Nao Chega aos meus Pes
Ela que não tinha tudo, mas amava o tudo que tinha. Que mesmo na dificuldade, conseguia fazer sorrir. Ela que dançava ao vento, porque precisava daquele movimento para se equilibrar. Ela cantava. Gritava. Se esbanjava. Ela que sonhava alto e tinha pensamentos loucos. Ela tinha uma alma iluminada, coração de gigante e sorriso de criança. Ela que mesmo exagerada, era simples. Ela... era apenas feliz!
Eu canto porque trago em mim, a melodia da saudade
O cantar esquece o tom e o verso não tem rima
Sem rima e sem tom ao cantar ainda se anima
E a melodia que era triste, ao cantar, se faz felicidade.
Não mande me procurar. Eu fiquei onde o tempo me esqueceu, onde você me deixou e a saudade fez morada.
Foi quando eu achei que não lembrava de coisas passadas que me deparei com sua lembrança tão viva dentro de mim.
Não sei ao certo o que é. Se seria bom ficar ou partir de vez.
Adoro seu sorriso de criança e suas idéias tão malucas, cheias de sentido. Adoro o seu tom. Me acalma, me eletriza. Nas idas e vindas da vida, quando te vejo, ainda me pego a sorrir.
A gente coloca problema onde não existe, dificulta o que não precisa, se aborrece por besteira, briga por brincadeira, coloca culpa onde não cabe, e esquece, que muitas vezes, o problema está dentro de nós.
Migalhas, pedaços e metades já não me interessam mais.
Estou querendo o que vem por inteiro. Leve. Livre. Simples assim.
E se o mundo não der a volta, que eu preciso, pra te encontrar. Ficarei com as lembranças, que tempo nenhum conseguirá apagar.
Na terra do faz de conta, tudo foi lindo. Não se espante! É que meu coração, tem mania de guardar, o que a razão, já pediu pra se desfazer.
É necessário saber quando um ciclo acaba. Mas, às vezes, por mais que a gente saiba, não conseguimos nos desprender. É aí onde tá todo o problema. Nos vem a mente tudo o que foi bom e a certeza que não existe mais. Na cabeça passa um filme, as lembranças vem à tona. Os momentos, palavras, alegrias, tristezas, sorrisos, abraços, brincadeiras, brigas e histórias, ficaram no passado. E ao passado a gente não volta, o destino a gente não muda, no coração a gente não manda e a saudade não sabemos como expulsar. Mas a vida continua, a gente continua. De um jeito ou de outro, a gente continua. Afinal, como diria o poeta, os amores vão e a gente fica.
