Nao Consigo te Odiar
Esconde a dor
Mas não dos olhos
Mas cuidado pra vc não pirar
Não quer se machucar
E não quer mais chorar
Já deixou pra trás tantos sonhos
Mas cuidado para não despestar
É preciso sonhar pra poder alcancar
Olha lá em cima ainda existe um sol
Mesmo que essa chuva te molhe mais
Ainda não é o fim da dor
E quando eu nao sei
Se a dor insiste quando esta só
Eu peço pra vc olhar pra mim outra vez
Eu sei que vc procura a paz
Fala pra depressão sai
Que eu quero ser feliz
Que eu vou ser feliz
Esconde a dor
Mas não dos olhos
Mas cuidado pra vc não pirar
Não quer se machucar
E não quer mais chorar
Já deixou pra trás tantos sonhos
Mas cuidado para não despestar
É preciso sonhar pra poder alcancar
Olha lá em cima ainda existe um sol
Mesmo que essa chuva te molhe mais
Ainda não é o fim da dor
E quando eu nao sei
Se a dor insiste quando esta só
Eu peço pra vc olhar pra mim outra vez
Eu sei que vc procura a paz
Fala pra depressão sai
Que eu quero ser feliz
Que eu vou ser feliz
Olha lá em cima ainda existe um sol
Mesmo que essa chuva te molhe mais
Ainda não é o fim da dor
E quando eu nao sei
Se a dor insiste quando esta só
Eu peço pra vc olhar pra mim outra vez
Eu sei que vc procura a paz
Fala pra depressão sai
Que eu quero ser feliz
Que eu vou ser feliz
Eu sempre digo, eu sou o erro
Acertando, estou errado
E mesmo quando eu não erro
Eles me julgam culpado
A separação não é só quando um dos dois vai embora. A separação também é quando os corpos continuam perto, mas os corações se desligam.
Não temos todas as respostas da vida, mas nossas incertezas são maiores que a vontade de desistir de buscá-las...
Velha casa de meus pais,
Eu não te esqueço jamais
Por esta existência em fora,
Só porque tu me retratas
As fantasias mais gratas
Daqueles tempos de outrora!...
Mamoeiro! Bananeira!
Joazeiro! Goiabeira!
- Que cinema sem igual!
Jogando sobre as alfombras
Um rendilhado de sombras
Na tela do teu quintal!
E aquela batida longa
Da cantiga da araponga
Que entre os rasgos do concriz
E os estalos do canário
Ia formando o cenário
Daquela quadra feliz!
Mas o tempo - este malvado!
Para matar o meu passado,
Numa explosão de arrogância,
Jogou de encontro ao mistério
Toda a beleza do império
Dos sonhos de minha infância!
Árvores, pássaros, tudo
Rolou para o poço mudo
Do abismo do nunca-mais!...
Enquanto a sonoridade
Dos gorjeios da saudade
Se esparrama em teus beirais...
Por isso em tuas janelas,
Em tuas portas singelas
E em cada vidro quebrado,
Onde a tristeza se deita,
Vejo uma réstia perfeita
Das estórias do passado!...
Ai velha casa sombria
Quem, nesta vida, diria
Que aquele céu sucumbisse,
Que aquela fase passasse,
Que aquela ilusão fugisse
E que não mais voltasse!...
Na festa descolorida
Da paisagem destruída,
Aos olhos da Natureza,
Só tu ficaste de pé
Confortando a minha fé!
Matando a minha tristeza!
Velha casa desolada
Guardas na tua fachada
Uma indelével lembrança
Dos meus dias de quimera,
Das rosas da primavera
Que plantei quando era criança!
E agora que o sol se pôs
E a bruma envolve nós dois
Na sua atroz densidade
Enfrentemos a incerteza
Tu - conduzindo tristeza!
Eu - transportando saudade!
"Não é preciso ter a maioria para prevalecer, mas sim uma minoria irada e incansável, disposta a tacar fogo nos matagais das mentes das pessoas."
”Os homens não amaram Roma porque ela era grandiosa; ela se tornou grandiosa porque os homens a amaram.”
Estão todos presentes à mesa
mas só um sabe que o gesto não se repetirá.
É um homem que veio de longe
cumprindo o delírio febril dos profetas;
a antiga promessa de uma chegada
escrita na memória branca das pedras.
Em silêncio enche doze taças
e dá a beber o sangue da sua herança;
o sangue de um sacrifício ainda por cumprir,
enquanto contempla a felicidade breve
nos rostos que, à direita e à esquerda, o cercam.
Uma estranha visão lhe incendeia o olhar.
Um momento de sombra que o atravessa,
como o pastor debruçado sobre o seu rebanho
ao pressentir a aproximação da tempestade,
fixando ternamente o lugar onde se senta
a ovelha que irá atrair a demência dos lobos.
Um manto branco ressalva a luz que o cobre.
É um rei, mas nada reclama para si,
basta-lhe o saber que é escutado, e que
alguém sobrará para lhe perpetuar o nome.
Ocupa agora o centro da mesa. De pé
com os braços estendidos para a frente
lentamente reparte o pão
como quem vira a última página de um livro
que não poderá voltar a ser fechado.
"Não é, de forma alguma, pelo o que há em nós de individual que temos acesso à verdade: é em virtude de uma participação no universal. Este, que é ao mesmo tempo verdade e bem, não podemos honrá-lo como verdadeiro, unir-nos intimamente a ele, descobrir seus traços, nem experimentar seu domínio, sem o reconhecer e servir igualmente como bem."
Não há diferença entre defender (e falar) pela verdade e pelo cristianismo.
Não se trata do que se diz, muitas vezes tão falsamente, sobre o que se "acredita”. É sobre se se arrisca TUDO pela verdade.Esse é, simultaneamente, o mais pesado e mais leve dos fardos. E a única e verdadeira cruz.”
A gente não pode fugir. Ou nos tornamos amantes do que nos mantém vivos, ou a covardia calará a nossa voz, a nossa alma e por último o espírito.
Aprendendo a doutrinar minha ótica imperfeita, porém, não deficiente. Aprendendo também, a filtrar o eco que silencia gestos violentos refletidos no cotidiano.
Admito claramente, sou um ser comum e encantador, enquanto os "rotulados" seres únicos, são indispensáveis.
Sou tão doce e feroz, quanto o tédio dos agressores intelectuais.
De instinto efêmero e capaz.
Talvez, de sabedoria que em um instante faz-se atual e em outro momento, já ultrapassada.
Sou de voz pequena e pouco aplaudida, mas minha rouquidão alcança a surdez dos que amam.
Sou bem mais feliz com as minhas tristezas, que muitas alegrias desfilando façanhas.
Nasci a pouco tempo na cultura, e já penso em nascer de novo amanhã. Pois é lindo a luz que arte me obriga.
tenho minha própria sombra e altura, não preciso de figurações.
