Nao Alimentar Esperancas
"O maior cansaço da vida não vem do esforço, mas de carregar uma máscara que não tem as medidas do seu rosto."
"Não busque se encaixar em moldes; o que é precioso raramente tem formato padrão. As peças que sobram são as que constroem o novo."
"A sua biografia não precisa de edição externa. Deixe as rasuras à mostra; elas são as cicatrizes que provam que você ousou escrever a própria história."
"O seu 'eu' mais autêntico não mora no topo da montanha, mas na coragem de caminhar com as próprias pernas, mesmo quando a trilha não tem placa de indicação."
"Não se diminua para caber no campo de visão de quem se recusa a olhar para cima. Ocupar o seu espaço é um dever, não um pedido de desculpas."
"Ser você mesmo não é sobre ser perfeito, é sobre ser inteiro. Quando você para de negociar sua identidade, o mundo começa a negociar com os seus termos."
"O custo de ser aceito por todos costuma ser o confisco da própria voz; não troque seu hino por um sussurro de concordância."
"Não tema o silêncio de quem vai embora; tema o barulho ensurdecedor de uma alma que já não se reconhece no espelho."
"A solidão é um preço justo a pagar pela liberdade de não precisar de um roteiro para conversar consigo mesmo."
Não, não somos idênticos, apesar de fazermos parte da mesma espécie. No entanto, é importante notar que os seres humanos têm uma habilidade impressionante de oscilar entre o bem e o mal. Cuidado para não cair na armadilha comum de “fazer o bem sem considerar quem”.
As estrelas não mentem
Ao anoitecer a imaginação desperta com ares de dona do tempo,
pois sabe passar silenciosamente por todas as estações sem ser vista e tocada,
mas com uma habilidade sensitiva descomunal e quase beirando a realidade no espectro do sentir.
Não é na resignação, mas na rebeldia em face das injustiças que nos afirmamos.
Vivemos em uma estranha inflação emocional onde damos valor de ouro a palavras que não valem o cobre. Quando você permite que a opinião de alguém perturbe o seu sono, você está realizando a pior transação financeira da existência: está vendendo sua eternidade (o agora) por uma mercadoria estragada (o julgamento do outro).
A opinião alheia é um produto de baixo custo, fabricado em série na subjetividade de quem mal se conhece. Por que, então, você aceita pagar esse "cafezinho" com o capital mais escasso que possui: a sua lucidez? Quem muito se importa com o ruído da plateia acaba se tornando apenas um eco do que os outros esperam, perdendo a própria voz no processo.
O caos do outro é um empréstimo com taxas abusivas. Quando você tenta "explicar" sua vida para quem não quer entender, você está financiando o desequilíbrio alheio com os juros da sua ansiedade. É como tentar apagar o incêndio do vizinho usando o oxigênio que você precisa para respirar.
O seu coração não é uma praça pública; é um santuário. No santuário, não entra quem quer, entra quem é convidado. O ruído da plateia é passageiro, performático e, acima de tudo, irrelevante para a sua construção interna. O silêncio não é ausência de som, é a presença total de si mesmo.
