Nao Acabou pra Mim
“Acabou descobrindo que a dor de um coração partido nunca vai embora, apenas fica anestesiada. O sofrimento agudo e penetrante que se sente a cada respiração acaba dando lugar a sensação embotada e menos intensa, do tipo que quase – mas nunca completamente – se consegue ignorar.”
Foi um tempo necessário esse o da arrumação. Precisava colocar as coisas em ordem, enfim acabou. Pode entrar! Esta bem mais confortável agora. A casa? Não! A vida!
Lindo Dia!
Senhor Jesus...
Abençoe poderosamente nossos caminhos nesse novo dia que acabou de nascer, esteja a frente nos livrando, e nos guardando de todo o Mal!
E agora?
O ano acabou, e o novo esta chegando!.
E com ele as novas promessas, as novas expectativas. Aquele monte de planejamentos, os mesmo que fez em janeiro passado, mas em fevereiro já nem lembrava mais, sabe porque?..Porque esquecemos que cada dia é um ANO NOVO.
Você quebrou meu coração dois dias antes do Natal, por isso você acabou com meu Natal, com o ano novo, com minhas férias e minha vida. Eu havia tentado de mil formas diferentes ser a pessoa certa para você, não percebendo que você não era a pessoa certa para mim.
Eterno...
Foi aquele momento, que acabou logo.
Mas, que me atingiu, como um trovão!
Gravando-se para todo o sempre, na infinitude dos tempos. E nas profundezas da minha alma!
Começo a semana agradecendo o verão que acabou. Foi um verão de reflexões, de aperfeiçoamento de entrega e dedicação.
A imposição do novo “normal” não me agrada, o mundo se tornou mais triste e o ser humano mais sensível e mais perdido. Talvez muitas pessoas deixaram de acreditar ou até mesmo de ouvir a sua voz interior, se abalaram com o terrorismo e se petrificaram em um sentimento chamado medo.
O medo deixa o mundo preto e branco, tira o brilho da alma e não permite que o espirito flua em simbiose com o Universo.
Somos partículas neste Planeta imenso, conectadas umas as outras, emanar vibrações positivas mesmo quando tudo esta ruindo lá fora é o maior desafio para nos mantermos vivos como espécie.
Viver tendo a consciência que temos a possibilidade de mudar é fundamental.... Mudar de hábitos, mudar de estratégias, mudar os pensamentos, mudar de vida Te liberta das amarras das toxicidades da vida!
Busque a leveza, a sabedoria, o discernimento, a compreensão e sobretudo a compaixão. Fique longe dos extremismos, dos julgamentos e das maldades, elas só atrasam o seu processo para o sublime.... O processo é de cada um, depende somente de você!
Boa vida!
O dia acabou, a noite chegou, é hora de contemplar a luz do luar, doces delírios de amor vieram me visitar esta noite, fechei meus olhos e viajei no mais profundo silêncio da minha existência; o vento me trouxe o seu perfume o cheiro de jasmim invadiu meu quarto Já escuto sua voz mansa que sussurra-me dizendo ; vou reconstruir a esperança que em ti se quebrou,irei lhe proteger do medo de sofre uma outra decepção dou-lhe tudo isso por escrito, registrado e assinalado. Saiba que a onde estou te espero pois sei que de min você não esqueceu nem eu de você. Boa noite.
Puro disfarce, meu verão acabou
Minha hora já deu, eu vou lá
Sorri, consegui me virar pra sair
O amor pode vir que eu já vou
Chega de chorar
Você já sofreu demais, agora chega
Chega de achar que tudo se acabou
Pode a dor uma noite durar
Mas um novo dia sempre vai raiar
E quando menos esperar, clareou
Noites de junho, noites de outrora
Junho acabou e eu nem sofri com isso. Sei que alguns lugares as festas ainda teimam em sobreviver, mais por vício de calendário e pesquisa mercadológica do que por necessidade.
