Nao Amplie a Voz dos Imbecis

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⁠O QUE APRENDI A SENTIR


Passei a vida inteira tentando sentir
o amor que eu via, mas não alcançava.
Minha mãe cuidava, e eu via o cuidado,
mas algo em mim não se aquecia.


Cresci me perguntando:
“Será que o amor existe
ou é só uma palavra bonita
que as pessoas dizem pra se sentir melhores?”


Na vida adulta, vieram alguns “eu te amo”,
vieram mãos dadas, promessas, planos.
Mas na primeira dificuldade,
o silêncio ocupava o lugar deles.
E eu aprendi.


Aprendi a amar sem me entregar inteira,
a cuidar sem criar raízes,
a ficar presente…
mas deixando uma parte de mim
sempre de mala pronta.


Com amigos, com filhos, com qualquer um:
eu amo, eu faço, eu estou.
Mas quando me distancio,
o peito não dói,
o nome não ecoa,
a saudade não vem.


Às vezes penso que sou fria.
Outras, que sou quebrada.
Mas talvez eu só tenha aprendido cedo
que sentir demais dói,
e que não sentir nada
é um jeito de sobreviver.


Hoje, olho para trás
e não me culpo mais.
Fiz o que dava com o que tinha.


E se agora eu escrevo sobre isso,
é porque uma parte de mim
ainda acredita
que é possível, um dia,
sentir o amor
e não só vê-lo passar.

Muitos pensaram que eu era forte porque permaneci de pé. O que não viram foi quantas vezes me senti sem direção, quantas batalhas enfrentei por dentro e como foi Deus quem segurou os pedaços de mim quando eu já não conseguia me sustentar.

⁠Somos apenas como uma fagulha ,hoje estamos aqui ,amanhã podemos não estar mais ,então viva intensamente, prudentemente,e com sabedoria,deixe para aqueles te amam um legado que dê orgulho,e mesmo que a maioria te esqueça,sempre haverá alguém que vai lembrar de você .

⁠Enfim dezembro, e pra quem ficou o ano inteiro sem um "como você está?" Não precisa se esforçar e iniciar socialização ,enviando mensagens natalinas vazias.

Lembre-se o verdadeiro Espírito Natalino é amor verdadeiro, não hipocrisia.

Viva o verdadeiro Espírito Natalino, não viva hipocrisia.

Não se perca pensando demais.
Nem tudo precisa de resposta,
nem toda ausência é culpa sua.


Você não veio ao mundo para ser suficiente
a expectativas que nunca foram suas.


Veio para ser inteira,
mesmo com rachaduras,
mesmo em silêncio.


Viva como quem honra o hoje,
não para consertar o ontem,
mas para caminhar um passo mais lúcida que antes.


Solte o peso que não te pertence,
trate-se com a mesma gentileza
que oferece aos outros,
e siga…
não em dívida com o passado,
mas em paz consigo.

O que é a vida?
Talvez não seja resposta, mas travessia.
Não um sopro passageiro, nem um teste de perfeição,
mas a chance diária de crescer em consciência.
Nem tudo será compreendido,
e está tudo bem.
Que sejamos lúcidos, gentis e corajosos,
porque não caminhamos sozinhos .
Deus habita o processo.

Sobre Respeito X Bajulação


Respeito não se pede,
se constrói.


Bajulação é ruído,
respeito é presença.


Prefiro vínculos inteiros
a elogios vazios.
Sempre.

Não é sobre ser melhor que alguém,
é sobre ser mais verdadeiro consigo.


O amor divino não se exibe,
se manifesta em gestos, escolhas e presença.


Quando a consciência amadurece,
o que era velho se transforma,
e o novo nasce sem alarde —
por dentro.

Se não for verdadeiro,
nem útil,
nem necessário…
prefiro o silêncio.


O que não nutre,
não precisa permanecer.


Escolho com cuidado
o que atravessa meu campo.

Amar é alinhar escolhas,
não repetir palavras.


Quando a consciência guia os passos,
a verdade se revela no viver,
não no discurso.


O amor reconhece quem caminha com integridade,e se manifesta no íntimo.

Não regue onde não há raiz,
Nem se esforce para florescer
em solos que fingem não te ver.

Meu silêncio não é distância,
é recolhimento.
Enquanto o mundo pede resposta,
eu me refaço.

Quando me calo,
não é abandono.
É retorno.
É cuidado.
É cura em andamento.

Meu silêncio é pausa de cura,
não indiferença.

