Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Todo domingo
teu recado
Na voz de Betânia
teu fado calado
Entre versos
tu me buscas
Será saudade
ou costume?
Quando a voz embarga e as palavras
se acumulam no peito…
engolir tudo
é sentir uma dor que não cabe dentro de nós.
Compartilhando ideias...
Por:"Patrícia Dias"
"A Melancolia Que os Alunos Carregam Dentro Deles.”
As salas de aula parecem cheias de vozes, risadas e movimentação, mas, se olharmos com atenção, veremos algo escondido por trás dos cadernos abertos e das telas iluminadas: uma melancolia silenciosa que muitos alunos carregam.
Ela não é sempre visível. Às vezes se esconde num olhar cansado, num suspiro diante de uma prova, na falta de entusiasmo para responder a uma pergunta simples. Outras vezes aparece no corpo que está presente, mas na mente que vaga para bem longe.
Essa melancolia nasce de muitos lugares: da pressão em ser perfeito, do medo de decepcionar, da comparação constante, da falta de tempo para viver fora da escola, do peso das expectativas. Nasce também da solidão disfarçada, da sensação de não ser ouvido, de que suas dores são pequenas demais para importar.
No fundo, cada aluno carrega uma batalha invisível. E a escola, que deveria ser espaço de descoberta e crescimento, tantas vezes se torna palco de ansiedade, cobrança e silêncio forçado.
A melancolia dos alunos é um pedido de pausa, de escuta, de acolhimento. É o coração dizendo que aprender não pode ser apenas decorar fórmulas e datas, mas também encontrar sentido, encontrar lugar, encontrar-se.
Porque só quando a escola aprender a enxergar o que os olhos não mostram, os alunos poderão estudar sem sentir que precisam esconder dentro deles a parte mais humana que possuem: a fragilidade.
Texto: Voz ao fundo
Autor: Levy Cosmo Silva
Tenho que sair disso tudo
De tudo o que é negativo
Ainda que pareça absurdo
Cuidado com seus ditos amigos.
Clamo a pedir sabedoria
Para encarar qualquer dilema
Sempre a desafiar nosso dia
Nos livrando do mau esquema
O que me lembra o sistema?
Injustiça, corrupção, violência
Todos sabem a raiz do problema
E se acomodam com a indecência
Repare no hospital e vai ver
O mesmo está nas escolas
Toda estrutura a perecer
A culpa é dos pedintes de esmolas?
A sociedade alimenta o mal
Em busca de maior lucro
Pensando ser isso normal
Assim vão acabando o mundo
Nada de se conformar
Resista de servir a elite
Temos o poder de fiscalizar
Lutemos contra o mal que persiste.
(Levy Cosmo Silva)
Mesmo se eu falho,
Tua graça me alcança
Mesmo se eu caio,
Tua voz me levanta
O mundo me pressiona,
Deus me vê
Eu sigo de pé,
Porque sei de quem vem
Quando Deus Me Fez Olhar
por Purificação
Eu disse em voz baixa, cansado de tudo:
Senhor, eu não quero mais continuar.
Eu aceito parar. Eu aceito entregar.
Mas Ele não me respondeu com palavras.
Ele me mostrou.
De repente, foi como se o chão abrisse a alma.
E eu vi —
não com os olhos,
mas com algo que doía por dentro.
Havia um homem.
O corpo arqueado,
os ombros feridos,
as mãos tremendo de tanto carregar.
Não falava nada,
mas cada passo parecia uma prece sem som.
E a Voz me perguntou:
“O que vês?”
Eu disse:
“Vejo um homem sendo conduzido…
e alguém atrás dele, com algo nas mãos…
um chicote talvez…
e cada golpe parece rasgar o céu.”
“Fala mais.”
Vejo poeira, vejo sangue
e vejo gente que não entende o que está vendo.
O homem cai,
os joelhos abrem,
o chão se mistura com o sangue,
mas ele tenta se levantar.”
“E o que mais vês?”
Eu respirei fundo, e disse:
“Vejo dor…
mas vejo amor no meio da dor.”
E então a Voz falou, calma, firme, real:
“Não estás vendo outro homem.
Estás vendo o que Eu quis construir dentro de ti.”
“A cruz não é sinal de fim,
é símbolo de processo.
O peso que te dobra é o mesmo que te molda.”
E naquele instante eu entendi.
O madeiro que ele carregava não era de madeira —
era propósito.
O sangue não era castigo —
era entrega.
A dor não era derrota —
era lapidação.
E o chicote?
Era o som da alma sendo forjada.
