Nao Consigo te Odiar
No silêncio ensinei as harmônicas dos tempos passados, muitos ouviram e não ensinaram, e no faz de contas brincavam, então fazendo tudo, graça e compaixão do tempo, pela coragem do grito que a ninguém fere.
Afeto é algo do ser uma importância que não possui valor econômico é amor de pai para filho, uma graça de mãe; livre de feitiços.
Não mate nossa saudade com encontros em sonhos não encarnados, aguardando com sabedoria o tempo dos hibernardos.
Beijos que não tiram folegos, são dados por você, que aprendeu o mergulhar no reviver, milhares é pouco pra saúde, que tens no direito de sua história perceber.
Energia sem compromisso é comprometimento cardíaco, e, sem química, não sei se existe paraíso; rigidez é sempre falta de serviço.
Não podemos nos preocupar com a auto destruição de ninguém, agora, ajudar com alegria os que humildemente veem, castas de família "ad quem".
Podes diminuir o tempo de nossas distâncias, já que a força de nossa vontade, em, encontros, não se abala, após ou mesmo em sonhos, ainda, em estados etéreos.
Há uma sabedoria que não se deixa aprisionar em frases — ela escorre pelas frestas do instante, habita o que não se explica, apenas se percebe.
O silêncio não é vazio — é linguagem sem pressa.
O vento não é apenas movimento — é recado em passagem.
A folha que cai não morre — ensina o tempo a desprender.
Entre uma palavra e outra, há um mundo inteiro acontecendo — e quase sempre é ali que a verdade se revela.
Aprender a perceber — é mais do que ouvir — é afinar a alma para aquilo que não grita.
Porque há, sim, muito sendo dito —
e o essencial… quase nunca faz som.
— Paulo Tondella
