Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Seus olhos como as estrelas, sua boca como o mel, seu sorriso como o sol, me ganharam, e contemplaram em um Sonho de amor, vivido agora por mim e você, duas vidas agora se tornaram uma só. Você me mantém em pé, eu vivo por você, meu sorriso depende de você, minha felicidade é você, o que um dia foi sonho, hoje virou realidade, esse foi nosso sonho, que hoje vivemos literalmente. Nosso sonho de amor.
Estações da Alma
Em mim, viste apenas cores,
deleitou-te em minha
beleza,
pois era primavera…
Chegando o verão,
meus raios te encantaram;
aqueceste-te com meu
calor.
Enfim, não era amor.
O outono chegou…
As folhas murcharam,
as flores caíram.
Minhas raízes te
assustaram;
o vazio do meu caule
te fez frio…
Mas o outono é tempo
de renascer,
tempo de renovar.
Tempo de deixar de lado
as aparências
e mostrar a firmeza
das raízes.
O outono é tempo
de mostrar a essência…
A minha, você não
quis ver.
Mas foi no outono que
a sua pior metade
eu pude conhecer.
Sei exatamente como
está a podridão das
suas raízes, e quando
a primavera, outra vez,
chegar,
suas flores, suas
cores
não irão mais me
encantar.
A alma é feita de estações,
e é necessário que haja
acolhida em cada uma delas…
para nos reencontrarmos
prontos na primavera.
Aline dos Santos
O homem
Era célula a se multiplicar...
Fez-se choro a ecoar,
Tecendo o processo...
Erros, acertos, silêncios e sons,
Buscas inalcançáveis,
Pesadelos, sonhos bons...
Gastou o tempo, fez sua história,
Findou-se em saudade e memória.
Fizemos tantos planos. Acreditamos em tantas coisas. Trocamos tantas juras de amor. Éramos um. De repente nos tornamos dois. Cada um no seu caminho, vivendo suas próprias experiências e vendo o mundo a partir de um único olhar. Os beijos roubados, devolvidos, que selavam sonhos e esperança parecem existir apenas no mundo das ideias. Bocas que se tornavam uma. Uma língua, linguagem e códigos indecifráveis aos demais. Os olhares, na verdade o olhar. Eram dois olhos que se convergiam em um. Uma visão, que passava a sensação de ser uma só percepção. Dois corpos adultos, que no encontro fundiam-se. Tudo tão maduro, com o gosto da inocência das infâncias. O calor que aquecia os corpos e, como um fenômeno físico da física, misturava pensamentos, desejos e consciências. Tudo sob a ciência de que eram um. Parece que nada mais permanecerá no estado em que estava. Seria tudo isso sinônimo de amar? Tudo acabou? Tudo se foi? Acredito que não. A história que estava escrita, quem sabe, continua escrita. Como toda escrita, há pontos de diferentes natureza, seja uma vírgula, um ponto de exclamação, interrogação, mas ponto final, de repente, jamais. A história continua sendo escrita. Talvez por alguns capítulos os protagonistas não se encontram, mas nos últimos, por conta da saudade e do sentimento que nunca se foi, se reencontrem. É, a vida é assim. O passado marca o presente, que por meio de um cheiro, lembrança ou qualquer coisa que traz à tona tudo de novo o "velho", faz do futuro um presente delicioso com gosto de passado, reescrevendo a história com novas compreensões e sensações, fatos que culminam no reencontro dos protagonistas. Ah, não há heróis ou perfeitos, apenas pessoas, cheias de idiossincrasias, que decidem dar um ponto final. Ponto final? Sim, para que uma nova história seja escrita. Tudo novo com velhos conhecidos. É coisa do amor. Louco mesmo. É a loucura da vida que no silêncio da noite os faz imaginar, sonhar acordados e, por isso, amar. Há quem diga que seja eterno enquanto dure, mas pode ser que dure para sempre.
Tenho que me desconstruir por inteiro, mas ainda, o padrão de beleza faz parte de algumas das minhas escolhas. Não me considero imune ao estereótipo: loira, magra de olhos azuis. Mas me apego a palavras, gestos e sutilezas que não custam nem centavos e enriquecem a relação. Vamos misturar as belezas cultas, ocultas e visíveis. O que interessa nessa vida pode durar mais do que os nossos olhos podem ver.
E no frigir da manhã
Os sonhos flambados
Ao verdor do alecrim
O bonsai de flamboyant
Desperta amor em mim.
Vou decorar su'alma
com flores e os sabores mais inimagináveis...
Plantar orquídeas em sua boca, meu jardim
com desespero em florir
Soprar teus olhos...
Só p'ra te fazer sorrir
Só p'ra mim...
O sentido da vida...
É sorrir em todas as direções
O vento é viageiro e espalha felicidades pelo mundo inteiro.
Gosto dos plurais
naturalmente...
pois são abundâncias
e opções de ofertas
mas amo o singular
é BEM mais particular...
quando uma inspiração te poeta..
significa que as diversas possibilidades
já foram exploradas, testadas, medidas
e escolhida apenas uma no singular.
Odeio coisas "mornas"
deixo para experimentar
quando já frigida
estiver de corpo presente na lua álgida
dura e com as colunas rígidas.
Liberto
Com livre teor poético
Cheiro de café
puro expresso
pão com manteiga
e boas risadas
até dizer chega
sem pieguices
esteja amar
seja meiguice
é agradável ao paladar
Liberdade
Fragmentada
Tão limitada!
Posso ir!?...
Posso!
Posso vir?
Posso!
Até onde?...
Liberdade!
infinita...
Tão bonita
Liberdade!
Livre inclusive
Pra me perguntar
Posso tudo
De que me posso?
Se possuo a posse!?
Posso!!!
Mas devo?