Considero obscena a decoração que as lojas comerciais promovem em nome de uma tradição que não mais existem, as bandeirinhas de papel fino, os balões armados com arame e plástico, as fogueiras de mentirinha, movidas a ventilador. No adro de algumas igrejas, também há movimento, mas sem empolgação, lucro das barraquinhas mudará as telhas quebradas dos templos, alguns deles aos pedaços.
Não sei como as coisas se passam em outros sítios. Aqui, no Rio, é uma calamidade, os jardins de infância faturam por fora em nome dos santos juninos, e os pais são obrigados a gastar os tubos com fantasias caipiras que as crianças sem entender e sem amar. Até o presidente da republica bota na cabeça um chapéu de palha em frangalhos e convida os ministros para um quentão oficial geralmente substituído por uísque 12 anos.
Da antiga e bonita tradição das festas de Santo Antônio e São João não sobrou nada, apenas a referencia no calendário e a advertência anual das autoridades a respeito de os balões e fogos.
Pois foi por aí que a festa acabou. Reconheço os motivos que obrigaram o governo, em seus diferentes níveis, a proibir os balões. Mas que diabos na minha infância, o céu ficava pintado de balão-como lembra a marchinha de Assis Valente. As casas eram mais frágeis, mais espaçadas, havia matagais em abundancia na paisagem e mesmo assim os incêndios eram poucos.
Que me lembre nunca vi incêndio provocado por balão, embora meu pai, nos anos de infância, fosse famoso baloeiro entre os baloeiros mais famosos. Foi talvez a única arte em que se distinguiu,nas demais foi um desastre.
Os preparativos começavam no mês de maio, as resmas de papel fino sueco, era o melhor e o mais resistente, de cores mais cintilantes e duradouras. Os balões se amontoavam pelas salas e quartos, pendurados em varas, ganchos, em cima dos armários, deles saia um cheiro de cola de farinha de trigo e do papel importado. Ali eles aguardavam a noite mágica em que subiriam ao céu.
Murchos, coloridos e disformes, pareciam monstruosas fantasias de palhaços, sem alma, sem chama, à espera do momento em que entrariam em cena , no imenso espaço da noite de junho.
Mas dia 13 (Santo Antônio) ou dia 24 (São João), eles se erguiam, iluminados, varando espaço majestosamente, enquanto aqui embaixo ficávamos, ao redor da fogueira, olhando atônitos aquela beleza que subia, frágil e poderosa. Eram enormes os balões e belos.
Lá distante, da sala onde funcionava a primeira radio vitrola que meu pai comprara na casa Edison, provavelmente a prazo, vinha a marchinha de Assis Valente na voz de Carlos Galhardo. “Cai, cai balão/ não deixa o vento te levar/ quem sobe muito/ cai depressa sem voar/ e a ventania/ de tua queda vai zombar/ cai, cai balão/não deixa o vento te levar ”
Mas os ventos levavam os balões e eles sumiam na imensa enseada da noite. Mais um pouco e as fogueiras ficavam reduzidas a cinza, onde se assavam batatas-doce e roletes de cana. Enquanto isso os balões voavam pela madrugada, silenciosos, buchas apagadas. Manoel Bandeira tem versos pungentes sobre os balões apagados das madrugadas, no poema que foi o primeiro que entendi e amei. (“Profundamente”).
Vivi a mesma experiência: acordava no meio da noite e pensava em todos os que estavam dormindo, profundamente, e de repente um balão apagado passava em silêncio pela minha janela, vindo de longe, cansado sem gloria, cumprindo seu destino de balão. Todos estavam dormindo, menos eu, vigiando o céu, esperando que um deles viesse cair em nosso quintal. Alvoroçado acordava meu pai e íamos juntos e orgulhosos apanhar a dádiva que os céus nos mandara.
Pois é! As fogueiras acabaram mesmo. As noites de junho eram as mais frias do ano. E as festas também estão acabando. Mas não posso deixar de lembrar os balões que nunca me libertaram do seu legado de tristeza, mansidão e fragilidade.
Revolucionar, exagerar, radicalizar... amor manso só serve na hora em que a batalha acabou de ser travada.
Bom, pra mim e pra ela é assim!
Jota Cê
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