O tempo moderno não devora o homem de uma vez — o consome em parcelas, segundo por segundo, numa rotina cronometrada que só reconhece o que é útil. O restante — o silêncio, o ócio, o desvio que poderia gerar sentido — é descartado como desperdício. E assim, ao tentar aproveitar cada instante, perde-se justamente aquilo que não pode ser medido: a própria experiência de viver.
Não importa o que eu faça, tudo é uma escolha. Até quando escolho não fazer algo, estou fazendo uma escolha. O arrependimento surge quando as consequências dessas escolhas vêm, e eu não escolhi aceitar essas consequências.