Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Que a arte me consuma
até o limite do indizível,
até eu descobrir
o que ainda não sei de mim.
Lilian Morais
O problema não são as mulheres de hoje, mas o fato de elas não caberem mais na poesia de ontem. Ao falar delas, projeta-se um desconforto próprio e desloca-se a perda da própria centralidade. O discurso de Chico Boaco é datado.
Este trabalho nasce do meu desejo por Salvador. Não se detém na comemoração.
A cidade aqui é corpo: camadas, tempos sobrepostos, mãos que moldaram sua paisagem mesmo quando não foram chamadas a nomeá-la.
A pintura percorre o que sustenta a cidade para além do visível e do oficial, aquilo que permanece criando, apesar de.
Salvador aparece como matéria viva, onde a memória não se impõe; ela insiste.
No traço, monumentos reaparecem não como réplica, mas como escuta.
Releituras de gestos de Márcia Magno, Nádia Taguari, Eliana Kertész, Iêda Oliveira e Conceição Dias, inscritas não para ocupar o centro, mas para seguir habitando o tempo.
Eu me digo o que ninguém ousa
porque o silêncio sempre cobrou caro demais.
Aprendi que não nomear
é permitir que o erro volte
com outro rosto
e a mesma violência.
Eu não fui feita para a paz passiva,
mas para a vigília.
Observar é um gesto ético.
Falar é uma forma de cuidado.
Quando digo o nome das coisas,
não crio conflitos
eu interrompo ciclos.
Não carrego culpa que não é minha.
Carrego palavras.
E palavras, quando ditas no tempo certo,
impedem a repetição do horror.
Eu falo
porque existir em silêncio
nunca me protegeu.
Lilian Morais
Em razão da certeza da morte, não vivemos as emoções e incertezas da vida. Sobrevivemos às interrogações, quando deveríamos viver as respostas!
“ Me vi pensando em Van Gogh:
E de como sua certeza incomodava os não pensantes.
De como suas cartas seguiam adiante...
De como ele brilha nos olhos de uma geração distante.”
Livro “ O quarto dos poetas”
Maysa S. Barrocal
“ Eu amava do outro lado da rua, e era um amor de fotografia: não se podia tocar. Quando eu via, sorria, minhas mãos suavam por nós dois, e eu ficava pequena, ridicula e inteiramente viva.”
Livro “ O quarto dos Poetas “
Por Maysa S. Barrocal
Deus não é Deus de pobreza ou riqueza,
Deus está onde os corações se abrem.
Deus está na alegria tanto quanto no choro,
Deus ama a todos incondicionalmente.
O que não temos ou o que temos
é fruto dos nossos esforços e trabalho,
seja o muito ou o pouco.
Deus está presente onde ELE é convidado,
onde a vida O reconhece.
Ele é misericórdia e graça.
Se senta na mesa farta de um banquete luxuoso se houver um coração aberto e bondoso,
mas também se senta na mesa humilde, mesmo sendo pouco, ELE divide o pão.
Ele está até ao lado de quem nada tem pra comer, suprindo a alma faminta, providenciando o socorro necessário.
Deus está com todos que O reconhecem e O amam,
porque Deus não faz acepção de pessoas.
Está na mansão, no barraco, na rua, nos extremos da sociedade.
Deus é amor, compaixão, misericórdia.
Está na oração,
no pedido de socorro,
no desespero de quem sofre,
mas está na alegria e na comemoração, na conquista de quem vence.
Está onde ELE é bem-vindo.
E mesmo não sendo chamado, ELE está do lado de fora da porta esperando ser convidado.
"Se abrir, Deus entra e se senta à sua mesa."
Por Marcio Melo
Eu não ligo para a sua malícia, quando zomba do meu jeito . Eu não tô nem aí para seus comentários, não esquento com os seus deboches, suas risadas e pelo que pensa a meu respeito. A vida é o bastante pra mim, pois nela saboreio cada momento como um prazer quase celestial. E, caso você gaste o seu tempo traiçoeiro, saiba que no dia que acordar, talvez eu seja o seu pesadelo e você uma alma aleatória ,sem destino, pois deixou de viver seus valiosos momentos para preocupar-se inutilmente por quem sempre lhe desejou todo o bem !
JOÃO BATISTA BARBOSA
COLA EM MIM!
Cola em mim agora
Que preciso nessa hora
Não, não vá embora
Cola em mim agora
Nesse momento repente
Seu coração e sua mente
Sustenta a minha vida
Que anda já esquecida
A alma assim tão ferida
Das escolhas que outrora
Sangra o peito e chora
Esse agora que implora
Nos laços que se enrola
Por isso nessa hora
Peço que sem demora
Cola em mim agora!
João Batista Barbosa
“Você pode estender a mão, oferecer um conselho e mostrar um caminho, mas não pode caminhar por alguém que decidiu seguir outra direção.”
Eu não consigo viver sempre na corda bamba da incerteza. Eu sou feita de certezas, de pontos de exclamação e de pontos finais quando necessário. Seu excesso de pontos de interrogação foi até fofo no início, mas, com o tempo, esgotou. Com o tempo, me esgotou. Não se pode viver em cima do muro pelo resto da vida, Humpty Dumpty, porque, quando chega a hora, é preciso saltar sem hesitar.
Tem gente odiando o que o futuro trouxe. Viveu o passado como se não houvesse futuro, o presente como se não houvesse passado — e ainda se acha injustiçado.
O nome disso, meu amor, é o retorno do que plantastes.
Não deixe ninguém acabar com o que você levou anos para construir. E isso não tem nada a ver com bens materiais — tem a ver com você.
Depois dos 40 anos, a única certeza que você tem é de que não sabe como chegou tão rápido até aqui. Mas você reconhece cada passo, cada lágrima, cada resposta e pergunta que ouviu; sabe das mágoas, das marcas — e ninguém, absolutamente ninguém, vai mudar isso.
A vida, de fato, tem seus altos e baixos. Mas não se apegue às ladeiras e nem às escadas altas que tem que escalar. Você faz parte do grande mistério que nem sabemos se um dia irá se revelar.
Não me afaste com o seu olhar, por favor. Já sou grande o bastante para entender o que minha mãe passou a vida me ensinando — apenas com o olhar.
