Nao Consigo te Odiar
*The last letter, 1956*
Meu amor, minhas palavras já não dizem nada
Eu nem sei quando elas perderam a credibilidade
Só sei que aconteceu entre desculpas e arrependimentos
Talvez nem todas de coração
Talvez nem todos genuínos
Peço perdão novamente, mesmo você não acreditando no que eu digo
Suplico por uma visita, uma vista, um olhar
Nem que seja de ódio
Só peço sua atenção mais um vez, mesmo sem a presença da velha confiança que tínhamos.
Sinto falta da certeza de que tudo daria certo, da paixão, do sonho e do desejo, almejo meu orgulho de volta
Queria poder te ter aqui comigo mesmo não sendo possível.
Não vou te pedir para voltar pois seria egoísmo mas preciso me despedir.
Assim termino a derradeira carta, a irmã mais velha que é diferente das outras, que é fria e não demonstra o que sente
O adeus que eu nunca achei que escreveria
Daqui uns anos você vai revirar o entulho que éramos
E entre anotações de amor e súplicas irá encontrar ela:
A última carta.
Att.: A não mais sua ...
Se deseja chegar a lugares que muitos não chegam. Você deverá trilhar caminhos que muitos não trilham!
Caminhei por caminhos nos quais não optei por caminhar. E quando voltei para a moradia em minha mente, eu trouxe comigo despercebidas tempestades e sombras.
Não teríamos ciência sem jovens pesquisadores. Mesmo os gigantes um dia foram jovens, aprendendo ABC.
Quando entendemos que o nosso lugar é lado a lado e não atrás, paramos de correr atrás de quem não quer andar junto com a gente.
Ser humilde não significa nos diminuirmos, nos desvalorizarmos, nos rebaixarmos. Ser humilde é ter consciência de que somos imperfeitos e limitados, que ninguém é pior, nem melhor que ninguém.
A diferença está em o que cada um tem a proporcionar de verdade e não de superficialidade.
Ricardo Baeta.
Sou tão livre que as vezes me emociono. E não há tristeza, tô calma! O choro é de liberdade. É que nem sempre foi assim.
Esse cara com covinhas é o Pran. Eu era proibido de ser amigo dele. Mas não éramos crianças exatamente obedientes.
