Nao Chega aos meus Pes
Estou cansada de tentar escrever e simplesmente não sair mas nada na aleatoriedade da minha cabeça.
Meus olhos doem, minha cabeça pesa e sinto sono mas nao consigo dormir. Os grilos cantam, marido ronca, nenêm tosse dormindo naquele quarto claro, e eu no escuro. Acabei de tirar uma foto e ficou perfeita mesmo nessa tremenda melancolia das 20.
Gato mia, carro passa na rua, vizinho conversa rindo, cachorros se alteram e na minha cabeça apareceu uma luzinha e eu me encontro nela.
Por incrível que pareça, era para eu ter escrito isso. E eu escrevi, pois estava com saco de tudo e esse tudo virou uma crônica que achei incrível. Mesmo nessa melancolia das 20.
Cantata daquilo que não se toca
Queria que minha imaginação ganhasse vida
não como quem pede,
mas como quem arde.
Que tivesse carne.
Que tivesse pulso.
E que você,
essa ideia com olhos,
respirasse diante de mim
Que sentisse seu corpo pulsar
E o suor escorrer delicadamente pelo seu rosto
Enquanto a minha mão segura a sua e eu fico ali, a milímetros de sua boca…
Há um rosto que me habita.
Um sorriso que não falha.
Olhos que me reconhecem
antes mesmo de existirem
Uma conexão que não é explicada
Mas sentida.
E é estranho…
porque quem lê também procura alguém agora,
como se o vazio chamasse nomes
que nunca foram ditos.
Mas tenho medo.
Medo de que, mesmo se te encontrasse no mundo,
te perderia no tempo.
Porque tudo corre.
Tudo troca.
Tudo esquece.
Somos uma geração de encontros breves,
de afetos rasos,
de mãos que se soltam antes de sentir.
E eu…
eu sinto até o que não toquei.
Reconheço até o que nunca veio.
É estranho desejar o indestrutível
num mundo que apodrece tudo.
Como disse Charles Bukowski:
“Até os vermes tocarão sua carne, meu bem…”
E ainda assim
eu quero o que nem o tempo ousa desfazer.
Quero o invisível aos olhos,
aquilo que ninguém pode corromper.
O que sinto por você é limpo…
tão limpo
que às vezes me sinto sujo
por não saber caber nisso.
Porque o mundo ensina pressa,
e eu insisto em profundidade.
O mundo ensina troca,
e eu insisto em permanência.
Eu quis
ah, como quis
que nossos olhos se encontrassem
como quem finalmente entende.
Mas, na vida…
mesmo quando há encontro,
há descarte.
Mesmo quando há verdade,
há substituição.
E o que nasce puro…
se corrompe no contato com o real.
Eu gostei de muitas.
Mas amar…
Amar foi uma só vez.
E dói admitir:
não saiu da imaginação.
Mas era tão real
que eu sentia presença.
E eu queria…
que fosse.
Amar com o corpo inteiro no tempo,
com o futuro aberto,
com o presente inteiro,
com o passado silenciado
ainda que sangrando em cicatrizes.
E você…
você ficou.
Não no mundo,
mas no lugar onde o mundo não alcança.
Intocável.
Indiscutível.
Inalcançável.
Sei que não foi real.
Não sei se existiu fora de mim
ou se um dia existirá.
Mas sei…
com a única certeza que me resta…
que, por um instante,
você me ensinou
o que é ser feliz.
Mesmo que só na minha mente.
Vivemos tudo
e ao mesmo tempo, nada.
Uma vida inteira em minutos.
E hoje…
morro um pouco
toda vez que saio desse lugar.
Como amar alguém que não existe?
Como viver em uma realidade
na qual você sabe
que não se encaixa?
Eu amei.
Mas hoje…
tento aprender a tocar o real
mesmo carregando a dúvida
de que o único amor que conheci
nunca esteve no mundo
A maioria de nós, não queremos Justiça, mas apenas nos sentir representado pelo justiceiro de plantão.
Não existe paz individual…
Não existe progresso intelectual e tecnológico em uma sociedade,que não se trasmute em tragédia, se esta evolução não vier acompanhada de uma cidadania plena e efetiva nesta mesma sociedade, focada em valores coletivos e universais de solidariedade e equidade.
Não importa se existe
Reencarnação, se a Vida é uma simulação, uma probabilidade quântica ,ou se é um percurso finito só de ida… o importante é se em qualquer dos cenários, você honestamente se esforçou para ser a sua melhor versão de si mesmo!
O ser humano é julgado por seus pares o tempo todo. Porem só existe um julgamento, o de sua própria consciência é só existe um castigo, que é o remorso. Nenhum outro julgamento é tão preciso. Nem outro castigo faz se tão persistente.
Não importa seu status, patente ou posses, isto é só seu…
Mas os prazeres “caliente” que me proporcionar e os bons sentimentos que me acalentar, isto sim é meu… só meu!
Não doutrine seu filho para te dar respostas tranquilizadoras…
Mas eduque-o, para te fazer perguntas desconcertantes…
Reclamar é diferente de criticar…
Reclamar é não propositivo, sobre fato pessoal, particular, é geralmente uma conduta egoísta! Não busca solução, somente alívio personalíssimo.
Criticar é questionar uma situação de iniqüidade(“mesmo que a situação pessoal sirva como estopim )“, se propõe a solução axiológica “erga omines”
Muitos por má fé, torpeza ou maldade, na incompetência de refutar a crítica ou falta de vontade de implementar a solução, adjetivam criticas como se fossem reclamações.
Crítica fundamentadamente é sinônimo de “questionar”
Reclamar infundadamente é sinônimo de “resmungar”
Eu sou, Eu , Eu Mesmo, com minhas convicções morais…
Sem “elas” sou um mero personagem…, e não uma Personalidade!
UNILATERALIDADE&LIBERDADE
Não fique zangada comigo, pois vai ser “sempre” só da sua parte…,e não me leve muito a sério também não…,pois…,
nem eu mesmo me levo…
COMPLEMENTAÇÃO:
O Brasil não é para principiantes.
(Tom Jobim )
Somos Dirigidos por duas Castas elitistas. A de Políticos apáticos e a de burgueses idiotas ,que só respeitam o que temem, e só cultuam o que traz lucro ou benefícios pessoal, fomentando na sociedade uma perversa , mesquinha e ardil ética da conveniência!
Não existe nada mais desolador que assitir alguém extraordinário perecer, desperdiçando tempo e talento, em um inglório esforço para tornar se medíocre.
Não existe cidadão de bem! Esta distopia maniqueísta é uma visão reducionista da multifacetada ética e moralidade Humana.
Tal retórica só faz servir para privilegiar uma casta de cidadãos “de bens”, abastados, que na maioria das vezes não são referência de probidade, nem de altruísmo e nem de honradez na sociedade onde vivem, na busca de um “nobre status superior”, com isto segregando e marginalizando os demais cidadãos desfavorecidos.
"LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE."
Não existe liberdade em uma sociedade sem igualdade; não existe igualdade que perdure sem fraternidade e não existe razão de uma coletividade existir desprovida de Fraternidade!
Assim como uma
criança, ao tomar uma vacina, chora por não saber a finalidade daquela e a temporalidade da dor,
assim é o indivíduo, que desconhece seu propósito social de fomentar o “bem comum”.
Ignorando ainda a insignificância do seu egocentrismo em relação a sua breve existência na proporcionalidade da continuidade do tempo…
