Nao Ame Sozinho
Tristemente, quando olho ao redor, vejo multidões de crentes que têm fé vencedora, porém não tem um desejo veemente de estar com Cristo.
Teologia Arminiana
O verdadeiro desafio do autoconhecimento está em olhar para dentro com honestidade. Não apenas para aquilo que gostamos de ver — nossas virtudes, ideais e intenções —, mas também para os medos, defesas, expectativas e identidades que fomos acumulando ao longo da vida.
Na busca espiritual, muitas vezes imaginamos que o caminho é adquirir mais: mais conhecimento, mais técnicas, mais experiências espirituais. No entanto, o movimento mais profundo é o contrário: deixar cair as camadas que encobrem o que já somos.
Esse processo pode ser dolorido porque toca o ego, nossas histórias e a imagem que criamos de nós mesmos.
Requer silêncio interior, humildade e coragem para permanecer diante da verdade sem fugir dela.
Assim, o autoconhecimento não é uma conquista exterior, mas um desvelar gradual da consciência que sempre esteve presente. E, nesse sentido, o caminho espiritual não nos leva a nos tornarmos algo novo — ele nos convida a reconhecer aquilo que sempre fomos em essência.
Não compares a tua vida com a de outra pessoa.
Cada um tem a sua própria história!
Não é que as histórias não devem ser parecidas,
Mas, não se deve correr o risco de termos histórias plagiadas.
Idoso não é ser-se velho.
Idoso é aquele que tendo sobrevivido a todos os auges e desertos, vive alegremente a sua segunda juventude tendo em si uma criança sem idade.
Atitude
Não importa o que esteja passando em sua vida, quanto dinheiro possua na carteira ou como vai a sua saúde.
Não importa quanta injustiça lhe têm causado, nem mesmo as difamações, humilhações pelas quais ao longo dos anos você poderá ter passado.
Na verdade, o que realmente importa é a sua consciência, essa sensação maravilhosa de estar em paz consigo e com o mundo, ainda que o mundo possa não o amar e muito menos o entender.
O que importa é a sua atitude perante as situações e perante o seu próximo!
Isso sim pode fazer toda a diferença em sua vida e na vida de outros.
Seja grato, pratique a gratidão diariamente como um exercício e acima de tudo limpe o coração de toda a mágoa, liberando perdão.
Exerça Amor!
A minha maior liberdade é conseguir estancar o pensamento, tão simples quanto difícil, isso de não pensar em nada.
Não importa quem és, quem foste, o que fizeste, o que deixaste para fazer. Não importa coisa nenhuma!
A vida é tão efémera quanto uma partícula de pó na estrada que sempre há-de continuar contigo ou sem ti.
Como não haveria de ser eu um lobo da estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! Não consigo permanecer por muito tempo num teatro ou num cinema. Mal posso ler um jornal, raramente leio um livro moderno. Não sei que prazeres e alegrias levam as pessoas a trens e hotéis superlotados, aos cafés abarrotados, com sua música sufocante e vulgar, aos bares e espetáculos de variedades, às feiras mundiais, aos corsos, aos centros culturais e às grandes praças de esportes. Não entendo nem compartilho dessas alegrias, embora estejam ao meu alcance, pelas quais milhares de outros tanto anseiam. Por outro lado, o que se passa comigo nos meus raros momentos de júbilo, aquilo que para mim é felicidade e vida e êxtase e exaltação, procura-o o mundo em geral nas obras de ficção; na vida parece-lhe absurdo. E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou errado, estou louco. Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes — aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem ar nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.
É difícil encontrar virtudes no outro quando não conseguimos encontrar em nós. É preciso conhecer para reconhecer...
Não imprimo minhas dores, nem minhas alegrias
Imprimo minhas esperanças, meus sonhos
Minhas vontades escrevo, minhas fantasias transcrevo
Nas letras que encaixo se formam palavras, frases
Como um quebra cabeças cada peça engrena
Um caminho se abre, uma continuidade se faz
Cada coisa dita, escrita, lida, esquecida, recordada
É um pedaço doado do meu coração rasgado
É uma lágrima, um riso, um sereno olhar
Sobre cada letra digitada, sobre cada palavra formada
Uma infinidade de pensamentos colam teimosamente
Na folha em branco que aos poucos vai ganhando cor
Em tons de cinza saltam para o carmesim, e depois para o azul
Nas folhas resignadas que enlaçam as letras posso ver
Desejos que passam e se fartam, mas a vontade não, e o não passar
Faz com que queime, arda e produza...
A vontade faz o parto daquilo que nasce e nunca quer morrer
A força dessa vontade faz cor num mundo cinzento
Faz luz num coração que se abre, faz sentido na vida não sentida
O verbo chama, faz vir à tona, o verbo se faz ...
No silêncio dos sonhos teclados, das ideias pinceladas
Das vontades germinadas, impressões surgem
E delas mais sonhos, mais esperanças e mais amor
Para imprimir nas almas sossegadas a paz que anelam em paz...
As pessoas erram o tempo todo. Mas quando eu erro, parece o fim do mundo. E não é para as pessoas, é para mim mesma. E os erros podem ser perdoados. As atitudes erradas podem ser corrigidas. Quase sempre podemos voltar atrás. Nem que seja só pelo arrependimento.
Muitas vezes, as palavras não exprimem o que queremos dizer; portanto, é necessário um olhar ou um simples gesto para completar o nosso pensamento.
ABISMO
Boa sensação a de estar à beira do abismo, não vou negar: o frio na barriga, a vivificante adrenalina, a curiosidade aguçada e o eminente esforço para discernir o vazio. Se um abismo chama outro abismo, sou decerto abismal e me permiti cair em sua profunda sedução.
Espero que essa atração seja fugaz, pois ,à moda de Nietzsche, se fitarmos o abismo por um longo tempo, o mesmo nos olhará de volta. Se bem que a queda não é o fim, mas a gênese, já que, no início de tudo, havia trevas na face do abismo.
Tem olhares que prendem sem corda, sem esforço, um instante que não solta.
Tem risos que encantam altos, livres, que enchem o ar e deixam eco mesmo quando param.
Tem cheiro que grava teu cheiro de pele e de dia, que entra na pele e fica morando.
E tem você.
Você que carrega os três sem saber, sem querer.
Encanta. Prende.
Fica gravado na mente, nos ossos, no coração sem nome, sem explicação.
E basta.
"Ausencietude"
Torna-se extremamente forçoso asseverar:
Ausência não é sinônimo de vazio.
Quem vai embora
deixa
sempre
um
pedaço.
Ficam vivências,
sentimentos dolorosos,
outros prazerosos,
que marcam de modo indelével
o coração daqueles que ficam
E dos que partem.
Destarte, há plenitude na ausência,
"ausencietude"!
Um mosaico de lembranças,
Amores, dores,
que salpicam nossa tábula rasa
tal qual um quadro de Pollock.
Por isso, saudade não é ausência
Nem mesmo vazio,
Mas sim,
Inexorável presença.
