Nao Chega aos meus Pes
Eu não sou contra os livros de auto ajuda, eu sou contra esses pensamentos negativos que correm atrás de nos.
Ser aventureiro não é apenas subir uma montanha, praticar um esporte radical, conhecer todos os países. Ser aventureiro é ser livre a todo momento. Tomar atitude, realizar contas, planejar sonhos. Seja um aventureiro.
Podemos crescer, mudar o cabelo, mudar a forma de se vestir, só não podemos mudar o que somos e fomos feitos para sentir e fazer.
É muito agonizante plantar e não poder ver a colheita, porque existe uma sensação de que esta tudo vazio.
Tirar um tempo para você mesmo, é a mesma coisa que uma arvore se negar de dar frutos. Não mudamos a natureza das coisas.
Se fosse para desistir de algo, não iriam existir degustadores de vinho, pois cada pessoa realiza a mesma coisa de modo diferente uma da outra. Então tente outra vez.
O amor próprio não é se conhecer, mas sim buscar o conhecimento externo de quem ainda não conhecemos.
Porque fugir deste mundo, quando nos foi ordenado a resistir, pense bem que vencer não é simplesmente ganhar, mas sim resistir.
Se for indo, busque pela beleza, porque se for critico demais, vai viver em opiniões e não em verdades.
Fique feliz pelas descobertas novas sobre si mesmo, não deixe que o passado ou sonhos bobos te atrapalhem, siga em frente, seja a luz em meio a escuridão, seja a ideia no meio do projeto, seja a solução no meio do problema.
O deserto e as três verdades…
O deserto é mais do que um lugar; é uma revelação. Não há máscaras sob o peso do sol, nem distrações que amortecem a dureza da existência. Ao atravessá-lo, você descobre três verdades que, até então, eram meras sombras de ideias: quem é amigo, quem é você, e quem é יהוה. Cada uma dessas verdades surge como uma miragem que, ao invés de enganar, desvela.
O amigo, no deserto, não é aquele que caminha ao seu lado, mas aquele que permanece mesmo quando a jornada parece interminável. É ali que a palavra “aliança” ganha corpo, onde vínculos forjados no conforto das cidades desmoronam diante da areia movediça da adversidade. O amigo verdadeiro não oferece promessas vazias, mas compartilha o silêncio do cansaço, a água escassa e a esperança persistente. Essa descoberta não é suave; é uma peneira implacável que separa o ouro da poeira.
Depois, o deserto volta seus olhos para dentro. Quem é você? A pergunta ecoa como o vento entre dunas, insistente, desconfortável, impossível de ignorar. No isolamento, sem os adornos do mundo, você encara sua essência. Suas forças e fraquezas emergem com brutal clareza; seus medos, antes disfarçados por conveniências, tornam-se companheiros constantes. O deserto não aceita dissimulações. Ele te obriga a reconhecer o que você carrega e o que te carrega. É um espelho que não reflete a imagem que você gostaria de ver, mas a verdade que precisa enfrentar.
E então, quando todas as ilusões se dissipam, resta apenas o silêncio. É nesse vazio que você encontra יהוה. Não como uma voz audível ou uma figura tangível, mas como a presença que preenche o que parecia estar perdido. Ele não surge como resposta direta às suas perguntas, mas como a certeza de que o caminhar tem sentido, mesmo que você não o compreenda por completo. O deserto, afinal, é a metáfora da existência: um lugar inóspito onde a fé é a única bússola confiável. É ali que se entende que יהוה não é um conceito distante ou uma ideia abstrata, mas o próprio sustento que mantém a vida nos dias mais áridos.
Sair do deserto é sair transformado. Amigo, identidade e divindade deixam de ser apenas palavras. Tornam-se verdades vividas, não porque você as escolheu, mas porque o deserto o escolheu para aprendê-las. E, ao final, a poeira que ficou para trás não é sinal de perda, mas de tudo o que foi refinado.
Não se deixe embalar pelo encanto dos elogios, nem permita que as críticas abalem sua essência. Sua identidade reside naquilo que você verdadeiramente é, independente das percepções ou palavras alheias.
