Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Não é um peso levar
para o mesmo caminho
o seu melhor amigo,
É só ele que nunca
vai te abandonar,
Não importa o quanto
tempo for durar.
O meu coração é coração de palmeira
quando se trata de revolução.
Queira ou não, a primeira revolução
se começa com a barriga cheia.
Não importa o tempo e o quanto,
a vida de cada um tenha mudado,
Se no presente ainda é cobrado,
para nenhum de nós é passado.
Aqui quem vos fala é a poesia brasileira:
- Seja na dispensa ou na mesa,
voltem a plantar a palmeira Juçara!
Se a vida está cara, é porque foi
deixado para trás a alimentação originária,
e que até hoje ninguém se atentara.
A comunicação não-violenta tem que se tornar um exercício constante na Internet. Eu me esforço aqui e no mundo real, porque sei da importância do peso das palavras.
Não existe o momento errado,
apenas o endereço errado.
No coração há o sentimento certo,
nos amamos e ainda nos amamos:
só ainda não não nos encontramos.
Escutando o canto da Jacutinga,
lentamente a aurora vespertina
beija docemente a Mata Atlântica,
o vento com leveza balança
a Juçara-de-espinho e a esperança.
Para recebê-lo, tenho preparado,
certamente a mais doce festança;
O que quero para nós é o que há
de mais raro e pleno de temperança
para viver do amor que jamais se cansa.
Do mesmo jeito dos místicos,
quebrando os arcos e flechas dos cupidos
e rasgando os manuais contemporâneos
de sedução que dizem ser estabelecidos
com o orgulho de ser os últimos românticos.
Até por espelhamento
sei o que está destinado
na vida para mim ou não.
O que flui neste coração
tem a ver o curso do rio.
Talvez cada reflexo seu
seja para mim ou não.
Sou primavera gradual
se enraizando dentro,
e com pertencimento.
Tenho virado o plano
silente de madrugada,
A rota de flutuação
onde teus pés resistirão
buscar voltar ao chão.
Viveremos pelas rotas
do açaí-do-amazonas
na amada América do Sul,
O calendário será aliado,
e se sagrará o amoroso laço.
Não sabia a quem
havia pertencido o quimono,
Não sabia da onde
tinha vindo,
Não sabia nem que
era o escolhido,
Não sabia qual seria
o próprio destino,
Ao final pela escuridão
e pelo mistério foi absorvido.
O amor não exige
de nós hierarquia.
Onde há encaixe,
serei o seu tijolo;
se fores o tijolo,
serei o seu encaixe.
Se for de verdade,
construção e sintaxe:
entre nós tudo vale.
Não existe florada igual
ao do poético ceibal
sob o Hemisfério Austral
na beiradinha do rio
dos pássaros coloridos.
Deveria ser proibido
olhar com outros olhos
que não os teus olhos
tão infinitos e lindos
para a beleza do Uruguai.
Porque os teus olhos
são o meu principal motivo
para olhar para frente
com o que há de mais romântico,
e não pensar nunca mais
sequer dar um passo atrás.
Política e geopolítica não podem servir de pretexto para um tiranizar o outro individualmente. Não faz nenhum sentido discussões intermináveis entre nós que somos da base da pirâmide sem nenhum poder real de decisão.
Pouco a pouco os sinais
e as cartas que não foram
enviadas estão sendo
colocadas todas na mesa,
Não é apenas um simples
interesse com certeza.
No Hemisfério Sul é só
o primeiro dia de agosto,
Do sabor da grumixama
quero partilhar o gosto
aos beijos, a chama,
e tudo o que nos ufana.
Próprio do tempo invernal
olhamos para dentro,
em total enamoramento
o andor, o ritmo e o desejo
estão em transbordamento,
Não falta muito para viver
a nossa real história de amor.
A ventania toca Calypso
no frondoso Greenheart.
Perceber o amor no caminho,
e desejar você não é tarde.
Pedir que o tempo pare
sob o céu austral aberto,
para que a gente desfrute
do amor com imensidade.
Não será pedir você demais
ao tempo de espera,
com querer que não desfaz.
Para que o amor conosco fique,
que não se limite e sem se deter
com o que os outros irão dizer.
Teu corpo, que cobiço,
e que ainda não tenho,
põe um doce suplício
no ritmo de Kaseko,
em agitação máxima,
alucinante e contagiante,
diante do Rio Suriname.
Capaz de fazer o desejo
virar orgulho e assunto
na primeira página em Paramaribo,
por fina ironia do destino.
Sob uma palmeira-real,
fazemos juras de amor
neste continente austral;
nunca conheci alguém
capaz de fazer algo igual.
Foi alguém que não sei o nome,
não sei o rosto, não sei a direção,
não sei o entorno, não sei de nada.
Somente sei que com distância,
anonimato, imenso silêncio
e uma inteligência insana:
Ocupa minha mente inteira
do tamanho da Via Láctea.
Não sei se havia
me visto antes,
Não tenho costume
de guardar datas,
Tem um bom tempo
que ele ocupa
o meu pensamento,
Ele é o mistério da década,
Talvez ele seja poeta
e nem tenha descoberto.
Quando o fez,
ele mexeu comigo,
não tenho dúvida
que ele tem algo de divino.
Trazer consigo algo
de Rio Chucunaque,
manter a tranquilidade,
não se deixar levar
por aquilo que abale,
e te dar toda a liberdade.
Deixar o coração falar
sempre mais alto,
e o seu amor sussurrar
baixo no ouvido,
sob ou não uma
Árvore de Panamá.
Atrair você todinho
ao som de Tamborito,
e quando houver
silêncio encostar
o seu sorriso no meu,
e assim dizer que
tudo em mim é teu.
A memória não é uma qualquer,
sabe para quem ou não dar palco;
foi testemunha do tempo
de ateliês de portas abertas.
Por ela ninguém foi esquecido:
a memória está íntegra,
sabe o que é ter subido e descido
o Morro de Santa Teresa
para pular Carnaval no bloco
no Largo das Neves.
A memória sobreviveu,
e por dentro continua ainda mais viva
recordando que chegou a ir
sob chuva e fogo seja para ir na gira
ou para dançar Jongo
no quintal de uma casa desconhecida.
Se o homem não me captura pela mente, não consegue nada comigo. E isso não tem a ver com dinheiro e com títulos, penso que no meu caso é a explicação do meu ostracismo. Não tenho paciência com quem não sabe conversar.
