Nao Amplie a Voz dos Imbecis

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Uiva o Lobo
Em um canto triste
Odes a sua amada
A lua

O que nasceu no etéreo
Não deve ser consumado
Mas consome

Brilha a lua
Como quem diz:
Não chore. Sou sua.

O lobo não entende
Não pode. A dor cega.
Sofre ele. Sofre ela.

E o Lobo uiva...

"Muitos vivem nas sombras por não terem iniciativa!"

"Aquilo que foi é o que virá a ser, e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo sob o sol" - Eclesiastes 1:9

Não nasci para me esconder atrás de modelos ou dogmas, muito menos para agradar os outros, o meu compromisso na vida e comigo mesmo.

Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.

Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos. Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.

É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar legal e bárbaro com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.

Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É aguardar com paciência e frieza o momento exato de vingar-se da má amiga. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.

É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática. É fumar quase um maço de cigarros na sacada do apartamento, pensando coisas brancas, pretas, vermelhas, amarelas.

Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.

É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É ter uma vez bebido dois gins, quatro uísques, cinco taças de champanha e uma de cinzano sem sentir nada, mas ter outra vez bebido só um cálice de vinho do Porto e ter dado um vexame modelo grande. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.

Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Ter estudado ballet e desistido, apesar de tantos telefonemas de Madame Saint-Quentin. Ter trazido para casa um gatinho magro que miava de fome e ter aberto uma lata de salmão para o coitado. Mas o bichinho comeu o salmão e morreu. É ficar pasmada no escuro da varanda sem contar para ninguém a miserável traição. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante. Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra. Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.

Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra.

Nossos inimigos (pessoas que não nos querem bem), possuem o ódio, a inveja, a maldade estampados no olhar...Sendo facilmento notados por nós! Isso nos possibilita viver distante deles ou sempre armados em direção à eles...

Estamos neuróticos. Não só existe desigualdade na distribuição da riqueza como também na satisfação das necessidades básicas. Não nos orientamos por um sentido de racionalidade mínima. A Terra está rodeada de milhares de satélites, podemos ter em casa cem canais de televisão, mas para que nos serve isto neste mundo onde tantos morrem? É uma neurose coletiva, as pessoas já não sabem o que é que lhes é essencial para a sua felicidade.

José Saramago

Nota: (publicado em Zero Hora, 1997) José Saramago, sobre a nossa neurose.

Fofocas e fofoqueiros.
Não existe corrupto sem corruptor, não existe fofoca sem aquele que conta, o que ouve e o que espalha.
Não existe fofoca inocente.
Quem, de qualquer forma faz uma avaliação superficial ou divulga opinião alheia que menospreza alguém, não vale mais do que o próprio.
Fofoqueiros tem pouco caráter, e se bem analisados, nenhum valor. Quem tenta diminuir as pessoas e se colocar numa posição vantajosa é fraco e covarde.
Usando as palavras ainda que em tom de brincadeira, o fofoqueiro pode causar inimizades, mal estar e até mesmo tragédia.
A fofoca que denigre a moral de outrem é crime que pode gerar outros, porque não se sabe qual o vulto que toma e as reações que pode causar.
Eu não tenho amigos fofoqueiros, ex-amigos, talvez...

Respirei fundo e esperei que ar encontrasse nos pulmões. Isso não aconteceu.

Mesmo que a vida não seja fácil, estou torcendo por você. Mais do que hoje, espero que você esteja mais feliz amanhã. Desejo-lhe 10 vezes felicidade.⁠

Sou um humanista. Isso não significa ser bonzinho ou acreditar que o homem é bonzão. Significa apenas que aceito o homem como é - medroso, primário, invejoso, incapaz, acertando por acaso e errando por vaidade: meu irmão.

A frivolidade é também uma forma de hipocrisia porque as pessoas não são aquilo. A pessoa, quanto mais frívola nos parece, mais esconde a sua natureza profunda.

Amor à distância

Te amo,
Mas não te conheço
Te espero,
E nunca te vejo
E minha vida
Se limita a buscar
Entre palavras e texto,
vivo a procurar
Onde você estará?
Onde eu vou te encontra?
Pra te abraçar
Te beijar
Te ninar,
E verdadeiramente,
Te amar!

Envelhecer não significa crescer fora do autismo.

Na solidão da escuridão, quase consegui sentir a finitude da vida e sua preciosidade. Não damos valor, mas ela é frágil, precária, incerta, capaz de terminar a qualquer momento, sem aviso. (John Grogan)

Não aceite conselhos de alguém que conheça dez mil palavras. Aceite de alguém que viveu dez mil vezes cada letra que escreveu. Muita gente se impressiona com uma frase bonita, mas nem desconfiam que não existe um significado real se a escrita nunca foi colocada em prática.

E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos.

As pessoas que mandam nas cidades não entendem o grafite porque acham que nada tem o direito de existir se não gerar lucro, o que torna a opinião delas desprezível.

"Não adianta você beber para esquecer um verdadeiro amor, bebida tira da cabeça, mas o problema é no seu coração."

Certas coisas são bem melhores como estão.
Eu nem sei o motivo pelo qual estou revoltado.
Não tenho se quer um problema que realmente me preocupe.
Talvez seja isso... Revolta por falta de revolução.