“Purificação,” — disse Ele —
“quando pensares em parar, lembra:
a fé não anda em linha reta,
ela rasteja, tropeça, cai,
e mesmo sangrando, continua crendo.”
Eu chorei.
Não porque doía —
mas porque entendi o que o amor de Deus faz com quem não desiste.
O silêncio Dele não era ausência.
Era treinamento.
E ali, no meio daquela visão,
com o chão molhado de lágrima e luz,
eu disse:
“Senhor, se for pra seguir,
que cada ferida vire testemunho,
e cada queda ensine alguém a se levantar.”
E o céu se abriu.
E o peso virou presença.
E eu me levantei.
Porque agora eu sabia —
não era o fim do ministério.
Era o começo da missão.
✍️ Purificação
Anseio pelo som baixo da sua voz a cada nova manhã
Dou-lhe minhas melhores palavras numa tentativa de fazê-la permanecer, e nunca jamais partir.
Resisto ao desejo de tê-la mais perto, colada a mim como carne e osso, resisto e me impeço de sonhar-te como o inalcançável, pois minhas mãos coladas as suas me mostram que amar a ti é o cume onde posso tocar, descansar, deitar as costas e navegar sem medo de afogar
Porque amar a ti é cair sem nunca encontrar o chão, e se fosse você um barco sem rumo, eu seria a bússola a te guiar até o fim do mundo.
Beijo-te enquanto sussuro seu nome, não há ninguém nesse mundo que saiba como soletrar o seu nome, não dá forma como eu faço. Beijo-te e digo que amar a ti é minha maior recompensa, e só então você diz o meu nome, sussura que é minha e não existe inconstância entre nós dois, tudo porque sei como se soletra o seu nome, e você sabe como me amar sem antes me destruir.
Você pode dizer que me ama antes de me observar queimar?
Você me dirá que sabe como me amar sem me deixar escapar?
A minha voz vem carregada de tudo o que já vivi — das quedas, das decepções, dos recomeços. Cada palavra que sai de mim tem cicatriz, tem amor, tem cura. Eu não falo pra ferir, falo pra curar o que um dia ficou preso dentro do peito.”
Anna bingre
"Ó víbora, doce seja vossa voz
E belíssima sejas tu, para que
Se torne um anestésico do seu
Veneno, que corrompe e apodrece
Quem amas a ti"
O Haka da Terra na cop 30
O grito que vem da Nova Zelândia ecoa no mundo.
É o haka, voz antiga do povo Māori,
que atravessa oceanos e chega até Belém,
trazendo o mesmo pedido que a floresta faz em silêncio:
respeitem a Terra.
O haka não é apenas uma dança.
É o coração pulsando no corpo do povo.
É o som da alma quando o homem lembra que também é natureza.
Cada batida no peito é um trovão chamando à consciência.
Cada olhar feroz é um espelho, perguntando:
O que você tem feito pela vida que te sustenta?
Na COP30, esse grito se transforma em símbolo.
Símbolo da resistência dos povos que nunca deixaram de ouvir a voz da Terra.
Símbolo da união entre culturas que sabem que o planeta não é propriedade —
é mãe, é lar, é vida em movimento.
O haka é o despertar.
É o rugido da floresta, o choro dos rios,
o sopro dos ventos pedindo respeito.
É o lembrete de que somos filhos do mesmo chão
e que lutar por ele é lutar por nós.
Hoje, o haka ecoa em Belém.
Ecoa nas ruas, nas vozes, nos corações.
E cada batida de pé no solo é uma promessa:
a Terra viverá — porque nós decidimos lutar com ela.
A VOZ — PURIFICAÇÃO
Você pode ter todos os sonhos do mundo.
Pode ter fé, talento, visão, propósito…
Mas nada acontece —
até que você aja.
A diferença entre quem vence e quem desiste
não é sorte.
É movimento.
É o passo dado quando ninguém mais acredita.
É o “eu vou tentar mais uma vez”
dito com os olhos cheios de lágrimas.
Deus abençoa o movimento.
A fé parada enferruja,
mas a fé em ação abre mares.
Não espere estar pronto.
Não espere o medo sumir.
Não espere a dor passar.
Porque quem espera demais, vê a vida passar também.
Levanta.
Faz o que precisa ser feito.
Mesmo cansado. Mesmo sozinho. Mesmo sem aplausos.
A ação cura a dúvida.
O movimento cala o medo.
E o primeiro passo…
sempre vale mais do que mil intenções.
Então vai.
Faz o teu hoje valer.
Porque o tempo não volta,
mas o que você constrói com coragem…
fica pra sempre.
✍️ Purificação
