar ouvindo uma música, pegar um resfriado, ficar na cama sentindo a solidão, esperar telefonemas que não vão acontecer.

Mas quando a felicidade me pegar de jeito, vou senti-la plenamente em cada poro, em cada célula do meu corpo. E celebrá-la, como se eu pudesse ser o último no mundo a senti-la.

Abro os braços, inspiro fundo e me lanço da janela. Quatorze metros e meio até o chão. Restam seis vidas.