Nao Alimentar Esperancas
A vida tem milhares maneiras de te dizer que: Se fores uma sardinha, não adianta nada querer ser uma baleia, mesmo porque a sardinha é um peixe e a baleia é um mamífero, portanto, escamas e guelras à parte, embora o ocenao seja o mesmo. Quando se entende isso, é mais fácil e não há tantos traumas. Digo eu, mas eu digo muita coisa!
Se a vida for triste
Sa a vida for feliz
Se a vida não tiver sentido
Ela é o seu bem mais caro
Então ela não tem preço
Ela tem vida
Mas como a vida tem uma vida,
Se a vida não tiver vida, ela não é mais uma vida
Não te amo, eu te consumo.
Sou chama que não pede licença,
que invade cortinas,
lambe paredes,
e transforma tudo cinzas.
Te toco
e já não és inteiro.
Teus contornos tremem
como papel prestes a desistir da forma,
como madeira que geme
antes de virar brasa.
Meu amor não aquece, devora.
É ardor sobre a pele,
é ar roubado dos teus pulmões,
é o vermelho vivo que cresce
até não caber no próprio corpo.
Onde passo, não resta nome.
Não resta tempo.
Não resta volta.
Só o estalo seco, irreversível de algo que já foi inteiro.
E ainda assim tu ficas.
Ficas porque arder comigo
é mais verdadeiro que sobreviver intacto.
Ficas porque no colapso
há beleza.
Porque no fim quando tudo é carvão e silêncio ainda há calor.
E é nele que nos reconhecemos.
O diabo não é um ser.
É um estado da mente.
“Satanás” e “diabo” não são exatamente a mesma palavra
mas apontam para o mesmo movimento.
“Satanás” é o adversário.
O acusador interno.
A mente que julga, que aponta, que coloca contra.
“Diabolos” é aquilo que divide.
A voz que separa, distorce, cria conflito.
Não são entidades fora.
São movimentos dentro.
São formas da consciência fragmentada se manifestar.
Quando não há integração, surge a divisão.
Surge a acusação.
Surge o conflito.
E é isso que chamaram de diabo e satanás.
Lúcifer, o portador da luz, não é o mal em si.
É a luz que despertou… mas se perdeu em si mesma.
É a consciência que percebe o próprio poder
e, ao invés de integrar, se identifica.
Se exalta.
Se separa.
É quando a luz vira ego.
Quando o saber vira superioridade.
Quando a consciência esquece a totalidade.
Lúcifer é a luz sem integração.
E Cristo é o caminho completo.
Cristo representa a consciência integrada.
A luz que não nega a sombra.
Não luta contra ela.
Não foge.
Atravessa.
Inclui.
Integra.
Se Lúcifer é o despertar da luz sem consciência
Cristo é a luz que despertou, atravessou e se tornou inteira.
Aqui não existe divisão.
Não existe acusação.
Não existe ego no comando.
Existe presença.
Inteireza.
Consciência.
Cristo não vence Lúcifer.
Cristo resolve Lúcifer.
Porque aquilo que estava fragmentado
se torna inteiro.
O que chamaram de “queda”
é só a luz esquecendo de integrar.
E o que chamaram de “salvação”
é a luz lembrando quem é.
O Apocalipse não é o fim do mundo.
É o fim de uma forma de ver.
A palavra “apocalipse” significa revelação.
É quando aquilo que estava oculto vem à luz.
Por isso ele parece destruição.
Mas o que está sendo destruído não é a vida
são as ilusões que sustentavam uma consciência fragmentada.
É o colapso das máscaras.
Das crenças.
Das identidades que criamos para não olhar.
É quando a mente que divide
que acusa
que distorce
já não consegue mais se sustentar.
E tudo aquilo que foi evitado começa a emergir.
Por isso é intenso.
Por isso é desconfortável.
Porque não é sobre perder o controle do mundo
é sobre perder o controle da ilusão.
O Apocalipse é interno.
É o momento em que a sombra vem à consciência
e não pode mais ser negada.
É quando o “diabo”
a mente que separa
é visto com clareza.
E ao ser visto
começa a perder força.
O que parece caos
é, na verdade, revelação.
O que parece fim
é reorganização.
Porque quando a divisão cai
o que sobra não é vazio
é inteireza.
O diabo existe?
O diabo não existe como um ser.Ele vive como voz.
É a mente que acusa, que manipula, que distorce.É a parte que julga, que projeta, que se esconde na sombra.
Chamaram de diabo aquilo que não souberam integrar.
Porque é mais fácil apontar para fora do que sustentar o que existe dentro.
Mas a sombra não veio para ser negada.Ela pede consciência.
Quando você olha, reconhece e integra, algo muda.O conflito deixa de comandar.A escuridão deixa de dominar.
E o que sobra não é metade luz, metade sombra.O que sobra é lucidez.
É presença.É inteireza.
É a consciência que já não é governada pelo medo, nem pela culpa, nem pela divisão.
É isso que chamam de luz crística. Não como algo distante.Mas como um estado de ser.
Quando o “mal” deixa de ser inimigo e se torna parte a luz não precisa lutar para existir.
Ela simplesmente é.
Acordar cedo não é um hábito, é quase um pacto silencioso que eu fiz com a vida. Enquanto o mundo ainda está naquele estágio meio zumbi, meio travesseiro, eu já estou de olhos abertos, tentando entender se sou corajosa ou só teimosa mesmo. Cinco e meia da manhã, às vezes cinco em ponto, e lá estou eu… firme, porém bocejando com elegância, porque dignidade é tudo, até na luta contra o sono.
