Nao Acabou pra Mim
Depois daquele breu, o sol raiou pra mim, arrastou as sombras daquela saudade e empurrou abismo adentro
Quando o tempo voltar e te apresentar a mim
Visitaremos o íntimo de cada um, a janela da alma é o labirinto olhar profundo e degustador, como a abelha se aprofunda na flor, sem descrever o que vejo e sinto. Sem julgamentos ou zum zum zum. Porque o amor junta o passado, presente e futuro e todos os frangalhos e os torna em UM.
Caindo em mim cansada aprecio a Luz da Tua Egrégia Mansão, sem dia sem noite.
Luz tão alta, alcance-me por um fio a clarear as minhas periferias humanas.
●Teu sol se alastra primeiramente em falésias de mim, pouco frequentadas, montanhas difíceis de serem escaladas.
●Vales coloridos e íngremes no meu camarim, habitados e habituados a dores, recebem também Teus raios por fim.
Sobre mim? Bom, vamos lá: para mim, ‘quem se define, se limita’! O meu único limite é a minha consciência. Sei quem sou, mas prefiro não ter uma opinião formada sobre mim. O fato é que o universo está em constante transformação e, nesse sentido, vou seguindo o fluxo.
Por Amauri Valim: O egoísmo de Cristo.
“Persistam em fazer isso em memória de mim (Lucas. 22: 19)”. Foi o pedido de cristo antes de sua morte, durante as aparições em Jerusalém na quinta-feira da semana santa. Certa vez, Cristo amaldiçoou uma figueira, (Marcos 11: 13) ele tinha fome e ela não tinha figo, (os discípulos o admiraram). Isso talvez demostra certo egoísmo, egocentrismo de Cristo. Pratica-se a maldade, um péssimo exemplo para a humanidade, assim como a sua própria morte na permissão de Deus. Logo as maldades de Deus e de Cristo cabem perfeitamente como exemplo de tudo o que o homem vive. Percebe-se que naquele tempo Cristo não convenceu um povo como um todo a segui-lo. Desfaz-se a ideia da volta de Cristo porque o homem ainda continua tão mal quanto foi naquele tempo. Seguindo o exemplo de Deus, podem-se permitir atrocidades ao filho desde que seja para a salvação de um povo já condenado por ele, ou praguejar e condenar uma árvore de tronco frondoso de folhas largas a dar sombras se ela não der frutos quando se tem fome, (e isso é divino). Tudo isso é válido para a maior parte dos cristãos, mas é um tanto difícil entender como fica para os outros mais de 6 bilhões de habitantes do planeta que não são cristãos, ou os que não comemoram a páscoa. Por fim a religião a partir do cristianismo é culturalmente causadora da inspiração divina independente de verdade ou de mentira criada em torno de Cristo.
Contar mentiras sobre Deus é útil e agradável, como aquelas que eu diria a mim pela conveniência na falta de lógica, acreditava, pois a mentira é uma margem de conforto e segurança. A mentira sobre deus é um encanto para a criança ao mesmo tempo uma ilusão criada para a maldade doutrinária ao inocente, ela é corrosiva e repulsiva, essa mentira reproduzida continuamente causa depreciação a mente e a intelectualidade desde a mais tenra idade. O produto da fé é muitas vezes satânico, frustrante e para uma terrível combinação de resultados cabem os castigos físicos quando o castigo dado pela mentira sobre mente não causar dor suficiente.
O meu sucesso depende da ideia que você tem de mim. O meu verdadeiro sucesso é o resultado da ideia cínica que eu tenho de mim mesmo.
Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós.Deus está dando uma condição,se você que ser usado por Deus permaneça nele e com certeza ele vai está em vós
Espanto!
Busco imensamente caminhos melhores para mim e para você.
Busco um caminho onde as flores tragam leveza e um cheiro bom de primavera; e você me proporcionou isso tudo, num só abraço.
È espantoso como em tão pouco tempo, houve evolução mútua em você.
È espantoso como em tão pouco tempo a dialogar contigo, tu me mostrou segurança, leveza, doçura, sensatez, inteligência e superioridade de espírito...
Nossa! È um espanto admirável.
Lembranças do tempo vagamente penetram minha mente há ameaçar minha paz.
Lembrança de quando parávamos incansavelmente há trocar diálogos sutis, amáveis, alguns até com contrariedades aceitáveis, pois, os amores e amigos discordam-se para no fim concordarem ou simplesmente respeitar um ao outro...
Tua evolução me espanta e me acalma.
Menina, tu me fez por um instante confusão.
O quanto te via menina, agora te vejo mulher.
O quanto te queria menina, agora te quero mulher.
Tua maturidade, sem idade, é admiravelmente espantoso!
Tua leveza nas palavras que já conhecia, agora é leveza na alma que já pressentia...
Teu olhar e teu cheiro me encantam, como teu sinal, escondido no pescoço...
Eu te esperaria à noite toda, só para vê teu desfile, tua caminhada, tua sensacional liberdade, exclusividade, teus olhos, nem que fossem por dez segundos...
Não fazes idéias do quanto eu lembro perfeitamente de tudo que conversamos. De uma noite que, talvez, você esqueceu, mas que fiz eternidade... Lembras?
Pena que nós nos perdemos por ai... Eu com minhas chatices. Você com suas meiguices... Nós com nossos sonhos, ideais, loucuras, desejos, vontades, nossos medos.
Eu me achei nos livros. Você se encontrou em outros amores, ou no amor.
Sou grato por te ter. Sou feliz por em tão pouco tempo parece que viajei (O que não deixa de ser verdade, quando se tem um livro por perto...) e na minha volta houve você, tão simples, meiga, eterna. Como esses encontros que não sabemos nem hora, nem lugar, mas deixam rastros iluminavelmente eternos...
Tua leveza trocou ideia com a minha através do teu olhar...
Tua pureza fincou vontades em mim...
Tua presença semeou amor... De novo...
Edcarlos
VERSOS E AMARGURA
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Se de mim retirassem os enganos
Em mim apenas acertos restariam
Seria um poeta de versos levianos
Que como bolas de sabão se esvaziam
Prefiro ser alguém cujas conjecturas
Correm o risco de trazer amarguras
Do que ser um ser vivo sem opinião
Prefiro que me calem com mordaças
Do que ao me ouvirem achem graça
Por repetir os gracejos da multidão.
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Prefiro ser chamado de subversivo
Do que receber afagos dos opressores
Porque tais afagos só são oferecidos
Aos fracos em troca de favores
Com os quais traem a sua dignidade
E ganham uma falsa felicidade
Como troféu para a covardia
Prefiro ter a honra da clausura
Nos frios porões da ditadura
Do que a desonra na democracia.
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Se de mim retirarem os versos
Ainda me restarão os pensamentos
Que voarão na amplitude do Universo
Montados nas costas do vento
E baterão à porta de Deus
Que atendendo ao apelo meu
Mandará uma forte tempestade
Formada por poesias agudas
Que caindo regarão as mudas
Que aflorarão como liberdade.
