Nao Consigo te Odiar
Não deixe de seguir em frente pelo fato de existir algumas pedras no seu caminho, elas são inertes e você pode sobresalta-las.
Portanto mova-se!
Havia uma suspeita:
O mundo não terminava onde os céus e a terra se encontravam.
A extensão não poderia terminar com a exata dimensão das coisas.
Havia o depois.
Costumava haver um lugar para o sol se pôr à noite.
Havia um abrigo para a lua durante o dia.
Meu coração jovem estava desesperado.
Eu não era um marinheiro ou um pássaro sem barco ou asa.
Um dia aprendi com a vida a decifrar letras e suas somas.
A palavra se manifestou como eu suspeitava, para permitir silêncio e diálogo.
Com as palavras, cruzei o horizonte.
O meu coração se afagava em esperança.
Ao virar a página de um livro, eu dobrava uma esquina, escalava uma montanha, transpunha uma maré. Ao passar uma folha eu frequentava o fundo dos oceanos.
Suei nos desertos e depois tornei-me hóspede em outros corações.
Pela leitura temperei minha pátria, bebi de minha cidade, enquanto, pacientemente, degustei de meus desejos e limites.
Portanto o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais e aminha rota.
Pelo livro soube da história e criei os avessos.
Soube do homem e seus disfarces e suas várias faces e, de tantos lugares para se olhar.
É melhor conhecer uma pessoa através de suas atitudes, não pelas suas histórias.
Histórias qualquer um conta.
Hoje sei como podemos nos enganar com as pessoas, mas aprendi que decepção não mata, apenas te ensina a viver.
Certamente não devemos dar importância naquilo que os outros pensam a nosso respeito, mas devemos nos preocupar com o que dirão sobre nossas atitudes.
Magoar uma pessoa é fácil, o difícil é que, quando sentimos falta dela e, ela já não está mais em nossas vidas.
Cuidado!
Algumas coisas levam tempo, outras, o tempo leva.
Misericórdia e propósito Divino
A vida que nos foi concedida não é fruto do acaso, mas sim da vontade de um Ser superior, Deus, cuja misericórdia é infinita. Em cada detalhe da criação, encontramos sinais de Sua presença e amor. Desde o universo vasto e complexo até a delicadeza de uma flor, tudo aponta para um propósito maior que transcende nossa compreensão limitada.
Deus, em Sua infinita sabedoria e bondade, nos criou com um propósito específico, um plano traçado com amor e cuidado. Não estamos aqui por acidente, mas sim por escolha divina. Ele nos deu o dom da vida, não apenas para existirmos, mas para vivermos de maneira que reflita a Sua glória e bondade. É a Sua misericórdia que nos sustenta a cada dia, mesmo em momentos de fraqueza ou dúvida.
A existência, portanto, não é um erro do universo ou uma combinação aleatória de eventos, mas o resultado do cuidado e da intenção amorosa de Deus. Ele nos proporciona a oportunidade de viver, crescer e buscar um relacionamento com Ele, nos chamando para algo muito maior do que simplesmente existir: nos chamando para conhecer e experimentar Seu amor imensurável.
A razão de estarmos aqui é clara: viver de acordo com o propósito divino que Ele estabeleceu, guiados pela Sua misericórdia que se renova a cada amanhecer. Em meio a um mundo de incertezas, é Sua presença que nos dá direção, e é Seu amor que nos confere significado.
Portanto seja grato a Deus por te permitir despertar para mais um dia de vida, renovado pela Sua graça e cercado por Suas bênçãos a cada amanhecer.
Há quem corra atrás do ouro como se a alma não tivesse valor, e, no afã de possuir o mundo, esquece-se de si tornando-se servo do próprio desejo, enquanto a vida, com suas dádivas simples e verdadeiras, escorre pelos dedos como areia que o dinheiro jamais poderá segurar.
Ouro que Cega.
Ouro não vê, mas cega o olhar.
De quem, com sede, o começa a buscar.
Na ânsia de ter, o homem se engana:
pensa ganhar e a si profana.
Constrói impérios, destrói o chão.
Perde o afeto, fere o irmão.
Com sua ganância, sonha com poder.
Mas seu maior tesouro deixa de viver.
E qual é esse bem, tão puro e singelo?
É o riso do filho, o amor mais belo.
A paz no almoço, o toque na mão.
As coisas que moram no coração.
Na corrida por ouro, a alma se esvazia.
E o que era calor vira noite fria.
Pois nenhum ouro no mundo compensará.
O que, por cegueira, deixou de amar.
Cuidar de quem não tem voz é o grito mais alto de amor
Há silêncios que gritam. Estão nos olhos de um animal abandonado, no corpo frágil de uma criança esquecida, no idoso calado em um canto da casa, na natureza sufocada pelo descuido humano. Nem todos podem dizer o que sentem, mas todos sentem. E é nesse sentir silencioso que nasce a urgência do cuidado.
Cuidar de quem não tem voz não é um gesto comum — é um ato de grandeza. É enxergar além do que se ouve, é compreender dores que não se explicam com palavras, é oferecer presença onde falta amparo. Quem cuida sem esperar aplausos, quem acolhe sem exigir retribuição, quem protege sem precisar ouvir um “obrigado”, está vivendo a mais pura expressão do amor.
Esse tipo de amor não faz alarde, mas tem o grito mais alto. Grita na ação silenciosa que alimenta, acolhe, limpa feridas, devolve dignidade. É o amor que ergue lares para bichos de rua, que dá colo a quem nunca teve, que planta árvores para o amanhã de quem nem nasceu.
No mundo de hoje, onde as palavras são muitas e os gestos, por vezes, escassos, cuidar de quem não pode falar é um manifesto de humanidade. É a prova de que ainda há esperança, de que ainda há gente que ouve com o coração.
Porque o verdadeiro amor não precisa ser ouvido, ele precisa ser sentido. E quem ama de verdade, ouve o silêncio como um clamor... e responde com ação.
