Nao Consigo te Odiar
Não importa quantas pessoas diferentes você conheça em um determinado tempo no decorrer da vida, há sempre uma única pessoa da qual você jamais se esquece: Aquela pessoa.
Não importa se já está velho ou ainda é jovem, se frequenta os melhores bares e restaurantes, se trabalha na maior e melhor empresa do mundo, se é cheio de amigos ou um zé ninguém da qual ninguém faz conta. Tem uma pessoa, uma pessoa só em meio a tudo isso que sabe tocar seu coração como nenhuma outra. Que tem a chave exata para entrar e sair dele a hora que quiser. Que vai ir, voltar, ir de novo e nunca vai parar de ser o que ela é pra você.
Não importa quantas noites mal dormidas passadas na farra, quantas bebidas fortes, quanta gente cruze seu caminho, sempre ao chegar em casa e colocar a cabeça no travesseiro é nesta pessoa que você pensa antes de dormir.
É com ela que você gostaria de estar apesar de todo o resto.
Não importa o que as pessoas falem ou o que você mesmo fale para você - sobre ela e sobre os defeitos dela - ela vai continuar lá, parece uma tatuagem que não sai por nada.
E mesmo você sabendo que ela não é a tal pessoa certa, é prazeroso tê-la nos pensamentos. Ainda que isso não seja suficiente.
E pode passar o tempo e chegar novas pessoas e com elas novos aprendizados e aventuras e talvez até novos amores. Mas aquela pessoa, ela tem carta branca, tem tipo um passe-livre para a sua vida. E por ela, você sabe, nunca vai deixar de ter sentimentos (...).
Feliz aquele que tem a sorte de ser aquela pessoa no coração de alguém.
O Lebenslangerschicksalsschatz não é algo que se desenvolve com o tempo. É algo que acontece instantaneamente. Esse sentimento passa por você como a água de um rio após uma tempestade, preenchendo e te esvaziando de uma vez só. Você sente pelo seu corpo, nas suas mãos, no seu coração, na sua barriga, na sua pele…
Você já se sentiu dessa maneira? Se precisar pensar é porque ainda não sentiu.
A guerra é o maior dos crimes, mas não existe agressor que não disfarce seu crime com pretexto de justiça.
Oi, é a Hannah, Hannah Baker
Não ajuste o que quer que esteja usando para ouvir isso
Pegue um lanche, acomode-se. Contarei a história da minha vida,
Mais precisamente, por que minha vida terminou.
Se você está ouvindo está fita,
Você é um dos porquês.
Ostentação de verdade não e aquela que se possui dinheiro carro ou moto, ostentação de verdade e ter a alma limpa de maldade ostentação de verdade e saber agradecer pelo que tem...
Meus castigos de infância se tornaram minhas metas: ir pra cama cedo, não sair da minha casa, não ir a nenhuma festa.
Para conquistar algumas coisas não se é preciso ter grande valor nem grande fortuna, mas sim uma astúcia afortunada.
Hoje fui tomada por uma dor — mas não, não, não.
Não é qualquer dor explicável.
É daquelas que não encontram nome no corpo,
mas pesam como se tivessem ossos.
Reviro-me pelo avesso tentando decifrá-la,
na esperança de arrancar ao menos um fragmento
e deixá-lo pelo caminho.
Mas sigo paralisada.
Exposta.
Vulnerável.
Não forte — apenas tentando me reconhecer
no meio do caos que se instalou.
Não consigo medir o que vem adiante.
O futuro agora é uma névoa densa,
e cada passo parece exigir uma coragem
que eu ainda não sei de onde tirar.
Mesmo assim, estarei ao teu lado.
Mesmo incompleta.
Mesmo trêmula.
Mesmo sem respostas.
Se fosse possível, eu trocaria tudo que sou
para te dar a chance de viver a vida
sem medo, sem dor, sem interrupções.
Porque amar, às vezes, é isso:
seguir de pé quando por dentro tudo desaba.
O diagnóstico não paralisou apenas os dias —
paralisou o meu ser.
Deixou-me impotente diante do inevitável,
pequena diante do que não posso controlar.
Mas, ainda assim, fico.
Porque quando não posso curar,
posso permanecer.
Quando não posso salvar,
posso amar.
E se hoje só consigo isso —
que seja o suficiente para atravessar a noite.
23 de Dezembro 2025
Alguns riem de mim por ser mãe de gatos. E eu rio deles por não compreenderem essa “maternidade divina”.
As pessoas não pensam hoje em dia: elas sentem.
“Como está se sentindo?” “Não me sinto confortável” “Oh, lamento, nós, o grupo, sentimos...”
Sabe, um dos maiores problemas da nossa geração é sermos governados por quem liga mais para os sentimentos do que para os pensamentos e ideias. Pensamentos e ideias me interessam. Pergunte em quê estou pensando.
O capitalismo não mata... O comunismo não mata... O nazismo não mata... O anarquismo não mata... O homem mata! Em qualquer sistema, ambiente, circunstâncias...
