Nao Ame Sozinho

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“Ocupo minha mente com coisas producentes para não ficar demente.”

Não copie a vida de ninguém, mas pratique os bons princípios que você aprende com os outros.

“Para pensar não basta pensar, é necessário duvidar do que pensamos.”

Carlos Eduardo Balcarse

No fim, talvez não sejamos definidos pelo que conseguimos conservar, mas pela maneira como aprendemos a existir depois que tudo começou a mudar.

Quando o Estado abandona evidências científicas em favor de dogmas religiosos, não está apenas escolhendo uma crença: está alterando o critério pelo qual decisões públicas são justificadas.

Quando a ciência reconhece seus próprios limites, não perde autoridade; demonstra compreender uma das maiores virtudes do conhecimento: saber onde termina a evidência.

Uma sociedade epistemicamente madura sabe que ausência de evidência não é automaticamente evidência de ausência, mas também sabe que ausência de evidência não autoriza declarar uma hipótese como fato.

A melhor defesa contra a pseudociência não é a censura da crença, mas uma cultura capaz de perguntar: “como você sabe?” e, quando necessário, “como saberíamos que estamos errados?”.

O Estado brasileiro não precisa escolher entre evolução e religião; precisa garantir que evolução seja ensinada como conhecimento científico e religião seja protegida como liberdade de consciência.

No Brasil, transformar pseudociência em política pública não é apenas um erro intelectual; pode produzir consequências concretas sobre direitos, recursos e vidas.

Uma sociedade pode ter fé, ciência e agnosticismo; o que ela não precisa ter é pseudociência apresentada como ciência e certeza apresentada como conhecimento.

A ciência não destrói necessariamente o mistério; às vezes apenas demonstra que o primeiro mistério escondia outro ainda maior.

O Direito brasileiro deveria tratar a ignorância científica como problema de educação, e não como convite para preencher lacunas de conhecimento com certezas metafísicas.

Uma sociedade que respeita a ciência não precisa abandonar a religião; precisa abandonar a ideia de que autoridade espiritual substitui evidência empírica.

Em parte da história do tempo grita o arrependimento
Trouxe ele o amor e uma paixão não correspondida.
Ombro a ombro residiu minha vaidade, chave coragem, medo cadeado
Naquele tronco modesto que fiz minha vontade,
Surge berço, de desejo mútuo.
Quisera eu o amor ser a noite para que possa deitar-me no chão e apreciar à beleza das estrelas junto com a lua.
Engano, a noite é o amor jovem e afortunado.

A covardia abraça-me em um calabouço infinito que o tempo tornou minha casa
Feliz quem sabe, amando-o junto ao mundo que daria pra ele se tais desejos fossem realizados
Ame a mim moço bonito
Aprecie minha felicidade
Note-me, para que possa descobrir a minha beleza.
Quisera eu o amor ser a noite para que o dia sinta inveja do brilho que a lua causa em meu rosto.
Mentira, a noite é amor maduro e confortável.

Seu silêncio tomou meu coração
E o dele meu grito não alcançava
Farto de de mim e de tudo em mim
Pois até um passo em falso mudaria alguma coisa.
Ficaria feliz meu amigo
Então quisera eu o amor ser a noite para que as luzes dedicasem seu brilho somente a um corpo.
Ardil, a noite é o amor maduro e platônico.

Elástico tempo, por mais que estique, as lembranças tendem a voltar
Memorados sentimentos superados, ou não!?
Perpétuo vago a consideração pelo aprendizado, torne-se a verdade, a noite é o amor puido e arrependido.
O dia é o amor verdadeiro
Perfeito momento direi que gostava de ti.

⁠Se nos preocupássemos uns com os outros, como fazemos com a matéria, talvez não houvesse tanta ferida aberta no mundo.


Gastamos tempo demais cuidando daquilo que podemos possuir e tão pouco cuidando daqueles que podemos perder.


Preocupamo-nos com casas, carros, contas, aparências, posições e conquistas, como se a vida pudesse ser medida pelo tamanho daquilo que acumulamos.


Enquanto isso, há pessoas ao nosso lado carregando dores que ninguém vê, silêncios que ninguém pergunta e feridas que, muitas vezes, foram abertas justamente pela nossa indiferença.


Talvez tenhamos aprendido a consertar quase tudo, menos aquilo que se quebra dentro de alguém.


Sabemos restaurar objetos, reformar paredes, substituir peças, recuperar patrimônios…


Mas ainda temos dificuldade para oferecer uma palavra quando alguém desaba, um abraço quando alguém se sente sozinho, ou simplesmente presença quando não há nada a dizer.


A matéria nos chama atenção porque faz barulho quando cai, quebra quando é atingida e deixa marcas quando se perde.


O coração humano, porém, muitas vezes sofre em silêncio.


E talvez seja por isso que tantas feridas permaneçam abertas: porque aprendemos a enxergar o que falta às coisas, mas nem sempre percebemos o que falta às pessoas.


Cuidar uns dos outros não exige grandes gestos.


Às vezes, começa com uma pergunta sincera: “Você está bem?”


E, principalmente, com a disposição de permanecer para ouvir a resposta.


No fim, tudo aquilo que acumulamos ficará para trás; só levamos o que espalhamos.


As coisas envelhecem, os objetos se desgastam, as paredes perdem a cor e aquilo que parecia tão urgente um dia deixa de importar.


Mas a maneira como tratamos alguém pode permanecer por muito tempo — tanto como cicatriz quanto como lembrança de um carinho que chegou na hora certa.


Talvez o mundo não precise de mais pessoas preocupadas em ter.


Talvez precise de mais pessoas dispostas a cuidar.


Porque há feridas que não pedem riqueza para serem curadas.


Pedem humanidade.

"Peter nunca deixou de ama-la, mas escolheu quem não pôde ama-lo novamente."

Você desistiria diante do próximo ‘não’ se soubesse que ele é o último antes do seu sonho?

O conhecimento científico é provisório não porque seja fraco, mas porque possui mecanismos para descobrir seus próprios erros.

Reflexão
Não existem dias difíceis quando há capacidade para agir; existem apenas dias desafiadores.