Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Aprenda a sofrer em silêncio - ao menos não atrapalhará a alegria e felicidade dos que estão ao seu redor.
Você não foi criado para carregar o peso de quem veio antes, e sim para transmitir luz para o caminho de quem vem depois.
A alma se curva ao peso do que não é seu.
O desânimo é o eco do que se perdeu .
Não é fraqueza o cansaço do espírito,
é o grito do ser pelo que é infinito.
Se o "eu" se esgota na luta vã,
a pausa é a ponte para o amanhã.
Pois só quem aceita a própria finitude,
encontra no silêncio a maior plenitude.
Pode, como, aliás, o faz, aspirar o homem a um bem limitado concreto, cuja aspiração não será vã, porque é alcançável, desde que o bem exista. Mas o homem aspira a mais, mais elevado, ao bem supremo, e seria vão esse aspirar se Deus não existisse.
Podem desesperar-se os filósofos a construir filosofias de desespero, mas tal não impedirá que ela prossiga em sua marcha, confiante no inesperado, no imprevisto, que poderá modificar toda a feição dos fatos. Nisso consiste, nessa luta sem desfalecimentos, toda a dignidade do filósofo.
Não consegue o materialismo fugir ao religioso. É uma religião da matéria, a qual passa a ter todos os atributos divinos, menos o de ter consciência de si mesma, o que só vai verificar nos seres superiores, e a consciência de sua consciência, no homem.
O gênio não vence por si, mas apenas sobra ou sobrevive da derrota total. Esse é o aspecto trágico da genialidade. Por isso, não se podem acusar as multidões de não compreenderem os gênios. Eles têm que ser incompreendidos (...) Só uma humanidade de gênios poderia entender os seus gênios.
Em todas as doutrinas, mesmo quando erradas, há algo de verdadeiro, não, porém, suficiente para refutá-las in totum, embora in partem.
Se o que vem a ser não é, o vir-a-ser prometeico viria do nada, e, nesse caso, o nada teria aptidão de ser, o que já lhe daria uma eficacidade e deixaria de ser nada para ser Ser. (...) Neste caso, tudo quanto se dá no Devir já é, e o Devir é o apontar do que é; é o apontar do Ser, símbolo do Ser.
Assim como o homem tente para o supremo bem, tende para o supremo verdadeiro, porque não lhe satisfazem as verdades próximas que encontra, pois quer alcançar a verdade final, a verdade perfeitíssima, a verdade suprema.
Não encontramos até hoje um único ateu que tivesse uma ideia clara e justa de Deus. O "deus" que eles concebem é uma caricatura, deformada pela imaginação e produto de leituras precipitadas em autores mal intencionados, que é atribuída aos cristãos. Chegamos até a conclusão de que não há ateísmo; há apenas uma má colocação do que seja o teísmo.
"Existir não é um afastar-se de ser, é um modo de ser no pleno exercício de ser, é o ente fora de suas causas."
Com símbolos, expressamos o que não poderíamos fazer de outro modo, porque, com eles, transmitimos o intransmissível.
"Verdadeiros ateus não são nem os ateístas práticos (os que vivem como se Deus não existisse), nem os céticos ['que consideram impossível qualquer especulação em torno da existência ou não de Deus'], mas os que afirmam a inexistência de Deus, isto é, que consideram que sabem que Deus não existe."
