Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Gostar de alguém nunca foi tão difícil pra mim e, agora, eu não tenho mais a desculpa do príncipe encantado me esperando. Eu que já não sou princesa florida há tanto tempo. Sou a plebéia de cabelos desgrenhados, vestida com maltrapilhos de hipocrisia. É a vida real, é a minha vida, apesar do linguajar não é um conto de fadas, poderia ate ser, mas eu que pedi tantas vezes a Deus pelo príncipe encantado montado a cavalo branco e de pura raça, com a crina lisinha e alinhada, acabou dando tudo errado. Deus até que me ouviu, mas não direito, talvez ele tenha entendido errado e me mandou um cavalo mestiço com a crina espetada ao invés de um lindo príncipe. Pense, pedi um príncipe e ele me manda um cavalo, acertou no mamífero e errou na questão da raça (apesar de que a ignorância de ambos diferir-se apenas em pequenos aspectos).
Para onde vai a minha vida, e quem a leva?
Por que faço eu sempre o que não queria?
Que destino contínuo se passa em mim na treva?
Que parte de mim, que eu desconheço, é que me guia?
O meu destino tem um sentido e tem um jeito,
A minha vida segue uma rota e uma escala
Mas o consciente de mim é o esboço imperfeito
Daquilo que faço e sou: não me iguala
Não me compreendo nem no que, compreeendendo, faço.
Não atinjo o fim ao que faço pensando num fim.
É diferente do que é o prazer ou a dor que abraço.
Passo, mas comigo não passa um eu que há em mim.
Quem sou, senhor, na tua treva e no teu fumo?
Além da minha alma, que outra alma há na minha?
Por que me destes o sentimento de um rumo,
Se o rumo que busco não busco, se em mim nada caminha
Senão com um uso não meu dos meus passos, senão
Com um destino escondido de mim nos meus atos?
Para que sou consciente se a consciência é uma ilusão?
Que sou entre quê e os fatos?
Fechai-me os olhos, toldai-me a vista da alma!
Ó ilusões! Se eu nada sei de mim e da vida,
Ao menos eu goze esse nada, sem fé, mas com calma,
Ao menos durma viver, como uma praia esquecida…"
Fernando Pessoa
Não tenho planos,
mas sim sonhos.
Não bebo,
injeto.
Não choro pouco,
tenho crises.
Não falo alto,
eu grito!
Não sou chata,
sou histérica.
Não sou louca,
sou neurótica.
Não escrevo palavras,
escrevo minhas veias.
Não sou bitch,
sou slut.
Amo e odeio a dor.
Fujo;
mas ela sempre me encontra.
Metrôs...
Station to Station. Track 5 trilha de Christiane F.
Bahnhof Zoo, bahnhof dos sonhos,
espero por ele...
Pinto as unhas de vermelho.
Volto pra casa sem dizer adeus...
Galeiria dos sonhos.
Cigarros de cravo.
VALIUM.
ESTRELAS.
SEXTA-FEIRA.
ÁLCOOL.
SERINGAS.
Amarrar o braço, veia, lua, medo?
A morte não é suficiente.
DROGAS...
(Christiane)
Me ame baixinho...
me beije devagarinho...
que não me falte seu carinho...
que permaneçam os passarinhos.
O fogo do amor se apaga, quando ele na verdade não existe,
Mas o verdadeiro amor é aquele que
começa como uma faísca e sem querer
domina o seu coração para sempre!!!!!!!
Só passamos a valorizar alguém quando está fora do alcance...
Por isso, confesso que, estando longe assim,
Passo a perceber o quanto você é importante para mim!!!!!
TEEAMOOOO'
Se alguma coisa lhe tira a paz de Deus, de duas uma: ou você tem algum pecado que não colocou na luz; ou o seu relacionamento com Jesus é falsificado, forçado ou forjado
Estender a mão é um ato individual vinculado a vontade, quem não usa do bom sentido, do amor cogitado, não entende os efeitos da vida, mas se acomoda aos olhos do mundo. Limitar-se é não conseguir entender que o sol nasce no outro dia.
Uma frase:
"Se você tem alguém que o ama, faça-se dono do seu amor, não dono da pessoa. Aqueles que se fazem donos dos outros são os que geralmente acabam sozinhos."
Sinceridade não é falar conforme sentimos; é falar e sentir conforme a verdade. Aquilo que sentimos nem sempre é verdade.
Perfume de mulher
Senti o teu perfume no ar, mas ele não fez você a mim chegar.
Do teu cheiro, do teu cabelo, como negar a beleza de teu olhar...?
Você não percebe o que tenho a te falar. Assim como o seu perfume, minhas palavras a ti se espalham no ar.
Sons do amor a uma mulher que ouve, mas não escuta. Vê, mas não enxerga. É amada, mas não sente, nem por de repente.
E como no poema "A quadrilha" de Drummond, amo ela, que ama outro, que ama alguém... Que acaba em nada para todos que aguardam.
O amor foi inventado para amar e não guardar. Mas... e o medo? Outro erro. A vida é curta, e há de se arriscar.
É perigoso. E que o seja. A adrenalina da ansiedade e da expectativa percorre todo o corpo, enquanto se contempla a beleza da mulher amada.
Nesta hora, o perfume é o cartão de visita a princesa querida. A facilidade, porém, não é normal para o encontro com ela, a mulher pretendida.
Eu tento, ela tenta. Eu quero, ela quer? E passam-se as horas, ás vezes sem sucesso ou com sucesso de se encher os olhos e corações.
Mas para resultados diferentes, só há um caminho a percorrer, ao se dizer:
- Mulher, do mesmo modo que teu perfume chega a mim, dê-me a oportunidade de meu amor chegar ao teu coração, para saber se te mereço ou não!
(Yuri Guedes)