Carta à Hora Zero


Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.


Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.


Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.


Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.


Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.


Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.


Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.


Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.


Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”


Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.


Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.

Guloseima não substitui colo.
Prato cheio não substitui abraço.
E açúcar nenhum cura carência.

O que nutre de verdade?




Amor, num casamento,
não é o prato cheio
quando a mesa está vazia de olhar.


Não é o teto firme
se o silêncio cai pesado
sobre os corpos que dormem longe
mesmo deitados juntos.


Amor é o gesto pequeno
que não pede aplausos:
a mão que procura a outra
no meio da noite,
como quem diz
“estou aqui, você não caiu sozinho”.


É presença que não disputa,
é escuta sem pressa,
é riso que nasce do nada
e faz o dia caber melhor no peito.


Amor nutre
quando toca sem ferir,
quando acolhe sem invadir,
quando cuida sem controlar.


É alimento invisível:
olhar que aquece,
voz que acalma,
corpo que oferece abrigo
sem exigir senha, desempenho ou prova.
Num casamento,
amor não pesa,
ele alivia.
Não cobra ,
ele compartilha.


Não substitui a fome do corpo,
mas alimenta a alma
para que o corpo também queira viver.
Porque pão sustenta a carne,
mas é o afeto que sustenta a vida.


E onde há amor assim,
a casa respira,
o coração descansa,
e viver junto
deixa de ser sobrevivência
para virar caminho.

⁠Se o amor não alimenta a alma,
nenhuma abundância externa compensa.

Deus deu uma vida para cada um cuidar da sua


Seu cansaço não nasce apenas da sua própria caminhada, mas do fardo que outros deixam cair em suas mãos.
É o filho adulto que não assume suas escolhas e você corre para resolver.
É o parente desorganizado e você vira cofre.
É o colega que abandona a tarefa e você carrega o trabalho dele.


Quando você disser “não”, alguns vão se afastar.
Não porque você errou, mas porque perderão o conforto de ter alguém que sempre segurava suas responsabilidades.
Eles confundiram sua bondade com obrigação, sua presença com servidão.
E, ao se afastarem, revelarão que não buscavam parceria, mas dependência.


Ajudar é diferente de carregar nos braços, de viver a vida do outro.
Falar de você, falarão sempre — seja pela sua luz ou pela sua sombra.
Mas lembre-se: o Criador entregou a cada ser humano uma existência para cuidar.
Você não é Deus e não salvará o mundo.


Esse peso não lhe pertence: devolva ao verdadeiro dono.


Respire.
Aceite que alguns irão embora quando você colocar limites.
E caminhe apenas com o peso da sua própria vida.

Tarot


O Tarot não pertence a nenhuma religião. Ele é um sistema universal de aconselhamento, um oráculo que utiliza símbolos para nos ajudar a compreender melhor aquilo que vivemos.


Suas cartas apresentam símbolos encontrados em diferentes religiões, culturas e sistemas de crenças ao redor do mundo: símbolos cristãos, pagãos e elementos mitológicos das tradições nórdica, grega, entre tantas outras, interpretados de uma maneira universal.


O Tarot é uma arte divinatória que tem como objetivo proporcionar autoconhecimento, e não simplesmente adivinhação. Ele trabalha com possibilidades, e não com afirmações absolutas.


Por meio das cartas, podemos observar aspectos que, em meio a tantas emoções e desequilíbrios, muitas vezes não conseguimos enxergar com clareza. O Tarot pode revelar aspectos energéticos e vibracionais presentes em nossa vida, trazendo à consciência aquilo que estava oculto dentro de nós.


Cada carta carrega um arquétipo, representando um aspecto da personalidade, uma energia ou uma situação que podemos vivenciar em diferentes momentos da vida.


Em uma tiragem, existe uma combinação específica de cartas que se apresenta para determinada pessoa. Dentro da visão do Tarot, isso não é compreendido simplesmente como aleatoriedade, acaso ou coincidência, mas como sincronicidade.


As cartas refletem as emoções, os conflitos e as experiências que a pessoa pode estar vivendo naquele momento, auxiliando-a a compreender sua própria realidade e indicando possíveis caminhos.


Por isso, o Tarot não precisa ser visto como uma sentença sobre o futuro, mas como uma ferramenta de reflexão.


Ele não determina o que irá acontecer.


Ele nos mostra possibilidades, revela aquilo que talvez não estejamos conseguindo enxergar e nos convida a olhar para dentro.


O Tarot é, acima de tudo, uma fonte de autoconhecimento.