Nao Alimentar Esperancas
Há aquelas pessoas que não suportam vê a felicidade do próximo, e fazem o que for preciso pra deixar infeliz quem está feliz.
Não chame alguém de "Minha vida"
Se não vai cuidar, se não vai valorizar, se não vai fazer valer a pena.
Não vejo a hora de um dia ao seu lado acordar
E a Deus agradecer pela pessoa que ali está, a que chegou de mansinho, me ganhando com jeitinho, e no meu coração fez seu habitar, e em meus braços seu mais querido e confortável lugar.
Sou grata por conhecer você, por você ficar na minha vida, mais grata ainda por não me deixar nos dias que, nem eu mesma me suporto.
E ainda que digam: É difícil pra você, não vai da certo, desista enquanto é cedo, é melhor pra você, essa caminhada não é sua.
E mesmo que, pra você possa ser mesmo difícil, e ainda que pareça ser impossível, mesmo que algumas ações venham a te desanimar, não desista, se te faz feliz, se vale a pena, contínua... Não pare, ser humano nenhum tem o poder de decidir sua vida.
É VOCÊ por VOCÊ e DEUS por VOCÊ.
Não pare.
Lembranças
O que seria a vida se não fossem as fotografias? Apenas lembranças guardadas nos recônditos abismos de nossas mentes. Pequenos pacotes embrulhados em papel de presente que precisam ser rasgados de tempos em tempos para não se tornarem apenas um pacote empoeirado no fundo esquecido da barraca presa no córtex para-hipocampal.
Como se vai apagando
Uma hora se vai algo pequeno e o pequeno não aparece mais, outra hora, outras coisas que o tamanho já não importa, pois a porta apesar de aberta não vê mais passar por ela coisa alguma que a atravessou um dia, uma hora, um momento. E assim um pontinho vai virando algo irreconhecível, uma nova figura, um novo desenho do lado de fora perdido na imensidão e do lado de dentro vazio. Palavras são ditas, atitudes são tomadas, consequências inesperadas por mentes pequenas que só conhecem e reconhecem a si mesmas.
Assim a chuva chega e lava e apaga os traços pelo caminho e depois de muito caminho andado não se tem como voltar, pois as migalhas demarcadoras já não estão lá. É como uma ideia que parecia incrível, fantástica, de tirar o folego que rapidamente se expressa com o grafite roçando o papel e neste roçar para lá e para cá. Freneticamente as linhas vão sendo escritas seguindo a empolgação que vislumbrou algo incrível no final onde a vista e coração alcançam. A cada palavra sobem os batimentos, emoções se acumulam, prazeres são experimentados e vivências são sentidas.
A pequenez de um ouvido que só ouve a se próprio vai corrompendo os atos, arrancando a empolgação, desmanchando as emoções, desmontando a sensação do que poderia ter sido, mas não foi. Perdido em meio a simulados, desatenções, descuidados, elucubrações irreais da falta da justa medida da igualdade da vida. Sentimentos escondidos nos ocos das árvores, mentiras expostas em vitrines coloridas, verdades protegidas por emaranhados espinheiros.
O grafite quebra, a folha rasga, o folego sustenta a corrida para longe, a linha se vai com a borracha, o vislumbre encara frente a frente a realidade e tudo vai se apagando. E tudo vai se transformando, a árvore podre cai, o espinheiro sede, e como no fim do carnaval as mascarás caem.
Tudo limpo, tudo claro, a chuva lava e alimenta, a lua cumpre seu ciclo e o sol deita a energia, o velho se transforma em húmus para alimentar de experiência o jardim. Ali então começa a surgir novo bosque, mais belo, mais forte, mais verdadeiro e escancarado, sem ocos, sem buracos, sombras belas, linhas novas iniciam novo livro, novos capítulos.
