Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Não direi que vou usar as pedras que tropecei pra construir meu castelo porque meu castelo não será construído com pedras que me fizeram cair ...
Não faltarão instantes em que o desânimo tentará te envolver. É possível, ainda, que as sombras te convidem para o futuro incerto, porém, serás livre para seguir a luz. Pensa nisso e, em situações difíceis, lembra de que felicidade ou aflição resultará da escolha que você fizer.
Chorar não te faz menor, assim como sorrir não te torna exclusivamente alguém feliz, mas o contrário não deixa se ser verdade.
As pessoas rotulam o que nao entendem, pelo fato de ser mais simples, mais fácil e mais cômodo depositar o seu achar sobre escolhas alheias. Talvez o problema esteja nos excessos. Pois é facil ser rotulado como alegre se você rir muito e triste se chorar for bem mais fácil do está feliz.
Este é o agridoce da vida!
A intimidade não habita no tempo em que estamos com alguém, assim como quanto alguém nos faz feliz também não, o tempo e o gostar são de universos distintos. Nem todos os planos do mundo podem prever o que um encontro é capaz de realizar na alma e no coração.
Tem muita gente que pensa que ama. Não sou ninguém para julgar o amor dos outros, longe de mim. Mas o amor, o amor mesmo, o amor maduro, o amor bonito, o amor real, o amor sereno, o amor de verdade não é montanha-russa, não é perseguição, não é telefone desligado na cara, não é uma noite, não é espera. O amor é chegada. É encontro.
Não vamos colocar a culpa no destino e sim na crueldade do ser humano... e como as pessoas sao capazes de fazerem mal umas as outras para usufruir do seu proprio bem.
Quando uma homenagem coloca em foco o autor e não o homenageado ela não é a adequada. Pular de pára-quedas declarando amor só será uma bela ação se realmente a tal pessoa amada sentir grande satisfação com aquele ato. E se esta pessoa não estiver sentindo a necessidade de uma declaração em público com certeza existem ações melhores que se pode fazer. Ser romântico é saber deixar sua companheira feliz e ajudá-la quando preciso sem desejar para ambos os casos nenhuma forma de reconhecimento.
"Obediência não é o suficiente. A não ser que uma pessoa esteja sofrendo, como você pode ter certeza que ela está obedecendo à sua vontade e não à dela? O poder está em infringir dor e humilhação. O poder está em rasgar mentes humanas em pedaços e colocá-las juntas de volta em novas formas escolhidas por você mesmo. Você começa a enxergar agora o tipo de mundo que estamos criando? (...) Não haverá lealdade, a não ser lealdade ao partido. Não haverá amor, a não ser amor ao Grande Irmão. Não haverá riso, apenas o riso de triunfo sobre um inimigo derrotado. Não haverá arte, literatura ou ciência. Quando formos onipotentes, já não haverá mais necessidade de ciência. Não haverá distinção entre a beleza e a falta dela. Não haverá mais curiosidade, nem alegria no processo da vida. Todos os prazeres competitivos serão destruídos. Mas sempre -- não se esqueça disso, Winston -- sempre haverá a intoxiacação do poder, sempre aumentando e sempre crescendo sutilmente. Sempre, a cada momento, haverá o tremor da vitória, a sensação de pisar num inimigo que já está sem esperença. Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando num rosto humano -- para sempre."
O ser humano tem a necessidade natural de compartilhar as coisas não materiais, mesmo a fé, de não se sentir diferente ou uma aberração. Somos uma espécie coletiva que desde os primórdios convivemos em grupos, em sociedade, como um formigueiro mal organizado territorialista, que também como outras espécies menos evoluídas que se matam em uma competição infinita pela sua continuidade ou poder. Fazemos a lei do quem pode mais, a lei do “tenho” e não do “sou”. Mas “dê a Cezar o que é de Cezar”.
Não confunda sua mulher com sua mãe. Embora elas de fato sejam companheiras e possa haver cumplicidade, chorar no colo delas não resolverá nada, só demostrará fraqueza e seu desespero.
As vezes somos vítimas da nossa imaturidade, não é a idade quem a define, é a nossa estabilidade emocional!
A Paternidade
Não basta ser homem para ser pai
Não basta desejar ser pai
Precisa ser gente e, especialmente, carregar humanidade
Carece ser exemplo
Para ser um pai de verdade, é preciso gostar de lamber a cria
Quando pequeninos e ainda depois de grandinhos
É preciso gostar de trocar fraudas e carinhos
Não existe teste de DNA que faça de um homem um pai
Porque o homem já nasce com DNA de pai
O pai de verdade não vê diferença em ser mãe ou pai
Porque ele consegue fazer os dois papéis
O pai de verdade não é um herói
É apenas um homem
Quase um super homem
Mas ainda uma criança que também precisa de colo.
Sem exagero, não há nas bibliotecas deste mundo, não há nos pisos deste chão, não há na lucidez das minhas loucuras e muito menos na imensidão das suas ausências, nada nem ninguém capaz de entender o silêncio dos meus poemas com a mesma delicadeza dos seus olhos. Eles têm o privilégio de ler as entrelinhas de cada verso, e por ali ficar por horas e horas e dias e dias, até adormecerem num sonho confuso e denso – como são os sonhos dos que amam e não podem se entregar. E eles nunca se fecham porque precisam de vida para morrer, e também precisam se alimentar dessa poesia para continuar a brilhar e a sentir saudades e a mentir verdades. Por isso serão sempre densos, tensos e imensos.
Já, meus poemas têm a necessidade de buscar nos seus traços o formato de cada letra e o compromisso de catar em suas mãos as palavras mais imperfeitas – aquelas que nunca foram versificadas – e ver se cada "eu te amo" gritado silenciosamente pelos seus lábios finos consegue me acolher sem dentes, sem me deixar sofrer e só me fazer enxergar o que há de mais belo no amor: aquilo que não se diz. Meus poemas também têm a obrigação de contar nos seus dedos todas as vezes que eu não pude ouvir o tom da sua voz tão deliciada dizer que sente a minha falta. E nesse timbre ficar e respirar por meses e meses e rimas e rimas, até adoecerem num sonho doce e triste – como são os sonhos dos que amam e não encontram ninguém para se entregar. E eles nunca se ausentam por muito tempo porque precisam das migalhas da sua presença, dos pedaços mastigados do seu coração e de alguns goles das suas lágrimas para não secarem, sozinhos, como os pontos finais dos breves romances sem final feliz. Por isso também serão sempre densos, tensos e imensos.
Saiba que também não sei muito bem o que pode sair da boca e dos poros e das mãos e dos olhos de um homem de carne e osso e sangue e sonhos que se permite acreditar na realidade de vez em quando. E mesmo que nada faça sentido. E mesmo que eu não consiga me expressar com as palavras certas. E mesmo que você não interprete da maneira mais simples meus sentimentos mais complicados, meus desejos mais confusos e minhas mais sinceras verdades sobre você, sobre mim, sobre nós; saiba que aqui, em cada página, em cada erro ou palavra, em cada espaço ou entrelinha, em cada ponto e vírgula, estão os meus mais vivos pensamentos, aqueles que pulsam e vibram cada vez que pensam no que não fomos... Não sei como nem quando surgiu a ideia de começar a te escrever.
[página solta de uma carta despedaçada; antônio]
E se eu acordo amanhã, tomo um café e não penso em você o dia inteiro? Esquecer alguém deve ser assim; sem perceber, depois de um café.
