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Nao Amplie a Voz dos Imbecis

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Deus jamais seria o porta-voz da opinião pública, Ele jamais daria sua voz para assuntos tão rasteiros e medíocres.

Ser poeta é dar voz aos sentimentos.

A Voz interna


Há dentro de mim uma voz que me chama sem cessar. Essa voz tem o poder de me tirar do eixo e me deixar fora de mim. Tento me conectar a ela e entender o que está acontecendo. Tento reorganizar minha vida. Tento interiorizar tudo que me atormenta.


Tento eleger um guia para me ajudar a caminhar sem me perder no meio do caminho; tento compreender essa voz e negociar com ela. Sentar em um lugar tranquilo e perguntar o que ela quer de mim.


Esta pressão é uma loucura. São tantas provocações, tantas buscas para entender todo o processo. Sei que algo está confuso, mas é difícil olhar para dentro. Quero ser alguém sem fantasmas. Alguém menos complexa. Ter o poder de comandar a própria vida sem que essa voz interfira.


As idas e vindas são um mistério. Todos os dias tem novidades. Há algo que pressiona minha cabeça de tal forma que, por instantes, penso que a morte chegou para me buscar. Quero muito entender esse emaranhado que mais parecem fios e mais fios – como aqueles que vemos nos postes de ruas: olhamos e não conseguimos compreender como funcionam.


Todos os dias, antes de entrar em casa, deixo para trás tudo o que pesa. Tiro os calçados, as roupas, e me banho de paz e harmonia. Depois do banho, visto roupas leves e, com os pés descalços, caminho pelo jardim. Observo os verdes vales naturais formados entre as montanhas e me delicio com tanta beleza.


Diante de tudo isso, fico mais calma. Parece-me que a voz se afasta – ou talvez tenha se cansado de mim. É somente com a mente vazia que consigo me libertar e seguir em frente.


Quando me entrego de alma e espirito, limpo a mente e faço a voz se calar. Ela sai de dentro de mim, e eu me sinto leve. Consigo enxergar além da carne. Consigo entender muitas coisas e caminhar pelos verdes vales apenas sentindo o aroma do fim de tarde.


Rita Padoin

"A voz desenha constelações no teto, mas é o calo na palma que assenta o tijolo no barro."

Na dor, encontrei voz de aço, um eco rasgado que rompeu o silêncio, grito afiado de resistência.

Superação é a insurreição do espírito, braço erguido na sombra, voz que esmaga o silêncio.

Minha voz ganhou tom de autoridade serena, falo o necessário, faço o suficiente, o mundo foi acostumando-se ao meu ritmo.

Nos dias em que a dor tomou a voz, foi a fé, em silêncio, que me deu bússola. Nesse silêncio aprendi a seguir.

Há um eco que rasga a montanha, é o som do amor em busca. Nenhuma noite é tão densa que impeça a voz de chegar. O pastor caminha, cansado, mas a fé o guia, mansa, até que o pranto se cala no peito que volta a pulsar.

Às vezes a voz de Deus sussurra. A esperança é um som leve, quase imperceptível, mas suficiente para mover montanhas internas. Quem ouve o chamado na escuridão, já está a caminho da luz.

Mesmo na sombra mais densa, existe uma voz que guia o passo, confie e siga.

Quem canta no deserto, faz brotar água, levanta a voz e observa o milagre.

Que tua voz Senhor, seja prece e tua vida, louvor, assim a esperança faz morada no coração do mundo.

Quando o silêncio da derrota tentar sufocá-lo, levante a voz e declare o rugido vibrante das possibilidades.

O caminho da retidão é forjado em momentos de renúncia, onde o ego se cala para que a voz da consciência fale mais alto.

É a Sua voz, o impulso diário e terno que ordena: 'Levanta, encontra o ritmo da paz, respira fundo e segue em frente.'

É no silêncio profundo e reverente d’Ele que, ironicamente, meu espírito encontra a voz, recobra o fôlego e se pacifica.

O discernimento é a luz que separa a voz do instinto de posse do clamor do amor protetor.

O sábio usa o silêncio para ouvir o coração de Deus e a voz da verdade que se esconde na súplica.

A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.