Nao Amplie a Voz dos Imbecis
O importante é sempre fazer algo, nem que seja escrever algo em um caderno que ninguém nunca vai pegar para ler, mas o ato de fazer algo já é o suficiente para continuar.
Quando perceber que os valores da terra são diferentes, vai surtar, vai brigar com todo mundo, mas calma, respira, sente-se em uma cadeira, surtar e brigar não vai mudar o fato de que a terra vive assim, fique feliz por poder driblar e viver de verdade, encontre alguém que vá compartilhar com você as mesmas experiências e construir uma família linda e honesta, este sim e o verdadeiro segredo.
Descobrir um novo caminho é difícil, você vai se ver sozinho cerca de 100% do tempo, mas tem chance de no meio disto tudo acontecer algo bom.
Tudo que acontece algumas vezes na sua vida, só vai acontecer de novo se você seguir caminhos parecidos, caso contrario vai ser um grande mistério.
A PIOR COISA
Hoje parei pra pensar...
Que mal na vida pior será?
E uma coisa pude constatar.
Pior que ser pobre,
É não está tranqüilo;
Pior que não está tranqüilo,
É está triste;
Pior que está triste, é está mendigando.
Pior que está mendigando,
É está com fome;
Pior que está com fome, é está doente;
Pior que está doente,
É não ter com quem contar.
Pior que não ter com quem contar,
É está cercado de pessoas e se sentir solitário;
Pior que se sentir solitário, é ser rico;
Pior que ser rico,
É ser ambicioso.
Pior que ser ambicioso,
É não se sentir feliz;
Pior que não se sentir feliz,
É está com inveja dos de poucos meios.
A inveja é o pior de todos os sentimentos.
CULPA
As vozes que ouço no escuro
Na calada da noite fria
Estremece minha alma
E traz-me agonia...
É a voz da culpa que grita,
Esbraveja e aflita
Já não deixa que meus olhos
Se fechem...
As vozes ocultas pela escuridão,
Traz consigo vultos, lembrança.
Invade veloz o coração,
E destrói sem piedade a esperança.
É a voz da culpa que fala
Que não ousa se esconder,
Esvazia os pensamentos...
Se cala,
Faz a alma estremecer.
Ferve o sangue cozinha a carne
Emudece as palavras, empalidece as cores,
Matas as alegrias ressuscita o temores,
Mas a culpa não sai...
Até que num momento tardio,
Decidimos buscar, o perdão.
Pai!!!
Pai,
Estimado autor da minha existência
Reflexo de bravura e coragem
Cujos passos ensinaram-me lealdade e honestidade como virtudes de raros porque menos que poucos!
Quando de ti sentir saudade
Lembrar-me- ei que sua força me fez forte
Quando lutou contra a morte
E que guerreiro corajoso!!
Havia apenas um fio de vida
E você se apegou ao último fio
Como quem diz: eu não desistirei de lutar!
Sinto o quanto foi herói
Porque além de me dar exemplo de vida
Deu-me mais
Foi o exemplo mais audaz de quem pela fé venceu a morte!
E hoje seus batimentos cardíacos
São dádiva divina
Se antes,eram o alarme para a morte
Agora é o sino para vida
E toda vez que um sino tocar
Vou me lembrar do Deus que te devolveu vida
Quando a morte te fez uma fúnebre visita!!
Roubada de mim!
Você me roubou de mim, mas quando interrogada
Disse perante Vossa Excelência e os presentes que não me ameaçou
Que não usou de violência
Nem de morte me jurou, então Vossa Excelência meignorou!
Diante dos presentes
Expressei-me com veemência
Excelência, ele não usou armas de fogo, nem armas brancas.
E só isso seria caracterizado como violência ?
E se me roubou a paz
E se me roubou a alegria
E se desdenhou de mim
Porque de mim abdiquei
E se ficar provado Excelência
Que foram danos extrapatrimoniais
Que não levou nada de valor pecuniário
Mas levou-me a vida
Roubou-me de mim
A minha essência
Convencer-te-ia que levou todo meu ouro?
E toda minha prata?
Porque não eram eles objetos tangíveis
Mas imateriais
E não precisou usar de agressão porque a maior forma de violência
É aquela cometida contra o indefeso
E assim estava meu coração indefeso e vulnerável
Como um domicílio desabitado!
Ele de tudo se apropriou
Porque não havia indícios de ocupação
Era como um território sem proprietário
E se eu te disser Que a legítima proprietária sou eu?!
Que tenho testemunhas
E tudo documentado
Está no cartório de registro de imóveis desta comarca!
Que embora até sua alma ousaram levar!
Vive a proprietária que deseja seu coração resgatar!
Posto isso,
Pede e espera deferimento!
o castelo
Construí um castelo
Nem ventania nem tempestade podem derrubar
Suas paredes são de rocha
E o sol sobre suas janelas resplandece!
Quando vem a noite
E o mar se aproxima
Sinto o cheiro da brisa
Um castelo que mãos humanas não fizeram
Mas o melhor arquiteto o desenhou
Foi o soberano Deus
O arquiteto do amor!
Quando eu ainda repousava
Incrédula já não mais te esperava
O sol nasceu mais uma vez
Pude ver raios de luz envoltos em nuvens de algodão!
Não sabia se alcançava o céu
Ou se pisava o chão!
Então veio com sua maestria
Nem sentia as suas pisadas
Mas o seu cheiro inconfundível
Eu sabia que era humano como eu
Chamava-o de anjo
Mas não tinha asas
Achava-o perfeito!
Belo e indefectível
Nada mais me importava!
Mesmo insipiente eu sei
Não eram os meus olhos que viam
Era falta de lucidez
Amor é para os loucos
Nunca para os normais
Qualquer margem de razão destruiria
O idlilico poder do amor!
Foi nessa insanidade que pude notar
Que o amor é sorrateiro e chega sem avisar
É preciso ser mesmo louco
Correr riscos e ser corajoso
Para desfrutar da indisivel arte de amar!
Erros!I
Se errei, é porque minha natureza é adamica!
Perdoe-me, Senhor
Porque de todos erros cometidos
Meu intuito foi acertar!
E só os cometi porque existia uma pedra alçada em meu calcanhar!
Verdade seja dita
Omissões nunca esquecidas
Por que quantas vezes escondi de ti a face
Era para não me omitir
Se aplicar com zelo a justiça
E não compactuar com mal também for erro!
Muitos eu cometi!
Fui rebelde
Destemida
E pequei
Jamais daria a minha alma o direito de ser canonizada
Porque sou humana como todos os demais!
Então, não há entre nós santos
Apenas pecadores e mortais
Que julgados pelos que se dizem santos
Vão à guilhotina todos os dias
São calúnias, injúrias e difamações
E beijam a face e lisonjeiam
Suas línguas são felinas
Venenosas e vermelhas como escarlate.
Mas, de nada possuem compaixão
Se até Cristo foi à crucificação
O que será de nós, então?!
Se a balança do Direito existe, as medidas dependem de quem julga e de quem legisla, o advogado apenas constrói a defesa por meio de argumentos que convençam da verossimilhança dos direitos postulados pelo autor.
