Nao Chega aos meus Pes
Você não é uma princesa é uma rainha, é a minha musa a mulher que invade os meus sonhos, que até nos sonhos faz minha barriga ficar gelada, meus batimentos cardíacos aumentar, meu sistema nervoso como se fosse entrar em colapso, eu me tremo todo como se fosse a primeira vez que fosse te ver.
Patuá, amuletos
para uns proteção
para outros superstição
ilusão
carrego os meus
não creio em bruxas
mas...
A alegria dos meus espinhos não é furar você
E sim lhe surpreender
Pois existe uma beleza apreciável em cada ser
E nem sempre sabemos onde ela vai aparecer
As vezes a beleza tem o dom de se esconder
Mais poucos tem a sensibilidade de poder ver"
Não estou em um dos meus melhores momentos, e isso é um desafio.
Mas estou disposto a encarar e ver no que vai dar.
Não sou perfeito, tenho meus erros e meus defeitos como todo ser humano.
Mas meu melhor sempre você vai ter porque não te vejo apenas como uma mulher de um rosto bonito ou de um corpo desejável.
Você é muito mais que tudo isso tenha certeza que te adoro e admiro pela mulher que demonstra em todos os detalhes ser.
Ricardo Baeta.
Provoca meus lábios, meu tato, minhas mãos. Como quem não tem medo de brincar com fogo.
Sem manual de instruções, te tateio, te sinto, te ponho fogo e em febre de amor te faço delirar.
Já não sei mais a hora de ir embora. Eu deveria ter trancado a porta e não ter olhado para trás.
Mas você está por toda parte: na minha frente, no escuro do quarto, do lado vazio da cama, no terraço, dentro de mim...
Feito parafuso que me faz funcionar.
Feito amuleto que me dá sorte.
Feito brisa, que toca os sinos dos sentidos e me desperta para um novo amanhecer.
- Como esquecer você?
Não tenha medo de olhar no fundo dos meus olhos, apenas encontrará toda a angústia que essa alma atormentada carrega. Não liberte esses demônios, não estamos preparados pra lidar com isso.
Meus poemas morreram,
Assim como eu...
Me perdi neste personagem
E ele me enlouqueceu
Não sei a saída
Será na próxima esquina?
Vivendo ou sobrevivendo,
Nem sei mais, é só uma rotina
Senhor, dai-me forças para não desistir dos meus sonhos. Que eu seja persistente e siga sempre lutando pelo futuro que eu quero.
Um dia vou olhar em seus olhos e os meus não brilharão mais, um dia...
Hoje ainda preciso fugir desse olhar!
Me vejo presa em meus sentimentos mais profundos, não consigo externiza minhas lágrimas de modo algum, sinto que estou presa em um poço, um lugar tão fundo, que nem os meus gritos mais agonizantes chegam lá em cima. Me sinto um ventríloquo, um boneco de madeira manipulado pelas pessoas, feito para criar expectativas perante o público.
Sei que minha vida não é um conto de fadas. Mas tenho meus dias de Cinderela 'rs.
Sonho, porém com os pés no chão, pois assim sei que vou mais longe.
Aprendi com a minha vida que liberdade não é ser solteira, pois meus pais me impediam de fazer muitas coisas. Não é ser casada, porque meu marido sempre me impediu de fazer muitas coisas. Não seria viver só, porque continuaria sendo vigiada e julgada pelas pessoas. Minha liberdade não é dizer tudo o que penso e sinto, pois muitos iriam discordar e muitas coisas que penso e sinto no silêncio de minha alma só cabem a Deus saber e me ajudar a compreender. Então, aprendi que minha liberdade está em sonhar, porque ninguém vê o que sonho. Posso sonhar o que eu quiser e como quiser e ninguém pode me impedir de sonhar. Enquanto não houver amor ao próximo, ninguém irá ter a liberdade de pensar, de fazer, de sentir e de viver o que quiser, sem ser monitorado pelos olhos alheios.
Não tenho medo de ser quem sou, lutar pelo que acredito e pagar pelas consequências dos meus atos...
Tenho medo é que as correntes impostas pela sociedade, façam com que eu me perca entre meus pensamentos, minhas palavras e minhas ações...
Não pretendo negar que sigo os meus predecessores; claro que os sigo, mas reservando-me o direito de descobrir, alterar ou abandonar alguma ideia; não sou escravo de meus mestres, apenas lhes dou o meu assentimento!
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O amor, aos meus olhos, não foi um passo, foi um precipício.
Foi o silêncio que caiu entre dois suspiros,
o instante em que o mundo perdeu o seu mapa
e eu me perdi no asterisco dos seus olhos.
Minha vida, antes um compasso aleatório,
aprendeu a gravitar.
Girou em órbitas tão certas
que chuva era apenas um detalhe no vidro,
e as montanhas,meras dobras no caminho
que eu desdobrava com as mãos
só para voltar ao teu eixo.
As rosas que te dei eram pálidas,
tímidas traduções
de um jardim interior que só florescia
com o sol do teu olhar.
Cada pétala,um segredo não dito;
cada espinho,o medo de tanto sentir.
Perdemos a conta do tempo
no labirinto dos nossos olhares.
Cada olhar,uma promessa de eternidade
escrita em linguagem de sóis e sombras.
E eu desejava beijar-te
até que o amanhã se tornasse um mito,
até que o relógio do universo
esquecesse seu próprio tique-taque.
Foste a história mais longa
escrita no tempo mais curto.
Um épico com final de haiku:
doce,súbito e que deixou um vazio
mais eloquente que qualquer palavra.
E assim acabamos num princípio,
um paradoxo que ainda me sangra.
Largar-te foi arrancar raízes do peito,
foi o mais doloroso que a vida me trouxe.
Mas o coração, esse arqueólogo teimoso,
nunca se despediu de ti.
Ele escava nas ruínas do que fomos
e encontra,intacto,
o eco do teu nome.
Hoje... Borboletas (não em um sentido muito bom) vieram me visitar, apenas em meus pensamentos. Ainda bem que não desceram dali. Foi uma luta intensa.
