Nao Consigo te Odiar
Palavra não é enfeite. Palavra é semente. Algumas dormem anos. Outras esperam a pessoa virar quem aguenta viver o que disse.
Eu aguentei..
E o mundo, meio contrariado, obedeceu.
Cheguei num ponto em que a fala alheia
bate e não fica, passa e vagueia.
Olho, escuto, deixo ir,
não me moldo pra caber em ti.
Aprendi que silêncio também é proteção,
que nem toda guerra merece reação.
Se custa minha paz, não vale insistir.
Nada vale a pena se for pra me partir.
Família.
Não é quem divide sangue. É quem divide silêncio sem constrangimento.
Quem fica quando não sobra nada bonito pra oferecer.
Quem te chama à razão sem te diminuir.
Quem segura a barra quando você já largou tudo por dentro.
Família não é perfeita, é funcional.
Se dói o tempo todo, não é laço, é peso.
Se exige que você se apague, não é amor, é controle.
O resto é discurso pra enfeitar abandono.
A vida não anuncia quando vai surpreender.
Ela só abre a porta
e coloca alguém que muda o clima do ambiente.
Pessoas incríveis não chegam fazendo barulho.
Elas chegam alinhando o caos.
Organizam o que estava bagunçado só com presença.
São aquelas que não pedem palco,
mas iluminam o cenário inteiro.
Não vêm para preencher vazio.
Vêm para expandir quem você já é.
Elas não te salvam...
te lembram da tua força.
Não te prendem...
te impulsionam.
E quando cruzam seu caminho,
é como se o mundo dissesse:
“Agora você está pronta para algo maior.”
Mas existe um detalhe que poucos entendem:
pessoas incríveis não ficam onde não são valorizadas.
Elas são encontro.
Não insistência.
Então, se a vida te apresentou alguém assim,
não trate como acaso.
É presente.
É espelho.
É oportunidade de crescer junto.
E, às vezes…
é a prova silenciosa de que você também se tornou incrível.
Não foi fraqueza.
Foi entrega.
A gente não erra por amar.
Erra por aceitar pouco quando está oferecendo tudo.
Muita gente se apaixona por versões.
Pela pessoa que existe na madrugada,
na conversa intensa,
na promessa sussurrada,
no “talvez um dia”.
Mas caráter não aparece só no que alguém diz no privado.
Aparece no que assume no público.
Quem te esconde, já está escolhendo.
Quem te mantém em espera, já decidiu.
Quem vive de versões, nunca oferece verdade inteira.
O problema nunca é sentir demais.
É sentir sozinho.
E quando a incoerência vira rotina...
Mentira descoberta,
decepção engolida,
esperança renovada...
Não é amor que sustenta.
É apego.
Dói perceber que se foi opção enquanto acreditava ser escolha.
Dói entender que intensidade não transforma quem não quer mudar.
Mas há uma virada silenciosa nisso tudo:
Não é fracasso amar forte.
Fracasso é permanecer onde não há respeito.
Quem não te assume na luz
não merece teu amor no escuro.
E um dia a dor vira lucidez.
E a lucidez vira limite.
E o limite vira dignidade.
E a partir dali,
ninguém mais te mantém...
Ou te escolhe
ou te perde.
Quem não te assumi na luz
Não merece o teu amor no escuro
______________
Ou te escolhe..
Ou te perde.
