Nao Consigo te Odiar
Ela não estava caindo.
Era apenas um abraço que não cabia somente em dois corpos.
Cabia um turbilhão de sentimentos,
um desejo quase silencioso de não largar mais.
Havia algo de mágico naquele instante.
Do abraço vieram os olhares.
E os olhares se encontraram,
como se também soubessem exatamente o que estava acontecendo.
Naquele momento, não existia vontade de estar em outro lugar.
Existia apenas a vontade de permanecer ali.
E, quando finalmente fosse preciso sair,
já nasceria a vontade de voltar.
E então olhar para aquele rosto…
perceber que a beleza não estava apenas nos traços,
mas na magia que fazia tudo parecer mais bonito.
Sentir as mãos soarem,
o corpo tremer,
o coração denunciar aquilo que a boca ainda não consegue dizer.
Porque talvez alguns encontros não precisem de explicação.
Talvez o corpo simplesmente reconheça aquilo que a alma estava esperando.
Ela não estava caindo.
Estava apenas se permitindo ficar.
K.B
Talvez o que esteja me confundindo não seja exatamente o que sinto, mas o fato de eu não saber o que fazer com isso.
Passei tanto tempo aprendendo a me reconstruir, a não criar expectativas, a não me entregar antes de ter certeza, que agora qualquer coisa que desperte algo em mim parece exigir uma resposta que eu ainda não tenho.
Existe uma parte minha que quer mergulhar, conhecer, viver o que está surgindo sem tentar controlar. E existe outra que observa tudo de longe, procurando sinais, tentando entender se estou diante de algo real ou apenas encantada pela sensação de voltar a sentir.
E é estranho.
Porque eu não sei se devo me aproximar ou esperar. Se devo demonstrar ou guardar. Se devo confiar no que meu coração está dizendo ou ouvir aquela voz que insiste em perguntar: “e se você estiver entendendo tudo errado?”
Talvez eu esteja procurando uma certeza que só o tempo pode me dar.
E, enquanto ela não vem, fico aqui, nesse lugar entre a razão e a vontade, tentando descobrir não apenas o que estou sentindo, mas quem eu me torno quando alguém consegue despertar em mim aquilo que eu já tinha aprendido a deixar adormecido.
K.B
Talvez a minha maior confusão seja não saber o que fazer com aquilo que estou sentindo.
Depois de tanto tempo me reconstruindo, de aprender a seguir mesmo com medo, eu me vejo diante de algo que não sei nomear. E isso me intriga.
Não sei se estou sentindo de verdade ou apenas sentindo novamente. Não sei se é vontade, curiosidade, carência, adrenalina ou algo que pode se transformar em sentimento.
Uma parte de mim quer se permitir. Outra quer entender antes de se entregar.
E fico nesse lugar estranho entre querer sentir e ter medo do que sentir pode me fazer. Entre esperar, agir, recuar ou simplesmente deixar acontecer.
Talvez eu só esteja tentando descobrir como reagir a algo que, pela primeira vez em muito tempo, conseguiu me tirar do lugar onde eu estava tão acostumada a ficar.
K.B
Não sei… talvez eu tenha medo de perder isso antes mesmo de descobrir o que é.
Às vezes me pego pensando se ela também está pensando em mim, e, quando percebo, minha cabeça já foi longe demais. Cria possibilidades, interpreta silêncios, transforma pequenos sinais em perguntas que não sei responder.
E então vem a voz dela na minha cabeça.
Será que eu estou sentindo demais?
Será que ela sente alguma coisa também?
Será que eu deveria me aproximar ou esperar?
Será que estou confundindo vontade com sentimento?
Talvez seja isso que mais me assusta: não saber qual dessas perguntas merece uma resposta.
Porque eu quero sentir, mas também quero entender. Quero me permitir, mas não quero me perder. E, no meio de tudo isso, fico tentando descobrir como se reage quando o coração começa a querer alguma coisa antes que a razão consiga explicar o quê.
K.B
A nova geração fala em ganhar dinheiro, mas dinheiro não se ganha, se conquista, com muito trabalho e suor, seu ou dos outros!
Quando a espera parecer longa, lembre-se:
Deus não se atrasa;
Ele nos encontra no tempo em que aquilo que buscamos também está pronto para nos encontrar.
Não permita que uma derrota passageira apague a esperança de novas conquistas. Não deixe que uma perda faça você esquecer tudo o que ainda pode viver, realizar e compartilhar.
Pra pensar a falta Lacaniana: Falta em si e não em ser : Não se trata de uma falta no ser, mas de uma falta em si — aquilo que falta não é o sujeito, mas algo que ele busca em si mesmo. Não é a falta disto ou daquilo, mas a falta do ser através da qual o ser existe
Não há apoio para o amor... como eu já lhe disse: dar amor é, precisamente e essencialmente, não dar nada do que se tem, porque é precisamente na ausência de algo que existe uma questão de amor.
A sublimidade não é prepotência, nem pecado, nem crime...
É só uma evidência que define o ato da essência que vive!
O erro de Dalila não foi apenas tirar as forças de Sansão, mas esquecer que, no silêncio de sua queda, as colunas da ilusão também desabam sobre quem o traiu."
Sou um Deus, não tenho o porquê me desenvolver como os serviçais deste universo. Eu também tenho meus planos.
Ou as crio.
"Os povos não são escravos porque obedecem, mas porque confundem a voz de seus líderes com a própria consciência; e assim, aclamam como virtude o que não passa de hábito de submissão disfarçado de esperança."
"A filosofia não mora nas respostas, mas no incêndio que suas perguntas acendem nas sombras do óbvio—sua alma é a única fagulha capaz de incendiar uma eternidade adormecida."
