Nao Chega aos meus Pes
portas, corredores, luzes quadradas,
percorrendo pelo teto,
já não caibo onde um dia, já fui completo.
quarta letra do alfabeto, o seis da chamada,
chute na barriga, "criança mimada",
livros nas costas, bicicleta na calçada,
medo de ser adulto, levando flechada.
cresci demais: sou meu produto, meu objeto,
meu próprio vício (e de outras também),
shiu... conta nada, pra ninguém.
investindo em cada projeto, discreto.
falando: irônico mas papo reto, direto.
em silêncio, aclamado por palmas caladas
pois meu maior público vem de visualizações abafadas.
nunca estou pronto para nenhuma fase da vida?
não vim com manual de instrução:
você criou meus nomes, mas não minhas carreiras,
apenas o dono de casa sabe onde ficam as goteiras,
as cascas de banana escondidas procurando as respectivas lixeiras,
segurando nas estribeiras.
me entendendo entre caim e abel,
correndo entre as salas iguais desse hotel,
perseguindo como uma cascavel
gritando que meu talento se comprova só com uma folha de papel
de qualquer curso batido de universidade;
já sou crescido demais para saber a minha vontade.
nunca gostei de caminhos comuns,
sendo aqueles que vocês nunca valorizam,
me mostro ao mundo com pequenas conquistas, recebo o nobel
porém para vocês sigo na construção da torre de babel,
e como já contei antes, não adianta:
eu já fiz minha subida ao céu.
mil talentos, multifuncional
julgado por eu ser o meu próprio par ideal,
ainda não é mundial, meu hobbie está local,
já que dias f0das nunca serão esquecidos,
pois os elogios de fora são os mais floridos,
os que nunca me viram,
os que admiraram o meu coração e cérebro récem-nascidos.
tudo é sensível aos meus sentidos,
tudo mudou, essa vontade me expressar nunca passa,
como tarantino: não espere por nada, simplesmente faça.
das quatro paredes do meu quarto, a mente se divide em uma casa inteira,
cada cômodo se torna maior que qualquer coroa ou mérito que me consagre,
a partir de hoje, sou um santo de casa que / ainda não / faz milagre.
já não caibo onde um dia, já fui completo.
quarta letra do alfabeto, o seis da chamada,
chute na barriga, "criança mimada",
livros nas costas, bicicleta na calçada,
medo de ser adulto, levando flechada.
os de bem me ensinaram
a nem sempre fazer o que só me convém,
não detestar ninguém, ajudar sem ver a quem,
mas o mundo me mostrou
que é mais fácil concordar fingindo que escutou no meio do barulho.
pare esse mundo que eu quero descer,
já estamos em julho, já pulei o muro
e gostei mais do outro lado,
de borboleta não sei apenas o nado,
rindo chapado, coração blindado,
se deus vier, que venha armado,
o show principal já está completo,
agora o after é ir naquela rua e seguir reto.
filho de adão e eva, fruto do pecado.
em pé sou assim como estaria deitado,
sem direitos e sem deveres,
libertado de todas obrigações sociais que me apresentaram;
um parasita devora meus órgãos e a sanidade que já fora roubada,
assim como ele, devoro meus sentimentos mais lúdicos
e fico calado como o som de uma granada,
enquanto minha própria mão me dá uma bofetada.
rodamos o mundo em busca de ser menos mal,
mas a primeira refeição do dia é o falso moralismo
que grita em urgência de invadir o meu próprio espaço,
fazendo parte do mundo sujo que finge querer se limpar,
parte dessa massa deixa mais sem graça,
ânsia de mainstream (mesmo sendo),
ignorando mensagem sendo lida,
bebo da minha comida, comendo da minha bebida.
sou o cheque-mate que leigo joga,
música não é minha única droga,
respiro no mar que me afoga,
pois eu já era grande antes antes de você chegar,
portanto, estamos quites quando me crucificar.
meus segredos só eram assustadores até aceitar que eu tinha medo,
os quais você só se tranquiliza quando sente o toque do meu dedo;
quando minha música toca no seu rádio,
sem fingir de coitado, pois antes pagava de santo
mas era o que mais fazia pecado.
só obedeço ao que me convém,
maldade virou coisa do cotidiano,
pulo de um prédio, me mato sem causar nenhum dano,
protestos irônicos queimando pneu, nascido no breu,
uma veia corre sangue latino,
na outra, sangue europeu.
recito poemas, invento romances do avesso;
pelo meu amor, tudo tem seu preço:
belas palavras, pena que eu me conheço,
provando cérebros em ordas de zumbis,
não sou um simples aprendiz,
eu tenho a p0rra do fator X.
não choro mais no banheiro,
na vida passada fui um grande guerreiro
que para perguntas idiotas, entrego respostas imbecis:
um dia vou dar orgulho ao meu país,
porém duvido que quando a morte chegar, eu esteja vivo,
entregue a tudo o que vou ser e sou:
me resulto do dia em que algo quase me matou,
mas nunca vai achar onde me deixou.
você me questiona muito, o por que de não mudar a realidade,
por que estamos em época de um histórico apogeu
elogiando um livro facilmente mesmo para quem nunca o leu,
entre quatro mil palavras e filosofias
diz que não nasci pra isso,
mas afinal, quem sabe para que nasceu?
Pode ser assustador descobrir que erramos sobre alguma coisa!
Mas não podemos ter medo de mudar de opinião,
Aceitar que as coisas estão diferentes, seja pra melhor ou pra pior.
Temos que estar preparados para desistir do que acreditávamos.
Quanto mais estivermos prontos a aceitar o que é,
E não o que achávamos que era, mais vamos ficar onde devemos estar.
Mudanças são inevitáveis, não adianta querer atrasá-las ou apressá-las,
Uma hora elas veem e não tem como se esconder.
As vezes elas dão muito medo, mas é normal, afinal é algo novo,
E o desconhecido assusta e não se preocupe,
Muitas vezes elas são a melhor coisa que podia lhe acontecer.
Trabalho não é um lugar para onde você vai, é algo que você faz.
Quando um líder não sabe ou não tem o dom para liderar uma equipe, torna-se somente alguém com uma posição hierárquica minimamente acima.
As maiores riquezas da nossa existência não são os bens materiais que conquistamos, mas sim as memórias, as experiências vividas e as relações com Deus e com as pessoas.
Resiliência não deve ser apenas uma palavra de grande significado, mas uma atitude vivida na prática.
Não interrompa sua jornada no meio do caminho. A história que você deseja construir depende da sua persistência até o fim.
O amor não se aprende nos livros, mas na vida. Quem ama de verdade não apenas entende o amor, mas o sente e o compartilha.
A vida não tem ponto final, apenas vírgulas; sempre há espaço para novos começos, novos capítulos e uma eternidade de histórias.
O tempo não espera. O passado já foi, o futuro ainda virá, mas o hoje está em nossas mãos. Cabe a nós usá-lo com sabedoria.
Ser grato não é apenas dizer 'obrigado' por obrigação, mas demonstrar gratidão através de gestos genuínos, vindos do fundo do coração.
O mais puro amor não se exibe, ele é intrínseco ao ser, brota do mais íntimo do coração, é silencioso na forma, mas grandioso na essência.
