Nao Chega aos meus Pes
Ser Extensionista Rural, de fato, não é algo simples e fácil. Não é um trabalho para aplicar receitas. Cada família rural possui uma experiência diferente e uma particularidade distinta.
Ser Extensionista Rural é trabalhar para e com as pessoas. Compreender que você não sabe tudo e está disposto a aprender, cada dia um pouco. O Extensionista, na verdade, mais aprende do que ensina. Mas ele é um agente importante do desenvolvimento rural, pois ele conecta pessoas e experiências.
Ser Extensionista Rural é um papel para poucos! Não é qualquer pessoa que consegue ser protagonista de uma área tão importante para o desenvolvimento rural no mundo.
Nunca oriente sua prática pedagógica pelo estudante que não possui compromisso com o processo de aprendizagem.
As atividades agropecuárias desenvolvidas pelos produtores rurais não são uma competição em que somente os melhores se destacam no pódio. Ao contrário, a cooperação, união e ajuda mútua fazem os produtores crescerem muito mais que a adoção de princípios individualistas.
Não faço assistência técnica. Faço formação continuada, crio vínculos e auxilio as famílias na construção de projetos e sonhos através da Extensão Rural.
Não é sobre se formar Técnico em Agricultura de Precisão, é sobre se tornar Técnico em Agricultura de Precisão.
Fazer Extensão Rural não é um ato de promoção individual, mas um ato da promoção do desenvolvimento da família rural.
Se um pesquisador não conseguir se comunicar com um agricultor, ele terá falhado em construir e disseminar o conhecimento científico de forma eficaz.
Não ignorando os problemas de acesso à internet e vulnerabilidade social e econômica das famílias para compra de computadores e smartfones, sem dúvida, caso a ATER digital se torne uma complementação do trabalho extensionista e não uma forma de precarização mais aguda da extensão rural no país, é possível que haja ganhos circunstanciais no processo de comunicação entre agricultores e extensionistas.
Não há como melhorar os indicadores de desenvolvimento rural sem a contratação de novos Extensionistas Rurais.
O problema não está na forma de ensinar, mas na baixa capacidade dos estudantes se tornarem protagonistas do conhecimento e da sua própria história.
