Nao Ame Sozinho
Nunca acreditei em amor sereno, amor pacato, amor manso. Esse tipo de amor não pega fogo, esse tipo de amor se acostuma com pouco, esse tipo de amor prefere a paz e deixa de sentir todas as esculhambações. Amor educado, eu deixo para as pessoas frias. O amor que sinto por você, é amor mal educado e vive de boca cheia e aberta.
Rebeca
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Não sei se fico triste ou se agradeço, mas com a vulgaridade hoje em dia, nunca foi tão facil ser considerada moça de familia.
Meu nome é Gal
E não faz mal
Que ele não seja branco, não tenha cultura
De qualquer altura
Eu amo igual
Nós que descobrimos que fé não está condicionada a religião e consideramos bonitas todas as manifestações e formas de sentimentos.
O varaal
Esperança é algo que já não tem mais,muda um varal em um noite qualquer,o mesmo varal onde pendurei minha fé,voou também que nem vi, Venta muito por aqui, nada fica firme por muito tempo, as roupas não secam ,somem ,voam não sei mais pra onde, eu já nem sei o que vestir mais , quando me convidam, por isso nunca aceito ,mais fico em casa com satisfação, vou até o quintal por muito tempo, estender fotos, passados , sonhos, tudo no mesmo varal, é só pra tirar o mofo sabe? , tomar um ar, mas sempre voam,voam sei lá pra onde e eu vou perdendo as peças da minha história,uma por uma tudo que eu amo desaparece
do quintal da minha casa não da pra ver o seu , mas imagino que lá no fundo que la tem um varal, o seu varal! , onde não venta e deve tá pendurado, meu sorriso , minha certeza, minha fé, quem sabe um dia bate um vento de que tão forte,que faça trazer de volta tudo que é meu, de volta, o meu quintal.O tempo voa quando espero, estendo a vida no varal, esperança já não há
voa sei lá pra onde, nada fica firme por muito tempo,venta muito por aqui.
Indiferença
Ainda que a vida diga não, que o mundo seja
indiferente,que as pessoas se ausentem,que a
solidão se torne visita habitual e que o
cansaço vença a esperança,ainda assim a vida
se faz sentir enquanto o coração acalentar
na alma a sensibilidade que a permita sonhar.
Quando um amigo morre, uma coisa não lhe perdoamos: como nos deixou assim sem mais nem menos, assim no ar, em meio de algo que lhe queríamos dizer ou – pior ainda – em meio do silêncio a dois no bar costumeiro? Que outros hábitos, que outras relações terá ele arranjado? Que novas aventuras ou desventuras de que não nos conta nada?
Na verdade eu só queria te dizer que por mais que o tempo passe, não consigo preencher meus buracos.