Mas aí vem o motivo. O som. Ah, o som da natureza… aquilo não é barulho, é um tipo de conversa que não exige resposta, só presença. Os passarinhos começam como se estivessem fofocando da vida alheia, cada um com sua versão da história, e eu ali, ouvindo tudo, sem julgar ninguém, porque claramente não fui convidada para opinar. O vento passa devagar, como quem sabe que ainda é cedo demais para pressa. As folhas respondem, e de repente tudo parece uma orquestra que ensaiou a madrugada inteira só para aquele momento.
E eu fico ali, parada, meio acordando, meio existindo. Porque não é só ouvir, é sentir. É perceber que enquanto eu me preocupo com boleto, com futuro, com o que deu errado ontem, a natureza simplesmente… continua. Sem drama, sem reunião, sem crise existencial. O sol nasce todos os dias sem postar indireta, sem precisar de validação, sem perguntar se está bonito o suficiente. E está. Sempre está.
Tem uma paz meio debochada nisso tudo. Porque a vida lá fora acontece de um jeito tão simples, enquanto a gente complica tudo aqui dentro. Eu olho ao redor e penso que talvez eu esteja fazendo muita coisa errada… ou talvez só esteja fazendo demais. A natureza não tenta ser mais do que ela é. E eu, às vezes, acordo querendo ser tudo ao mesmo tempo, e acabo não sendo nada com calma.
Então, nesses momentos, eu respiro. Fundo. Como se pudesse puxar um pouco daquela tranquilidade pra dentro de mim. Como se desse pra armazenar paz igual a gente armazena foto na galeria. Spoiler: não dá. Mas a tentativa já melhora o humor, o que convenhamos, às cinco da manhã, é praticamente um milagre.
E assim eu começo meu dia. Sem pressa, sem plateia, só eu e esse espetáculo gratuito que ninguém valoriza o suficiente. Porque enquanto muita gente está brigando com o despertador, eu estou ali… fazendo amizade com o silêncio, que de silencioso não tem nada.
Agora me conta… você também já parou pra ouvir o mundo antes dele começar a gritar?
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Por isso
Ocorre-me dizer-te que não danço nas nuvens nem mergulho em oceanos gelados. Mas conheço o voo das aves e o rigor da natureza que não poupa nenhuma das primaveras. Por isso, embora não me mostre com as minhas próprias cores, conheço todos os arco-íris e todas as monções. Mergulhei nas suas essências e conheço os aromas da selva. Conheci o cheiro do medo e a amargura da incerteza. Com todas as desgraças que suportei, poderia ser hoje uma montanha de traumas, pesadelos e vícios, mas encontrei dentro de mim a força para planar na brisa e ancorar-me nas pétalas das malmequeres. Por isso vou contar-te mais: conheço os meus pontos fortes e as minhas fraquezas, que juntos são a minha maneira de estar neste mundo. E estar neste mundo é como ir de férias com pouca bagagem, porque demasiadas malas atrasam-nos. Por isso, escolho ser livre com o pouco que tenho, que não é mais do que eu próprio. Ser eu próprio não é tarefa fácil, porque há sempre alguém que nos desafia a ser o que não somos e a querer o que não desejamos. Tudo isto causa infelicidade, e o que mais vemos são pessoas infelizes que não conhecem o cheiro da terra molhada nem as cores de um dia que termina com o pôr-do-sol sobre o mar. Por isso, quando olhares para mim, não penses que me vês, porque o que vês não sou eu, mas uma imagem que projetei de acordo com as minhas tempestades.
Oratório Frei Bruno
Não importa se faça
Chuva ou faça Sol,
no Médio Vale do Itajaí,
aqui na nossa Rodeio,
aos quatro ventos,
juntos celebraremos.
Na sua companhia,
estarei certa que vencemos.
e quando você vier,
até o Diamante iremos.
Ali estaremos certos
do amor profundo,
no Oratório Frei Bruno,
agradecendo por tudo
e pedindo paz para o mundo.
No Oratório Frei Bruno
agradecendo por aquilo que somos,
o que juntos ainda seremos,
e o destino acordados definiremos.
Tranquilize seu coração. Um amigo me contou uma vez: Não tenha receio das dificuldades, no momento oportuno sua natureza boa e forte surgirá do nada e te levará a uma situação muito mais favorável, basta esperar o momento certo, e de fato isso se desenrolou comigo e vai acontecer com você!
Voce não precisa
de uma jóia em seu dedo
para amar e respeitar
quem está ao seu lado
A aliança é feita
de corpo e alma
para o resto da vida
Estar perto não é só divisão de espaço, é fusão de alma. Quando a gente se encosta, o mundo lá fora silencia e o nós vira a única verdade que importa. É o calor da tua pele confirmando que, aconteça o que acontecer, nosso lugar seguro é esse aqui: um no outro, sem frestas.
DeBrunoParaCarla
Eu sinto com toda minha existência,
Que jamais te esquecerei...
Isso não é uma declaração de amor...
É um lamento...
Quando os 'deuses da razão'
tramam nos punir,
eles atendem nossas preces!
Não com aquilo que desejamos,
mas com aquilo que
precisamos!
O objetivo da vida
não é ser feliz; é ser útil!
Na verdade, é essa percepção de utilidade que nos permite
ser permanentemente
felizes!
Entre concordar ou discordar; crer ou não crer, mais salutar o argumento. Sobretudo porque, sem um justo argumento, também não encontraremos qualquer razão para
crer ou não crer, concordar ou discordar!
Ter consciência do divino,
não significa dobrar joelhos a qualquer
personagem ou doutrina...
Mas continuamente revestir-se
de consistentes saberes - dos graciosos
hálitos da prudência - que
nos mantenham de pé
e caminhando!
